<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Reforma trabalhista aumentou abismo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/reforma-trabalhista-aumentou-abismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Nov 2025 14:40:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.2</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Reforma trabalhista aumentou abismo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Desmantelaram direitos e endureceram a vida</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/desmantelaram-direitos-e-endureceram-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 14:18:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma trabalhista aumentou abismo]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma trabalhista desyruiu direitos]]></category>
		<category><![CDATA[REFORMA TRABALHISTA FAZ 8 ANOS]]></category>
		<category><![CDATA[Salários baixos da reforma trabalhista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=64971</guid>

					<description><![CDATA[Após 8 anos de Reforma Trabalhista, Brasil convive com salários baixos, vínculos frágeis e abismo cada vez maior entre discurso da modernização e realidade do trabalho A contrarreforma foi o mito da modernização, em forma de “Reforma Trabalhista”, de 2017, apresentada como marco de “atualização”. Tratou-se, pois, de “choque de realidade” que prometia milhões de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Após 8 anos de Reforma Trabalhista, Brasil convive com salários baixos, vínculos frágeis e abismo cada vez maior entre discurso da modernização e realidade do trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A contrarreforma foi o mito da modernização, em forma de “Reforma Trabalhista”, de 2017, apresentada como marco de “atualização”. Tratou-se, pois, de “choque de realidade” que prometia milhões de empregos e liberdade nas relações de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oito anos depois, o País ainda espera por esses resultados, que a rigor não virão, porque as alterações não foram para gerar mais postos de trabalho. Foram feitas para maximizar os lucros, baratear mais ainda o custo da mão de obra, com o desmantelamento das proteções contidas na legislação trabalhista — a CLT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se viu, de fato, foi a normalização da precarização. Trabalho intermitente, pejotização e falso empreendedorismo das plataformas digitais que tomaram o lugar da estabilidade e da dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As promessas de modernidade se dissolveram em jornadas irregulares, rendas minguadas e insegurança constante.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Números desmentem o discurso</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Dieese —&nbsp;<a href="https://www.dieese.org.br/notatecnica/2025/notaTec286Jornada.pdf">Nota Técnica 286/25</a>&nbsp;—, a deforma ampliou a flexibilidade patronal sem garantir contrapartidas aos trabalhadores. A OIT define trabalho decente como “produtivo, seguro, livre e digno”. O Brasil, porém, parece ter escolhido outro caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBGE mostra que cerca de 40% da força de trabalho continua na informalidade. Entre os formais, o rendimento médio está estagnado — e boa parte das novas vagas paga menos de 2 salários mínimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho decente, um dos pilares da Agenda 2030 da ONU, virou ideal distante, enquanto a realidade cotidiana é de empregos sem futuro, sem voz e sem proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a reforma que não reformou. É a contrarreforma, cujos defensores diziam que era preciso “tirar o Estado da relação entre patrão e empregado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado foi o oposto do progresso: mercado desregulado, com negociações desiguais e sindicatos enfraquecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como lembram as centrais sindicais, “a promessa de geração de empregos de qualidade não se concretizou; o que cresceu foi o trabalho precário”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas regras facilitaram o corte de custos e a rotatividade. Minaram o poder de barganha do trabalhador e fragilizaram a proteção coletiva.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Trabalho decente é democracia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho decente não é apenas meta social — é um pilar democrático. Sem dignidade laboral, a cidadania se esvazia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o trabalhador, que vive na incerteza, sem estabilidade ou renda justa, não participa plenamente da vida pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rever a Reforma Trabalhista é, portanto, ato de reconstrução nacional. Não se trata de voltar ao passado, mas de recolocar o trabalho no centro do projeto de País.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Hora de reequilibrar o jogo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil precisa de nova política trabalhista — que dialogue com o século 21 — sem abdicar de princípios civilizatórios. O trabalho pode e deve ser produtivo, inovador e tecnologicamente avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, acima de tudo, precisa ser decente, digno e humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desmantelar direitos nunca foi sinônimo de liberdade. No Brasil, significou apenas endurecer a vida de quem vive do próprio trabalho.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
