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	<title>Rivânia Moura &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>A “farsa” chamada deficit da Previdência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Cálculo distorcido]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Gentil]]></category>
		<category><![CDATA[Rivânia Moura]]></category>
		<category><![CDATA[Superavit]]></category>
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					<description><![CDATA[A professora de Economia da UFRJ, Denise Gentil, e Riv&#226;nia Moura, doutora em Servi&#231;o Social pela UFRJ e professora da UERN defendem a exist&#234;ncia de um &#8220;c&#225;lculo distorcido&#8221; pelo mercado financeiro. Diversos especialistas entendem que a justificativa da necessidade da Reforma da Previd&#234;ncia tem como &#250;nico objetivo pagar juros da d&#237;vida p&#250;blica aos bancos com [&#8230;]]]></description>
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<p>A professora de Economia da UFRJ, Denise Gentil, e Riv&acirc;nia Moura, doutora em Servi&ccedil;o Social pela UFRJ e professora da UERN defendem a exist&ecirc;ncia de um &ldquo;c&aacute;lculo distorcido&rdquo; pelo mercado financeiro. Diversos especialistas entendem que a justificativa da necessidade da Reforma da Previd&ecirc;ncia tem como &uacute;nico objetivo pagar juros da d&iacute;vida p&uacute;blica aos bancos com taxa&ccedil;&atilde;o, idade m&iacute;nima de 65 anos e diminui&ccedil;&atilde;o do valor da aposentadoria dos trabalhadores</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existe uma &ldquo;farsa cont&aacute;bil&rdquo; que transforma em deficit o superavit do sistema previdenci&aacute;rio?</strong></p>
<p><strong>Denise Gentil:</strong>&nbsp;O artigo 195 da Constitui&ccedil;&atilde;o diz que a Seguridade Social ser&aacute; financiada por contribui&ccedil;&otilde;es do empregador (incidentes sobre a folha de sal&aacute;rios, o faturamento e o lucro), dos trabalhadores e do Estado. Mas o que se faz &eacute; um c&aacute;lculo distorcido. Primeiro, isola-se a Previd&ecirc;ncia da Seguridade Social. Em seguida, calcula-se o resultado da Previd&ecirc;ncia levando-se em considera&ccedil;&atilde;o apenas a contribui&ccedil;&atilde;o de empregadores e trabalhadores, e dela se deduz os gastos com todos os benef&iacute;cios. Por essa metodologia, houve deficit de R$ 87 bilh&otilde;es de janeiro a novembro de 2015. Pela Constitui&ccedil;&atilde;o, a base de financiamento da Seguridade Social inclui receitas como a CSLL (Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido), Cofins (Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social) e as receitas de concursos de progn&oacute;stico (resultado de sorteios, como loterias e apostas).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De quanto foi o superavit da Seguridade Social no ano passado?</strong></p>
<p>Quando essas receitas s&atilde;o computadas, obt&eacute;m-se superavit de R$ 68 bilh&otilde;es em 2013 e de R$ 56 bilh&otilde;es em 2014. Mas essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; repassada para a popula&ccedil;&atilde;o, que fica com a no&ccedil;&atilde;o de que o sistema enfrenta uma crise de grandes propor&ccedil;&otilde;es e precisa de reforma urgente, que n&atilde;o corresponde &agrave; realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ent&atilde;o por que tanta press&atilde;o por reforma?</strong></p>
<p>O objetivo &eacute; cortar gastos para dar uma satisfa&ccedil;&atilde;o ao mercado, que cobra o ajuste fiscal. Nada &eacute; dito sobre os gastos com juros (pagos aos bancos), que entre janeiro e dezembro de 2015 custaram R$ 450 bilh&otilde;es, o equivalente a 8,3% do PIB. Ocorre que o governo faz enormes isen&ccedil;&otilde;es de impostos aos empres&aacute;rios desde 2011. Em 2015, chegaram a um valor estimado em R$ 282 bilh&otilde;es, equivalente a 5% do PIB, sendo que 51% dessas isen&ccedil;&otilde;es foram de recursos que iriam &agrave; Seguridade Social. Esses privil&eacute;gios n&atilde;o produziram o resultado previsto pelo governo, que era o de elevar os investimentos. Apenas se transformaram em margem de lucro (abocanhados pelas empresas).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por que a Reforma da Previd&ecirc;ncia e aposentadoria aos 65 e 70 anos?</strong></p>
<p><strong>Riv&acirc;nia Moura: </strong>Os argumentos reunidos para a &ldquo;Reforma da Previd&ecirc;ncia&rdquo; n&atilde;o s&atilde;o justific&aacute;veis pelo or&ccedil;amento. Ao contr&aacute;rio, s&atilde;o elaborados no intuito de direcionar os recursos da Previd&ecirc;ncia para pagamento dos encargos da d&iacute;vida p&uacute;blica aos bancos.&nbsp;</p>
<p>Para isso, o governo Temer tenta emplacar as propostas de contrarreforma da Previd&ecirc;ncia, que preveem: a institui&ccedil;&atilde;o de uma idade m&iacute;nima para aposentadoria, de 65 e 70 anos; a equipara&ccedil;&atilde;o dos regimes de previd&ecirc;ncia; o ped&aacute;gio para quem tem mais de 50 anos de idade; a equival&ecirc;ncia das regras para homens e mulheres; o fim das aposentadorias especiais; a retirada dos trabalhadores rurais do regime geral de previd&ecirc;ncia e o aumento da al&iacute;quota de contribui&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores.&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>Os trabalhadores devem pagar pela crise?</strong><br />
&nbsp;<br />
Com essa clareza n&atilde;o podemos aceitar o argumento do deficit e da insustentabilidade da Previd&ecirc;ncia; n&atilde;o podemos pagar pela crise; n&atilde;o podemos abrir m&atilde;o da nossa condi&ccedil;&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia. A Previd&ecirc;ncia envolve direta ou indiretamente todos os trabalhadores e por isso a sua defesa tem de ser ampla e unificada.&nbsp;</p>
<p>Fonte: Com informações do site Brasileiros e Carta Capital</p>
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