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	<title>roberto Campos Neto &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<title>roberto Campos Neto &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Ovo da serpente: como a gestão de Campos Neto chocou a fraude do Master</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 07:33:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Documentos e depoimentos à CPI revelam que o BC de Campos Neto ignorou alertas formais de fraudes e se omitiu diante operações financeiras suspeitas. A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo, é o desfecho de um processo de insolvência e fraudes bilionárias [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-151db82781e11f85ac8e8580bde37638">Documentos e depoimentos à CPI revelam que o BC de Campos Neto ignorou alertas formais de fraudes e se omitiu diante operações financeiras suspeitas.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo, é o desfecho de um processo de insolvência e fraudes bilionárias cujas raízes remontam a 2019. O episódio, classificado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “ovo da serpente” da gestão de Roberto Campos Neto, revela uma sucessão de omissões e falhas de fiscalização que tiveram início no primeiro ano do governo Bolsonaro.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A origem da concessão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Master não foi uma instituição de geração espontânea. Ele surgiu da transformação do antigo Banco Máxima. Após duas tentativas de transferência de controle rejeitadas durante a gestão de Ilan Goldfajn, o processo obteve celeridade após a posse de Roberto Campos Neto na presidência da autoridade monetária, em fevereiro de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 14 de outubro daquele ano, a Diretoria Colegiada do BC aprovou a transferência do controle para Daniel Vorcaro e dois sócios, decisão publicada no Diário Oficial em 24 de outubro. Embora o rito tenha seguido as normas vigentes do Conselho Monetário Nacional e do próprio Banco Central, o aval ignorou sinais que seriam confirmados anos depois. A rebatização oficial para Banco Master ocorreu em 2021, com foco em crédito consignado e um aporte inicial de R$ 400 milhões.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alertas ignorados e omissão institucional</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os indícios de irregularidades foram levados ao Banco Central ainda em 2023. O advogado Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, protocolou denúncia formal relatando operações suspeitas com precatórios sem lastro e a existência de um sócio oculto, o empresário Nelson Tanure.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em depoimento voluntário à CPI do Crime Organizado na última quarta-feira (18), Timerman foi enfático ao criticar a inércia da autarquia: “Eu fiz uma denúncia para o Banco Central em 2023 […] se tivessem prestado atenção, teriam evitado”. Segundo ele, o balanço do Master era inflado artificialmente por meio da compra de ativos desvalorizados que eram revendidos por preços superfaturados, desviando recursos antes mesmo do ingresso contábil na instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo após a Polícia Federal ter alertado o BC por escrito, em julho de 2024, sobre fraudes e a presença de donos ocultos, a resposta interna da gestão Campos Neto foi o arquivamento das suspeitas, sem submetê-las ao colegiado. Em novembro de 2024, o BC limitou-se a assinar um termo de compromisso com Vorcaro para “correções” — medida que se provou ineficaz diante da magnitude do colapso que se avizinhava.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O colapso e a Operação Compliance Zero</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de postura da autoridade monetária só se concretizou com a troca de comando no Banco Central. Em 18 de novembro de 2025, o atual presidente Gabriel Galípolo decretou a liquidação extrajudicial da instituição por insolvência. No mesmo dia, Daniel Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desdobramento mais recente ocorreu em março de 2026, com a liquidação do Banco Master Múltiplo, gestor do Will Bank. Os prejuízos, estimados em pelo menos R$ 17 bilhões, expuseram que os ativos do banco estavam inflados e que os balanços que não correspondiam à realidade patrimonial; que havia captação irregular de dinheiro com emissão de CDBs sem lastro real; e, por fim, uma regulação cheia de furos permitiu uma falha sistêmica ao aprovar a livre circulação de controladores com histórico de risco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desdobramentos na CPI</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Registros da Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que Vorcaro visitou o Banco Central dezenas de vezes durante a presidência de Campos Neto. Convocado pela CPI do Crime Organizado para prestar esclarecimentos sobre essa proximidade e a falta de fiscalização, Roberto Campos Neto não compareceu, amparado por um habeas corpus do STF, enviando apenas justificativas por escrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo e parlamentares da base aliada, o caso Master é o exemplo pedagógico de como uma regulação frouxa e politicamente orientada pode comprometer a estabilidade do sistema financeiro. Como destacou o presidente Lula, a fatura do “ovo da serpente” chocado em 2019 — que agora recai sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a sociedade — é o resultado direto de uma gestão que ignorou alertas explícitos em favor de interesses particulares.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia também <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/candidatura-de-flavio-bolsonaro-e-ameaca-real-a-democracia/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/candidatura-de-flavio-bolsonaro-e-ameaca-real-a-democracia/">Candidatura de Flávio Bolsonaro é ameaça real à democracia</a></h4>
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		<title>Copom deve aumentar juros em até 1 ponto na &#8220;despedida&#8221; de Campos Neto</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-deve-aumentar-juros-em-ate-1-ponto-na-despedida-de-campos-neto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 10:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeções apontam que taxa básica de juros pode ultrapassar os 12% nesta quarta-feira após a última reunião do Copom com Campos Neto como presidente do Banco Central O Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne pela última vez no ano, nesta quarta-feira (11/12), para definir a taxa básica de juros (Selic), [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-63f4ad4cacde1fb7234f06d7b4858228">Projeções apontam que taxa básica de juros pode ultrapassar os 12% nesta quarta-feira após a última reunião do Copom com Campos Neto como presidente do Banco Central</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne pela última vez no ano, nesta quarta-feira (11/12), para definir a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 11,25%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta será a última reunião do Copom comandada pelo bolsonarista <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=campos+neto" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/?s=campos+neto">Roberto Campos Neto</a>, que em janeiro deixa a presidência do BC. O posto será assumido por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Projeções do mercado apontam que Campos Neto deve se despedir da presidência do BC com novo aumento acentuado da Selic. A taxa deve subir entre 0,75 e 1 ponto percentual, chegando a astronômicos 12% ou mesmo 12,25% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recente disparada do dólar, que chegou a ser cotado em R$ 6,08 esta semana, está entre os fatores que devem levar o Copom a impor um novo aumento da Selic. O movimento da moeda norte-americana é interpretado como uma consequência da especulação do mercado financeiro frente ao pacote de corte de gastos recentemente anunciado pela equipe econômica do governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos indicadores econômicos positivos do governo, como inflação controlada e melhora nos índices de emprego e renda, investidores pressionavam por um pacote de ajuste fiscal mais severo, com cortes amplos em benefícios sociais. O governo, no entanto, optou por uma abordagem equilibrada, priorizando a proteção das camadas mais vulneráveis. Entre as medidas, destacou-se a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem comprometer os compromissos fiscais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado financeiro reagiu negativamente, alegando que as medidas não atendem às suas demandas por austeridade extrema. Essa reação, amplificada pela especulação e pelo foco em cortes que poderiam prejudicar a população mais pobre, gerou instabilidade no câmbio, com o dólar disparando e gerando temores de alta da inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que a nova taxa básica de juros seja anunciada pelo Copom a partir das 18h desta quarta-feira.</p>



<h4 class="wp-block-heading">&#8220;Terrorismo&#8221;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Crítica contumaz da atual política de juros do Banco Central, a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), chamou a Selic atual de &#8220;indecente&#8221; e criticou o &#8220;terrorismo&#8221; que vem sendo feito pelo mercado para que os juros aumentem ainda mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na véspera do último Copom presidido por Campos Neto, aumenta o terrorismo para elevar ainda mais a indecente taxa de juros. O PIB cresce acima das previsões, emprego e renda também, arrecadação em alta, inflação dentro dos limites de uma meta exageradamente rigorosa, boas reservas, mas na mídia só se fala em &#8216;risco fiscal'&#8221;, escreveu Gleisi nesta terça-feira (10) em suas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todos sabem que juros maiores, neste momento, só vão pressionar a dívida pública e comprometer a atividade econômica, mas os especuladores e seus porta-vozes não estão nem aí para o país. Desenham o cenário que favorece o pior, para encerrar o ciclo do terrorismo de Campos Neto, a serviço do mercado&#8221;, prosseguiu a parlamentar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="570" height="368" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/gleisi.png" alt="" class="wp-image-58816" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/gleisi.png 570w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/gleisi-300x194.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/gleisi-150x97.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/gleisi-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></figure>
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		<title>SABOTADOR DO BRASIL</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sabotador-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 06:47:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Presidente do BC nada faz contra especulação A pressão do “mercado” sobre o governo para que faça corte de gastos em recursos voltados para as parcelas mais pobres da população atingiu seu ponto máximo nos últimos dias, com um ataque especulativo que fez o dólar chegar à cotação da história. Diante disso, esperava-se que o [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ecefe0ded21c8c7039e4da3dfd7f5848">Presidente do BC nada faz contra especulação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão do “mercado” sobre o governo para que faça corte de gastos em recursos voltados para as parcelas mais pobres da população atingiu seu ponto máximo nos últimos dias, com um ataque especulativo que fez o dólar chegar à cotação da história. Diante disso, esperava-se que o Banco Central atuasse contra a alta, como sempre faz. A instituição comandada por Roberto Campos Neto nada fez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do anúncio dos cortes, feito em rede nacional pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a especulação, ao invés de arrefecer, se intensificou. O Banco Central continua sem agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“BC de Campos Neto não fez nada para conter a especulação desencadeada desde ontem que já levou o dólar a R$ 6”, escreveu no X a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, nesta quinta-feira (28). “A Fazenda já esclareceu que a isenção de IR até R$ 5 mil será vinculada à nova alíquota para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, sem prejuízo para a arrecadação. Era obrigação da ‘autoridade monetária’ intervir no mercado contra a especulação desde seu previsível início, com leilões de swap, exigência de depósitos à vista e outros instrumentos que existem para isso. É um crime contra o país”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="652" height="408" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z.jpg" alt="" class="wp-image-58624" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z.jpg 652w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z-300x188.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z-150x94.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z-600x375.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/6s33oymhpq2k9lpiauqmz4c1z-20x13.jpg 20w" sizes="(max-width: 652px) 100vw, 652px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais houve uma enxurrada de postagens lembrando como o BC fez intervenções frequentes para tentar segurar a cotação do dólar durante a gestão de Jair Bolsonaro, aliado político de Campos Neto. Somente em uma delas, em abril de 2020, queimou US$ 7 bilhões em três dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na disparada atual da moeda americana, a instituição não dá sinais de que irá agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também criticou Campos Neto. “Estamos em contagem regressiva para ter, não um Banco Central que seja, que tenha um olhar para o Executivo, mas um Banco Central que tenha um olhar para o Brasil. Dirigido por quem mora no Brasil, e não em Miami”, disse, nesta quinta-feira (28).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao falar do exterior, Costa remete indiretamente a outra incompatibilidade de Campos Neto com o cargo que ocupa, além da preferência pelo bolsonarismo: ter milhões investidos em renda fixa e em offshores em paraísos fiscais, algo que o faz beneficiário da alta do dólar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o atual presidente do BC já classificou pequenos investidores como rentistas (quando os grandes banqueiros, os verdadeiros rentistas, são favorecidos por sua atuação) e lamentou que o Brasil viva um tempo de pleno emprego, porque isso, segundo diz, encarece a mão de obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo que se vê, o bem-estar do Brasil e dos brasileiros comuns não é nem de longe uma preocupação para Campos Neto.</p>
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		<title>Autonomia do BC deixou Brasil refém de jogos políticos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/autonomia-do-bc-deixou-brasil-refem-de-jogos-politicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 09:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O BC precisa estar a serviço do povo, do controle cambial e da política econômica definida pelo presidente eleito Por Carlos Zarattini Para garantir a aprovação da autonomia do Banco Central (BC), os parlamentares e economistas favoráveis à proposta argumentaram que a instituição precisava ser “blindada” de interferências políticas e ter liberdade para tomar decisões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-94e45c9daa92923a7ad6043c2247d6cc">O BC precisa estar a serviço do povo, do controle cambial e da política econômica definida pelo presidente eleito</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Carlos Zarattini</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a aprovação da autonomia do Banco Central (BC), os parlamentares e economistas favoráveis à proposta argumentaram que a instituição precisava ser “blindada” de interferências políticas e ter liberdade para tomar decisões exclusivamente técnicas. Só que na prática essa autonomia está gerando um grande problema para o país porque o presidente e os diretores do Banco Central possuem mandatos que não são coincidentes com o do Presidente da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A não coincidência permite que o órgão adote posturas à revelia da política econômica adotada pelo governo Lula e que foi referendada pelas urnas. Roberto Campos Neto, que preside o BC por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, atua deliberadamente contra o governo. Nem mesmo os índices positivos da economia, muito acima das previsões, barraram as deliberações absurdas como a manutenção da Taxa Selic num patamar criminoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A função do BC é assegurar a “estabilidade de preços, do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego”. Na prática, nada disso é o foco. As últimas decisões evidenciam a intencionalidade de frear o crescimento do país para desgastar o presidente Lula e, consequentemente, inflar Bolsonaro, afinal é ano eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de vários resultados positivos da economia como aumento da geração de empregos, crescimento da renda das famílias brasileiras, controle da inflação e crescimento do PIB acima das projeções, reservas cambiais de US$ 370 bilhões, recorde de exportações e compromisso com controle fiscal e inflação, o Banco Central segue mantendo a mesma posição intransigente de juros altos. Somos a 6ª maior população do mundo e registramos todos os meses bons índices na economia, apesar dessa sabotagem. Imagina só como estaríamos se as decisões fossem de acordo com o cenário atual?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve a taxa de juros nas alturas (10,5%, segunda mais alta do mundo), por exemplo, trouxe um tom ainda mais pessimista. Usaram um argumento esdrúxulo e despropositado do contexto real da economia brasileira para justificar esse posicionamento e ainda ameaçaram uma possível subida da Taxa Selic nos próximos meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, é imprescindível relembrar que o presidente do BC foi homenageado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na oportunidade em que sinalizou a intenção de assumir o Ministério da Fazenda em um possível governo de Tarcísio. Uma declaração que coloca em xeque a sua credibilidade e autonomia ao revelar suas intenções políticas. O fato é que Campos Neto, que é descaradamente alinhado ao “bolsonarismo”, já vinha a algum tempo demonstrando as suas preferências partidárias e agora botou o bloco na rua, ou seja, jogando a autonomia do Banco Central para o ralo e demonstrando claramente que ele atende a interesses políticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que pouca gente fala é a dependência absurda do Banco Central com relação aos indicadores do Boletim Focus, que, aliás, frequentemente erra em suas previsões e mostra projeções pessimistas sem qualquer dado técnico. A turma de Campos Neto baseia-se no famoso boletim Focus, que é um relatório feito a partir das expectativas dos agentes do mercado financeiro. Em 2023, previu um crescimento do PIB de 0,8% enquanto o governo previa 1,6%. O resultado real foi 2,92%. Este ano o mercado prevê 2,05%, mas o crescimento real já está em 2,22%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal ingressou com uma representação para “identificar eventuais desvios de finalidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na definição da taxa Selic”. O documento aponta a possibilidade de influência indevida das projeções constantes do Boletim Focus, afirmando que instituições financeiras poderiam manipular o índice para ganhos próprios e em prejuízo aos interesses públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos 12 meses, o governo federal pagou R$ 835,7 bilhões (7,48% do PIB) em juros da dívida pública. Isso significa um crescimento de 35% em um ano e 133% em dois anos. E representa a soma dos orçamentos em 2023 dos ministérios do Desenvolvimento Social, Saúde e Educação. A dívida pública interna é direta ou indiretamente influenciada pelas decisões do BC, por isso a importância das ações serem pensadas e executadas em harmonia e não num jogo de queda de braço como está sendo feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o país paga juros exorbitantes da dívida, os especuladores seguem lucrando. É inadmissível esse cenário! A autonomia do BC não pode ser usada para jogos e rixa política. O BC precisa estar a serviço do povo, do controle cambial e da política econômica definida pelo presidente eleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Zarattini, economista pela USP e deputado federal pelo PT de São Paulo.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia Mais <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/gabriel-galipolo-e-indicado-por-lula-para-presidir-o-banco-central/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/gabriel-galipolo-e-indicado-por-lula-para-presidir-o-banco-central/">Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BC deve iniciar corte na taxa de juros em reunião quarta-feira (2)</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bc-deve-iniciar-corte-na-taxa-de-juros-em-reuniao-quarta-feira-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 12:42:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BC e o Juros]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Diminuição da Selic]]></category>
		<category><![CDATA[roberto Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhadores e governo pressionam Comitê de Política Monetária, o Copom, a cortar a taxa básica de juros na reunião da próxima quarta-feira Ao fim da próxima reunião de quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deve anunciar um corte de 0,25 ponto percentual ou 0,5 na taxa de juros (Selic), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Trabalhadores e governo pressionam Comitê de Política Monetária, o Copom, a cortar a taxa básica de juros na reunião da próxima quarta-feira</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fim da próxima reunião de quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deve anunciar um corte de 0,25 ponto percentual ou 0,5 na taxa de juros (Selic), atualmente em 13,75%. Essa é a expectativa do mercado financeiro, segundo informações do portal&nbsp;<em><a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/reuniao-do-copom-payroll-nos-eua-balancos-de-petrobras-bradesco-e-apple-o-que-acompanhar-na-semana/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">InfoMoney</a></em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também a expectativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a quinta reunião do Copom no ano. Em&nbsp;<a href="https://jornalggn.com.br/economia/ciclo-de-cortes-vai-comecar-diz-haddad-sobre-juros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao jornalista Luis Nassif</a>, do Portal&nbsp;<em>GGN</em>, sábado (29), Haddad disse que na prática um corte de até 0,5 ponto vai representar pouco impacto na atividade econômica, mas é importante como sinalização para a sociedade. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Penso que o ciclo de cortes vai começar e que o espaço que existe é bastante considerável, uma vez que a inflação desse ano está afetada pela reoneração dos combustíveis que o próprio BC reconheceu como um fator que distorcia a inflação do ano passado, reduzida artificialmente e eleitoralmente para reverter o quadro desfavorável que o Bolsonaro enfrentava contra o Lula”, disse o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haddad considera que a situação atual permite que se tenha condições de harmonizar a política monetária com a política fiscal de uma maneira “muito interessante para abrir o ciclo de crescimento sustentável do país”. O Banco Central começou a elevar a inflação em março de 2021 para conter a escalada inflacionária no governo Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A supervisora técnica do Dieese na Bahia, Ana Georgina Dias, destacou em entrevista ao programa <em>Revista Brasil TVT</em> que o atual nível de juros envolve um comprometimento de R$ 600 bilhões do orçamento do governo neste ano, somente para pagamento dos juros da dívida. Segundo ela, a queda da Selic também seria uma sinalização importante, apesar do pouco impacto em termos práticos se o corte ficar em 0,25 ou 0,5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fim da próxima reunião de quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deve anunciar um corte de 0,25 ponto percentual ou 0,5 na taxa de juros (Selic), atualmente em 13,75%. Essa é a expectativa do mercado financeiro, segundo informações do portal&nbsp;<em><a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/reuniao-do-copom-payroll-nos-eua-balancos-de-petrobras-bradesco-e-apple-o-que-acompanhar-na-semana/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">InfoMoney</a></em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também a expectativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a quinta reunião do Copom no ano. Em&nbsp;<a href="https://jornalggn.com.br/economia/ciclo-de-cortes-vai-comecar-diz-haddad-sobre-juros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao jornalista Luis Nassif</a>, do Portal&nbsp;<em>GGN</em>, sábado (29), Haddad disse que na prática um corte de até 0,5 ponto vai representar pouco impacto na atividade econômica, mas é importante como sinalização para a sociedade. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Penso que o ciclo de cortes vai começar e que o espaço que existe é bastante considerável, uma vez que a inflação desse ano está afetada pela reoneração dos combustíveis que o próprio BC reconheceu como um fator que distorcia a inflação do ano passado, reduzida artificialmente e eleitoralmente para reverter o quadro desfavorável que o Bolsonaro enfrentava contra o Lula”, disse o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haddad considera que a situação atual permite que se tenha condições de harmonizar a política monetária com a política fiscal de uma maneira “muito interessante para abrir o ciclo de crescimento sustentável do país”. O Banco Central começou a elevar a inflação em março de 2021 para conter a escalada inflacionária no governo Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A supervisora técnica do Dieese na Bahia, Ana Georgina Dias, destacou em entrevista ao programa&nbsp;<em>Revista Brasil TVT</em>&nbsp;que o atual nível de juros envolve um comprometimento de R$ 600 bilhões do orçamento do governo neste ano, somente para pagamento dos juros da dívida. Segundo ela, a queda da Selic também seria uma sinalização importante, apesar do pouco impacto em termos práticos se o corte ficar em 0,25 ou 0,5.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Protesto contra a alta dos juros praticados pelo Banco Central, em Santos/SP</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/protesto-contra-a-alta-dos-juros-praticados-pelo-banco-central-em-santos-sp-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 17:20:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Altos]]></category>
		<category><![CDATA[protesto contra os juros]]></category>
		<category><![CDATA[roberto Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[A manifestação nesta quarta-feira, dia 3 de maio, em frente a Bolsa do Café, foi às 11h, no centro histórico de Santos/SP. A manutenção da alta de juros diminui o crescimento econômico e gera desemprego A Intersindical Central da Classe Trabalhadora, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região em conjunto com o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">A manifestação nesta quarta-feira, dia 3 de maio, em frente a Bolsa do Café, foi às 11h, no centro histórico de Santos/SP. A manutenção da alta de juros diminui o crescimento econômico e gera desemprego</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Intersindical Central da Classe Trabalhadora, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região em conjunto com o PSOL, movimentos políticos e sociais realizaram protesto contra a manutenção da alta de juros (taxa Selic em 13,75%) pelo Banco Central (BC), nesta quarta-feira (03 de maio), às 11h, em frente a Bolsa do Café, na rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico de Santos/SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A economia parada! Juros altos é igual ao desemprego, a fome e a miséria. Por isso, nós queremos juros baixos. Para poder a economia voltar a girar e a população ter melhores condições de vida. Vivemos a taxa de juros mais alta do planeta. O Banco Central não pode ser independente do país”, explica Ricardo Saraiva Big, secretário de Relações internacionais da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e secretário geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Por que juros altos são ruins?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Altas taxas de juros encarecem o crédito tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas. A consequência é a diminuição do crescimento econômico, já que nem as famílias têm dinheiro para comprar e nem as empresas para investir e criar empregos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fora do Banco Central, Roberto Campos Neto!</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Quem ganha com esses juros altos são os banqueiros e os rentistas. Vale ressaltar que é mais fácil comprar papéis da Dívida Pública porque você tem uma rentabilidade muita acima da inflação do que investir em produção e gerar empregos. A economia parada, o desemprego alto e as mulheres são as que mais sofrem. Não há motivo, a inflação não está galopante, para que se justifique a alta dos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário voltar, não ter mais a autonomia no Banco Central. Porque o Campos Neto é oriundo executivo do banco Santander e quando a gente tem como presidente do Banco Central (executivos) do mercado financeiro eles vão beneficiar o mercado financeiro e rentistas. E não a população em geral, comerciantes e as mulheres”, disse Eneida Koury, secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Desemprego</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As indústrias apontam as taxas de juros elevadas como o principal motivo para a falta de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre de 2023.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Os brasileiros sofrem</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, a exploração dos juros empurra a população à fome, desemprego e miséria!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ato contra Juros Altos &#8211; Santos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/ato-contra-juros-altos-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 15:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[roberto Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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			</item>
		<item>
		<title>Taxa de juros de 13,75% favorece apenas 1% dos mais ricos e trava a economia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/taxa-de-juros-de-1375-favorece-apenas-1-dos-mais-ricos-e-trava-a-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 13:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Altos]]></category>
		<category><![CDATA[Juros mais latos do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[roberto Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[Para economistas os 13,75% de taxa de juros fixada pelo Banco Central, chefiado por Roberto Campos Neto, é um entrave à proposta de crescimento da economia de Lula. Índice prejudica empresários e trabalhadores Desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou no início deste mês de fevereiro, que a taxa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Para economistas os 13,75% de taxa de juros fixada pelo Banco Central, chefiado por Roberto Campos Neto, é um entrave à proposta de crescimento da economia de Lula. Índice prejudica empresários e trabalhadores</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou no início deste mês de fevereiro, que a taxa básica de juros do país, a Selic, ficará em 13,75% ao ano, o maior patamar desde janeiro de 2017 no país e o maior do mundo, o presidente Lula (PT) tem criticado essa decisão dizendo que assim não é possível o país crescer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Lula não está sozinho nas críticas ao presidente do BC Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL) e que teve o seu nome aprovado pelo Congresso Nacional, após o banco ter se tornado independente do governo federal.&nbsp; As críticas vieram também de diversos economistas como André Lara Resende, um dos “pais” do Plano Real, e de Luiz Gonzaga Belluzzo, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Leda Paulani, entre outros. Para eles, a taxa de juros trava o crescimento do país.&nbsp;<strong>Veja abaixo o que eles disseram sobre a Selic.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro crítico da decisão do Copom é o economista e professor da PUC de São Paulo, Ladislau Dowbor. Para ele, o presidente Lula tem toda razão em entender que a taxa de juros impede o crescimento do país e a geração de empregos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A taxa de juros do Banco Central nada mais é do que apropriação indébita porque tira entre R$ 600 a R$ 700 bilhões ao ano de dinheiro público”- Ladislau Dowbor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“É dinheiro dos impostos do povo brasileiro utilizado para pagar títulos da dívida pública, impedindo que o governo federal invista em políticas públicas como aberturas de estradas, construção de escolas e moradias populares, entre outras. Você drena a capacidade do Estado de fazer políticas sociais e de infraestrutura”, acrescenta o economista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Dowbor, a taxa Selic ficar neste patamar só interessa a um por cento da elite econômica do país que compra títulos do governo para investimentos (a arrecadação dos governos depende de impostos recolhidos e parte de títulos vendidos no mercado), e a cerca de 10% da classe média que têm aplicações financeiras, pois com a alta dos juros vale mais a pena deixar o dinheiro aplicado em algum título do governo do que abrir uma empresa e gerar empregos. São os chamados rentistas que vivem dos juros de suas aplicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas contas do economista, o custo dos juros do BC ao governo federal daria para pagar dez vezes mais a 50 milhões de pessoas que dependem do Bolsa Família de R$ 600 e mais R$ 150 por cada criança de até seis anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Bolsa Família custa ao ano cerca de R$ 65 bilhões, dez vezes menos do que o pagamento de juros. O comprometimento do PIB [Produto Interno Bruto] com o pagamento de juros é 6,5% enquanto o Bolsa Família compromete apenas 1,5%”, compara Dowbor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto abordado pelo economista é que não há justificativa técnica para se manter os juros em 13,75% pois não há excesso de demanda para que o consumo cause inflação. A inflação prevista pelo BC para 2023 é de 3,5% com variação de 1,5% para cima ou para baixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A economia do Brasil parou de crescer em 2014 e o que fizeram no final de 2016 [ano do golpe contra Dilma] foi puxar a taxa de juros pra cima. A dívida pública cresceu 82% nos governos de Michel Temer (MDB) e Bolsonaro. Por isso é desnecessário manter esse patamar para combater a inflação, já que esses governos não investiram para que a economia crescesse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dowbor chama a atenção para os dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), que mostram que de janeiro de 2021 a janeiro de 2023, o Banco Central subiu os juros da Selic em 587,50%. Saiu de 2% para 13,75% ao ano. Neste mesmo período a taxa de juros média para pessoa física subiu de 92,59% para 123,96% ao ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os interesses do mercado financeiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor da PUC explica que aliado à alta da Selic nos dois últimos governos, os juros cobrados pelos bancos privados que chegam a 410% no cartão de crédito ao ano, estrangularam a capacidade de compras das famílias (79% estão inadimplentes e 30% em bancarrota); e os investimentos de empresas. Isso é mais um componente que não justifica os juros de 13,75% praticados pelo BC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O empresário não tem crédito para investir e mesmo que tivesse ele evita, pois não tem quem compre o seu produto tal o grau de endividamento das famílias, impedindo a geração de empregos”, pondera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dowbor conta que em 2003 no primeiro mandato do governo Lula, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de José Serra (PSDB-SP), foi aprovada e eliminou o artigo 192 da Constituição que permitia ao governo federal interferir nos juros praticados pelos bancos privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos congressistas têm dinheiro aplicado e para eles interessa a alta da Selic, o que inviabiliza o governo Lula de poder interferir nos juros cobrados pelos bancos privados”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele ressalta ainda que nos anos de 2012 e 2013, Dilma diminuiu os juros cobrados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB), o que fez parte da população migrar dos privados como Bradesco, Santander, Itaú e outros para os bancos públicos, atraindo a ira da elite econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse é o momento que começaram a articular o golpe que culminou em 2016. Hoje apenas cinco bancos detêm 85% do crédito do país. É um cartel que prática agiotagem”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Taxa ideal de juros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ladislau Dowbor, a taxa de juros ideal seria a de 1% a 1,5% ao ano mais a inflação, média do que é cobrado pelos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O economista cita como exemplos os juros cobrados para pessoa jurídica (empresas) em países europeus que ficam em torno de 2,5% a 4% ao ano. Na China os juros para pessoa física são de 4,6% ao ano com uma inflação de 2%. Já no Canadá o juro do cartão de crédito rotativo chega no máximo a 11% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Santander cobra na Espanha zero por cento de juros para quem pede empréstimos de até 5 mil euros a serem pagos em seis meses. Aqui no Brasil chega a 100% no mesmo período”, conta o economista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As críticas de economistas ao Banco Central</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Monica de Bolle, Luciano Coutinho, Nelson Marconi, Leda Paulani, Antonio Corrêa de Lacerda, Clélio Campolina, Paulo Nogueira Batista Jr. e Lena Lavinas são alguns dos nomes que participam de um movimento no qual defendem, por meio de um manifesto divulgado no último sábado (11), a “razoabilidade” da taxa básica de juros, a Selic. Publicado como abaixo-assinado na plataforma Change.org, o texto tinha mais de 2.800 assinaturas até o início da tarde desta segunda-feira (13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto, os economistas dizem que “a eleição de outubro renovou as esperanças de que o Brasil possa reencontrar os caminhos para a estabilidade política e um lugar respeitável no mundo. O Brasil precisa de paz e de perspectivas. O mundo precisa da estabilidade do Brasil”. Os signatários afirmam que “a superação dos desafios brasileiros só pode ser alcançada com uma nova política econômica, promotora de crescimento e prosperidade compartilhada”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sem sinalização do governo, servidores do BC se reúnem na sexta sobre greve</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sem-sinalizacao-do-governo-servidores-do-bc-se-reunem-na-sexta-sobre-greve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[roberto Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[servidores do BC]]></category>
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					<description><![CDATA[Categoria suspendeu a paralisação entre 20 de abril e 2 de maio para dar um ‘voto de confiança’ ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto O presidente do Sinal (Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central), Fábio Faiad, afirmou que a categoria vai se reunir na sexta-feira (29) às 14 horas para definir os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Categoria suspendeu a paralisação entre 20 de abril e 2 de maio para dar um ‘voto de confiança’ ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto</p>
<p></p>
<p>O presidente do Sinal (Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central), Fábio Faiad, afirmou que a categoria vai se reunir na sexta-feira (29) às 14 horas para definir os rumos da greve, que foi suspensa entre 20 de abril e 2 de maio.</p>
<p> </p>
<p>Os servidores decidiram suspender a paralisação, que havia começado no dia 1º, para dar um “voto de confiança” ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.</p>
<p> </p>
<p>Mas Faiad disse na segunda-feira (25) que, até o momento, não houve sinalização do governo sobre a contraproposta feita pela categoria para o reajuste salarial reivindicado ou mesmo sobre uma nova proposta.</p>
<p> </p>
<p>A categoria considera o aumento de 5% ventilado pelo governo insuficiente e propôs que o reajuste pedido de 27% valha a partir de julho, em vez de ser retroativo a janeiro. “Se não houver nada até sexta-feira, a gente decide a continuidade da greve.”</p>
<p> </p>
<p>Com a greve suspensa até segunda (2), Faiad diz que a assembleia precisa ocorrer antes de uma eventual retomada da greve, pois é preciso avisar a administração do BC com 72 horas de antecedência.</p>
<p>Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil<br />Fonte: Estadão Conteúdo</p>
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	</channel>
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