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	<title>reforma trabalhista de temer &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Reforma Trabalhista não gerou ‘boom’ de empregos prometidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[reforma não melhorou empregos]]></category>
		<category><![CDATA[reforma trabalhista de temer]]></category>
		<category><![CDATA[vagas sumiram com reforma]]></category>
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					<description><![CDATA[Prestes a completar 4 anos — e uma pandemia — depois de a Reforma Trabalhista do governo Michel Temer entrar em vigor, o “boom” de empregos prometido não se concretizou. Na época, o governo chegou a falar em 2 milhões de vagas em 2 anos, e 6 milhões em 10 anos. O governo, o mercado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Prestes a completar 4 anos — e uma pandemia — depois de a Reforma Trabalhista do governo Michel Temer entrar em vigor, o “boom” de empregos prometido não se concretizou. Na época, o governo chegou a falar em 2 milhões de vagas em 2 anos, e 6 milhões em 10 anos. O governo, o mercado e o capital sabiam que isso não era verdade</p>
<p></p>
<p>A Lei 13.467, entrou em vigor em 11 de novembro de 2017. Na esteira da nova lei trabalhista, desemprego, subemprego, desalento e muita burla de direitos.</p>
<p> Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o desemprego hoje está maior. No trimestre terminado em julho de 2021, a taxa de desocupação ficou em 13,7%. Esse número é quase 2 pontos percentuais a mais que os 11,8% registrados no último trimestre de 2017. No período, o total de desempregados subiu de 12,3 milhões para 14,1 milhões.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mais reformas</strong></p>
<p> O governo do presidente Jair Bolsonaro já tentou 2 vezes aprovar nova reforma trabalhista, mas foi barrado no Congresso. Na tentativa mais recente, propôs a criação de modalidades de trabalho sem carteira assinada e sem férias, 13º salário e FGTS.</p>
<p> </p>
<p>O texto da reforma foi sancionado por Temer em julho de 2017 e entrou em vigor em novembro, mudando regras sobre negociação coletiva e por empresa, férias, jornada de trabalho, contribuição sindical, dentre outras.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cinismo</strong></p>
<p> O próprio Temer já chegou a reconhecer, no ano passado, que seus ministros superestimaram os números de geração de emprego na propaganda que embasou a Reforma Trabalhista do governo dele (2016-2019).</p>
<p> </p>
<p>“Quero concordar com a sua afirmação [&#8230;] de que os nossos ministros [da Fazenda, Henrique] Meirelles e [do Trabalho] Ronaldo Nogueira exageraram nas suas previsões”, disse, em evento no Paraná.</p>
<p> </p>
<p>Por que a nova legislação, que trouxe mais flexibilidade para os empregadores na hora de contratar e demitir, não foi capaz de aumentar os postos de trabalho?</p>
<p> </p>
<p><strong>Não aprenderam</strong></p>
<p> Alguns especialistas ouvidos pelo UOL avaliam que, para o emprego deslanchar, precisa haver melhora da situação econômica e dos investimentos, e não a extinção ou redução de direitos trabalhistas.</p>
<p> </p>
<p>Outros, por outro lado, defendem as 2 diretrizes para a geração de emprego: crescimento da economia e flexibilização da legislação trabalhista.</p>
<p> </p>
<p><strong>Informalidade aumentou</strong></p>
<p> Além do aumento de empregos, uma das promessas do governo Temer era reduzir a informalidade, o que também não aconteceu.</p>
<p> </p>
<p>Conforme o IBGE, no trimestre encerrado em outubro de 2017, antes das novas regras, a taxa de informalidade era de 40,5%. Entre maio e julho de 2021, a proporção de pessoas ocupadas trabalhando na informalidade ficou em 40,8%.</p>
<p> </p>
<p><strong>A taxa de informalidade considera</strong>:</p>
<p>• Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada;</p>
<p> </p>
<p>• Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada;</p>
<p> </p>
<p>• Empregador sem registro no CNPJ;</p>
<p> </p>
<p>• Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ;</p>
<p> </p>
<p>• Trabalhador familiar auxiliar.</p>
<p> </p>
<p><strong>Trabalho por hora e ‘imposto’ sindical</strong></p>
<p> A advogada Fabíola Marques, doutora em direito do trabalho e professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) destaca negativamente a criação da modalidade de trabalho intermitente, que, na visão dela, não dá segurança jurídica aos trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p>No contrato intermitente, o empregado contratado presta serviço somente quando é chamado pela empresa e recebe apenas pelas horas trabalhadas. Ele também pode firmar contrato com mais de uma empresa ao mesmo tempo.</p>
<p> </p>
<p>Alessandra Benedito, professora de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) SP também entende que os trabalhadores saíram prejudicados, com a regra de se valorizar a negociação direta entre empregados e empregadores, ao mesmo tempo em que houve o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical.</p>
<p> </p>
<p>A reforma estabeleceu que o acordado se sobrepõe ao legislado, ou seja, que acordos firmados entre trabalhadores e empresas valem mais que a lei.</p>
<p> </p>
<p><strong>Queda brusca</strong></p>
<p> Em 2018, no primeiro ano cheio com as novas regras da reforma, a arrecadação da contribuição por sindicatos de trabalhadores caiu mais de 90%.</p>
<p> </p>
<p>“Olhando para trás, essa coisa de colocar empregador e empregado em pé de igualdade já não dava certo. E nesse momento que vivemos, de múltiplas crises interseccionais agindo sobre a vida das pessoas, a possibilidade de um diálogo aberto [entre eles] se torna cada vez pior, com o número de desempregados que a gente tem”, disse Benedito.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quem perde paga</strong></p>
<p> Marques, da PUC-SP, também disse que a reforma reduziu o acesso das pessoas à Justiça do Trabalho, porque quem perde a ação, mesmo sendo beneficiário da Justiça gratuita, é obrigado a pagar honorários para os advogados da parte vencedora.</p>
<p> </p>
<p>Em 2020, a Justiça do Trabalho recebeu 2.867.673 processos, uma queda de 27,7% em relação a 2017. Conforme série histórica do TST (Tribunal Superior do Trabalho), iniciada em 1970, o maior registro de ações trabalhistas aconteceu em 2017, com 3.965.563 processos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Evolução das ações recebidas na Justiça trabalhista desde a reforma:</strong></p>
<p>• 2017: 3.965.563</p>
<p> • 2018: 3.222.252</p>
<p> • 2019: 3.402.392</p>
<p> • 2020: 2.867.673</p>
<p> • 2021 (até setembro): 1.885.620</p>
<p>Crédito: DIAP<br />Fonte: DIAP &#8211; DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORIA PARLAMENTAR</p>
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