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	<title>Responsabilidade Compartilhada &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Responsabilidade Compartilhada &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Mandato coletivo: uma nova forma de compor um gabinete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 09:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha Eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Candidaturas]]></category>
		<category><![CDATA[Mandato Coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Compartilhada]]></category>
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					<description><![CDATA[Você já ouviu falar em mandato coletivo ou compartilhado? Trata-se de uma forma de exercício de mandato legislativo em que o representante se compromete a dividir o poder com um grupo de cidadãos, reforçando a representação democrática e aumentando a colaboração entre a sociedade civil e o Poder Público O sistema democrático indireto tem como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em></em>Você já ouviu falar em mandato coletivo ou compartilhado? Trata-se de uma forma de exercício de mandato legislativo em que o representante se compromete a dividir o poder com um grupo de cidadãos, reforçando a representação democrática e aumentando a colaboração entre a sociedade civil e o Poder Público</p>
<p>O sistema democrático indireto tem como característica a participação popular na gestão do governo através da eleição de representantes, onde a sociedade delega sua soberania. No entanto, mesmo sendo uma das formas contemporâneas mais comuns utilizada na gestão política, o sistema apresenta desvantagens referentes à disputa pelo poder e a desvinculação com sua função representativa, levando a um regime com pouca legitimidade.</p>
<p>Apesar dos processos eleitorais e liberdades civis presentes no Brasil, a atuação popular nas tomadas de decisão do governo é limitada e a cultura política ainda é baixa. Esse cenário acaba por colocar os cidadãos às margens dos processos de resolução política, de modo a gerar fragilidade nas instituições, problemas de governabilidade e crise de representatividade. Foi pensando em tudo isso que foi criado o sistema de mandato coletivo ou mandato compartilhado. Vamos entender como funciona essa forma de composição do gabinete?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Repensando a forma como um legislador atua</strong></span></p>
<p>Devido ao cenário de descredibilidade aos velhos partidos e pelo modo como se dá o acesso dos representantes políticos na esfera pública – por via única de filiação às legendas partidárias -, atores de mudança apostam nesse tipo de mandato como uma nova forma de representação, participação e exercício democrático. Para isso, os mandatos coletivos apostam na adesão e colaboração da sociedade civil com o poder público através da intervenção direta da população nas tomadas de decisões de um representante político durante seu mandato.</p>
<p>Para além da aproximação e abertura de canais de diálogo entre representantes e civis, o mandato compartilhado busca mecanismos de inclusão da sociedade nos processos de decisão e o aumento do seu poder de influência e interferência dentro dos espaços políticos.</p>
<p>Nesse modelo, o político se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas voluntárias, compartilhando sua gestão e votando de acordo com as deliberações desse time. Dessa forma, o representante abre espaço para ações e posicionamentos mais plurais, que tendem a neutralizar interesses particulares. Inicialmente, o modelo foi colocado em prática no poder legislativo municipal, com membros da rede de colaboradores chamados covereadores. Atualmente é também possível encontrar mandatos compartilhados no legislativo federal e estadual, como resultado do processo de renovação política na última eleição.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Candidatura e campanha eleitoral do modelo</strong></span></p>
<p>Em um mandato coletivo, estão reunidas diversas pessoas com conhecimento e experiência em áreas específicas, pertencentes a diferentes setores sociais e partidos políticos. Sua missão é assumir o compromisso de ser um canal direto de intervenção da sociedade no poder público, de forma a somarem suas capacidades em áreas particulares e contribuírem na cocriação de projetos e na gestão da governança, agregando ao mandato múltiplas perspectivas e diferentes saberes.</p>
<p>Na prática, a modalidade pode ocorrer de duas formas; reunindo o coletivo em torno de um nome que é efetivamente um pré-candidato, mobilizando votos durante a campanha para esse nome, mas divulgando a ideia da candidatura coletiva; ou durante o mandato, onde o time é formado somente após o político ser eleito. Independente do modo como o mandato compartilhado é adotado, apenas um candidato estará registrado na Justiça Eleitoral e será eleito, mesmo que o mandato seja exercido em conjunto, onde todos os participantes serão responsáveis pela gestão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Política com responsabilidade compartilhada</strong></span></p>
<p>A inovação busca agregar outras formas de experiência e ideias à gestão do parlamentar, de modo a formar um grupo heterogêneo que participe das tomadas de decisão, levantamento de demandas, criação de soluções para problemas, apresentação de projetos de lei e fiscalização da atuação do político eleito. Assim, forma-se um mandato com visão mais holística, colaborativa, aberta e horizontal, onde os posicionamentos do político, por exemplo, são resultantes dos diálogos com o grupo.</p>
<p>Do mesmo modo, o modelo agrega ao mandato sua capacidade de estar presente em vários espaços e setores através da construção de um capital social mais responsável e plural na gestão.</p>
<p><em><span style="color: #000000;"><strong>Eneida Koury</strong></span></em>, Secretária de Finanças do SEEB Santos e Região, compõe o <a href="https://emtodasaslutas.com.br/eneida-koury/" target="_blank" rel="noopener">Mandato Coletivo Em Todas as Lutas</a>.</p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Misoginia </strong></em><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/bolsonaro-cortou-90-das-verbas-de-programas-de-combate-a-violencia-contra-mulher" target="_blank" rel="noopener">Bolsonaro cortou 90% das verbas de programas de combate à violência contra mulher</a></span></p>
<p>Fonte: Politize!<br />
Escrito por: Sandy Xavier</p>
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