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	<title>Saúde caixa campanha proposta recusada &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Saúde caixa campanha proposta recusada &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Saúde Caixa: banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Saúde campanha 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Caxia proposta recusada]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde caixa campanha proposta recusada]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta foi recusada imediatamente e por unanimidade do movimento sindical Os sindicatos repudiaram e recusaram a proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa, nesta quarta-feira 5, durante a 5ª rodada de negociações específicas da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, realizada em São Paulo. Por unanimidade, todas as federações que compõem a mesa [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4c7a7caf9f85d9a9816195fba0005d62">Proposta foi recusada imediatamente e por unanimidade do movimento sindical</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sindicatos repudiaram e recusaram a proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa, nesta quarta-feira 5, durante a 5ª rodada de negociações específicas da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, realizada em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por unanimidade, todas as federações que compõem a mesa de negociações das empregadas e dos empregados exigiram que a Caixa refaça os cálculos e apresente uma nova proposta. O entendimento é que a proposta apresentada demonstra de forma clara que a maior preocupação do banco não é com seus empregados. E, ao contrário do que divulgou na Intranet, a Caixa não trouxe uma solução para o Saúde Caixa, e sim uma proposta em que busca se isentar de sua responsabilidade pelo custeio do plano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Confira a proposta da Caixa</h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8220;Modelo atual reajustado&#8221;</strong></h4>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="693" height="444" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026.jpg" alt="" class="wp-image-69668" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026.jpg 693w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026-300x192.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026-150x96.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026-600x384.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Tabela-de-proposta-da-Caixa-para-Saude-Caixa-em-dobro-2026-20x13.jpg 20w" sizes="(max-width: 693px) 100vw, 693px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Batizada pelo banco de “Modelo atual reajustado”, a proposta aumenta de 3,5% para 5,5% da remuneração-base a mensalidade dos titulares. O valor cobrado por dependente direto passaria de R$ 480 para R$ 870; o dependente indireto passaria de R$480,00 para R$ 930; e a mensalidade dos filhos com idade entre 24 e 27 anos subiria de R$ 800 para R$ 1.050. O limite de comprometimento da renda familiar seria dobrado, dos atuais 7% para 14%. A cobrança continuaria sendo feita em 13 parcelas anuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso entendimento é que esta proposta é profundamente desrespeitosa com quem constrói o banco todos os dias. Ela não apresenta uma solução equilibrada para o Saúde Caixa. Simplesmente transfere a conta para os empregados&#8221; afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Luiza Hansen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Luiza, a proposta produziria perda efetiva de remuneração, mesmo diante da reivindicação apresentada na mesa geral de negociação com os bancos de reposição da inflação acrescida de 5% de aumento real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo que conquistemos a inflação mais 5% de aumento real, esse reajuste do Saúde Caixa consumiria o ganho e, em muitos casos, uma parte ainda maior da renda. O resultado seria uma campanha salarial encerrada com perda de remuneração. A Caixa está dizendo que o empregado pode até receber um reajuste, mas terá de devolvê-lo (e muito mais) para continuar com o plano de saúde”, explicou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Proposta desrespeita quem constrói os resultados</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para a representação dos empregados, a proposta é especialmente desrespeitosa porque a Caixa apresentou projeções de lucros crescentes para os próximos anos, mas desconsiderou que esses resultados são produzidos pelo trabalho diário de seu quadro de pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CEE/Caixa aponta que a mensalidade dos titulares teria aumento de mais de 57%, enquanto a cobrança pelos dependentes diretos subiria mais de 81%. O teto familiar seria elevado em 100%. Além disso, repudia a recusa da Caixa em discutir o teto que o banco impôs para a sua participação no custeio do Saúde Caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a CEE/Caixa, a proposta da Caixa, se aceita, obrigaria o empregador a ter de decidir se mantém a si mesmo e seus familiares no plano de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, na apresentação feita à mesa, a própria Caixa informou que 32% dos titulares estão na faixa de renda entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Os trabalhadores dessa faixa, sobretudo aqueles com dois ou mais dependentes, seriam duramente atingidos e poderiam deixar o Saúde Caixa, inviabilizando o plano já em médio prazo. A representação cobrou do banco um estudo sobre a quantidade de beneficiários que abandonariam o plano caso a proposta fosse implantada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a CEE/Caixa sustenta ainda que, com a saída de usuários, os princípios do mutualismo, solidariedade e pacto intergeracional seriam enfraquecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os representantes dos empregados, ao apresentar aumentos dessa magnitude sem propor a ampliação de sua própria contribuição, a Caixa sinaliza que pretende se afastar progressivamente da responsabilidade pelo benefício.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Usuários já pagam cerca de 46% do plano</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os números do Relatório de Administração do Saúde Caixa mostram que a participação dos beneficiários já está muito acima dos 30% previstos no modelo histórico de custeio 70/30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, a contribuição líquida da Caixa foi de aproximadamente R$ 2,02 bilhões. As mensalidades pagas pelos usuários somaram R$ 1,39 bilhão e as coparticipações chegaram a R$ 303,6 milhões. Considerados esses valores regulares, a Caixa respondeu por cerca de 54% do financiamento, enquanto empregados, aposentados e pensionistas arcaram com aproximadamente 46%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa distorção ocorre porque o estatuto do banco limita a participação da empresa a 6,5% da folha de pagamentos e proventos. Com o aumento das despesas assistenciais acima dos reajustes da folha, a contribuição da Caixa deixa de acompanhar os custos do plano e uma parcela crescente das despesas é transferida aos usuários. O fim desse teto estatutário e o restabelecimento efetivo do modelo 70/30 estão entre as principais reivindicações da campanha “Põe mais dinheiro, Caixa!”, aprovada no 41º Conecef.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Déficit exige solução estrutural</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Saúde Caixa registrou déficit operacional de R$ 627,8 milhões em 2025, resultado de despesas totais de R$ 4,39 bilhões diante de receitas de R$ 3,76 bilhões. O exercício terminou contabilmente com saldo positivo de R$ 67,1 milhões somente depois da incorporação de R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre ações judiciais e acordos trabalhistas de anos anteriores e da utilização de R$ 46,7 milhões da Reserva Técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dieese, esses recursos extraordinários não representam melhora estrutural da situação financeira do plano. As pressões sobre os custos permanecem e decorrem do aumento da idade média dos usuários, da maior utilização dos serviços, do aumento da complexidade dos tratamentos, da incorporação de novas tecnologias e da inflação médica, que supera a inflação geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo médio anual por beneficiário subiu de R$ 9.854 em 2022 para R$ 15.824,24 em 2025, aumento acumulado de 60,6%. Somente entre 2024 e 2025, o crescimento foi de aproximadamente 23,5%. A avaliação do Dieese é que essa transformação estrutural no perfil assistencial deve ser acompanhada de uma ampliação real da participação financeira da Caixa, e não de uma transferência ainda maior dos custos aos beneficiários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação continuou pressionada em 2026. Até maio, o Saúde Caixa acumulava déficit de R$ 222,2 milhões, com despesas próximas de R$ 1,8 bilhão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Adoecimento relacionado ao trabalho</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do próprio relatório também mostram um aumento expressivo da demanda por cuidados de saúde mental. Em 2025, a psicologia respondeu por 60,3% dos custos da linha de terapias. Foram realizados mais de 1,67 milhão de procedimentos, com crescimento de 48% no número de sessões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a CEE/Caixa, os números não podem ser analisados sem considerar as condições de trabalho na Caixa, marcadas pela redução do quadro, sobrecarga, pressão por metas e adoecimento. O Dieese ressalta que, quando a organização do trabalho contribui para o adoecimento, a empresa deve assumir sua responsabilidade tanto na prevenção quanto no financiamento dos tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a representação sindical reivindica que a Caixa arque integralmente com os tratamentos relacionados às doenças classificadas como B91. No contexto previdenciário, o código identifica o benefício concedido quando a lesão ou a doença possui vínculo com o trabalho (o antigo auxílio-doença acidentário, atualmente denominado auxílio por incapacidade temporária decorrente de acidente de trabalho).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reivindicação, aprovada no 41º Conecef, busca impedir que os custos de doenças provocadas ou agravadas pelas condições de trabalho sejam transferidos ao conjunto dos usuários do Saúde Caixa. A pauta também prevê a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho, orientação aos trabalhadores afastados e cobertura dos medicamentos e tratamentos decorrentes do adoecimento ocupacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É inaceitável que o empregado seja submetido a metas, pressão e sobrecarga, adoeça dentro da empresa e depois tenha de pagar uma mensalidade ainda maior para tratar esse adoecimento. A Caixa precisa assumir os custos das doenças relacionadas ao trabalho”, enfatiza Luiza Hansen.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Empregados já apresentaram alternativas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A CEE/Caixa ressaltou que não se limita a rejeitar a proposta do banco, mas apresentou na própria minuta de reivindicações diferentes alternativas para enfrentar o déficit sem inviabilizar o plano e sem impor todo o ônus aos usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A representação também cobra contratações, inclusão dos empregados admitidos após setembro de 2018 no direito ao plano com participação da Caixa durante a aposentadoria, ampliação da rede credenciada, maior transparência e preservação do mutualismo, da solidariedade e do pacto intergeracional.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Nova proposta precisa valorizar o quadro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final da reunião, a Caixa reconheceu que a proposta não havia sido aceita e informou que voltaria a avaliar o modelo. A CEE/Caixa reiterou que espera uma nova formulação, com aumento da participação do banco e respeito à capacidade de pagamento dos beneficiários.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Outras cobranças</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A CEE/Caixa também cobrou que o banco apresente suas devolutivas sobre as demais reivindicações apresentadas em mesa e presentes na minuta entregue ao banco.</p>
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