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	<title>Redpill &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Violência: entenda o que são “redpill” e outros termos de ódio contra mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 11:55:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Redpill]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Grupos estimulam violência e defendem hierarquia de gênero na internet Há décadas, grupos de homens têm atuado em fóruns de internet, redes sociais e outros canais de comunicação para estimular hierarquias de gênero e ódio contra as mulheres. Espaços e discursos de ódio, segundo especialistas, são combustíveis para ações concretas de violência, como o caso [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b997a486dcdcff3d3b183aec6f1e2afc">Grupos estimulam violência e defendem hierarquia de gênero na internet</h4>



<p></p>



<p>Há décadas, grupos de homens têm atuado em fóruns de internet, redes sociais e outros canais de comunicação para estimular hierarquias de gênero e ódio contra as mulheres. Espaços e discursos de ódio, segundo especialistas, são combustíveis para ações concretas de violência, como o caso recente de estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro.</p>



<p><strong>Ativistas&nbsp;e pesquisadores veem esses movimentos e ideologias como parte de um fenômeno estrutural chamado “misoginia”: o ódio contra as mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos – sociais, culturais, econômicos e políticos – para os homens.</strong></p>



<p>Grupos misóginos têm&nbsp;códigos comuns para se comunicar e difundir ideias. Usam, como estratégia de falsa equivalência, o termo “misandria”, ao definir um suposto movimento de ódio e preconceito contra homens. Alegam, por exemplo, que o feminismo e leis de proteção à mulher são formas institucionalizadas de destruição da masculinidade.</p>



<p><strong>Em resposta ao feminismo, que defende a igualdade de direitos e oportunidades, adotam o “masculinismo”: conjunto de ideologias que prega uma “masculinidade tradicional”, com direitos diferenciados para homens e mulheres.</strong></p>



<p>A feminista e ativista Lola Aronovich sofre com ataques misóginos na internet desde 2008, quando criou o blog “Escreva Lola Escreva”. A luta dela resultou na prisão de um dos agressores e estimulou a criação da&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13642.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Lei nº 13.642/2018</strong></a>, que atribui à Polícia Federal a responsabilidade pela investigação de conteúdos misóginos na internet.</p>



<p><strong>Ela entende que os agressores possuem um perfil muito parecido.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Desde o começo do meu blog, percebi que são homens héteros, de extrema direita. Todos apoiam lideranças como Bolsonaro e Trump. Esses homens sempre carregam um combo de preconceitos. Não são apenas machistas. São também racistas, homofóbicos, gordofóbicos, xenófobos, capacitistas”, avalia Lola.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conheça, abaixo, outras palavras e expressões comuns utilizadas por grupos misóginos na internet.</strong></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Principais grupos e comunidades</strong></h4>



<p>Machosfera: termo que engloba fóruns na internet, canais de YouTube, grupos de WhatsApp e perfis em redes sociais voltados para defesa da masculinidade tóxica, o ódio às mulheres e a oposição aos direitos femininos.</p>



<p>Chans:&nbsp;fóruns anônimos que são frequentemente espaços para discursos extremistas, vazamento de fotos íntimas e ataques coordenados contra mulheres.</p>



<p>Incels:&nbsp;contração das em inglês&nbsp;involuntary celibates&nbsp;(celibatários involuntários). São homens que alegam, de forma ressentida e violenta, não conseguir parceiras sexuais ou românticas por culpa das mulheres ou de padrões sociais.</p>



<p>Redpill: termo inspirado no filme&nbsp;Matrix, em que o protagonista toma uma pílula vermelha que dá a ele consciência da realidade. Na&nbsp;machosfera, descreve homens que acreditam ter “despertado” para uma suposta realidade em que as mulheres manipulam e exploram os homens. Pregam que o homem deve reassumir o domínio e manter a mulher submissa.</p>



<p>MGTOW (Men Going Their Own Way): homens que pregam o afastamento total de relacionamentos com mulheres, alegando que as leis e a sociedade moderna são injustas com o sexo masculino.</p>



<p>Pick Up Artists (PUA): na tradução livre, significa “artistas da sedução”. Homens que utilizam técnicas psicológicas e de manipulação para obter sexo. Tratam mulheres como objetos ou prêmios a serem conquistados.</p>



<p>Tradwife: mulheres que defendem o retorno aos papéis tradicionais de gênero, nos quais elas serão exclusivamente donas de casa e submissas ao marido.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Arquétipos e hierarquias:</strong></h4>



<p>Blackpill (pílula preta): enquanto o&nbsp;redpill&nbsp;prega que o homem deve acordar e agir, o blackpill&nbsp;afirma que o destino de um homem é determinado exclusivamente pela sua genética (aparência, altura, estrutura óssea). Para eles, se você não nasceu com características físicas superiores, não há esforço ou confiança que mude o fracasso social e amoroso.</p>



<p>Bluepill (pílula azul):&nbsp;termo pejorativo para descrever homens que acreditam na igualdade de gênero ou que buscam relacionamentos saudáveis, vistos pelos grupos misóginos como “alienados” ou “fracos”.</p>



<p>Chad: é o homem visto como geneticamente perfeito, atraente, confiante e sexualmente ativo. Na visão desses grupos, é o único tipo que as mulheres realmente desejam, independentemente do caráter.</p>



<p>Alfa:&nbsp;é o topo da hierarquia social masculina. É a idealização do homem dominante, líder, fisicamente forte, financeiramente bem-sucedido e sexualmente atraente.&nbsp; Diferente do&nbsp;Chad&nbsp;(que nasce com genética privilegiada), o&nbsp;Alfa&nbsp;é visto como status que pode ser alcançado por esforço e mudança de mentalidade.</p>



<p>Beta: é o homem comum, visto como submisso, cooperativo e sem dominância social. São frequentemente ridicularizados por serem, na visão da&nbsp;machosfera, usados pelas mulheres apenas por estabilidade financeira.</p>



<p>Sigma: popularizado em redes como o&nbsp;TikTok, é o homem visto como um “alfa solitário”, que não precisa de validação social e foca apenas no próprio sucesso. O termo é frequentemente usado para mascarar isolamento e desprezo pelas mulheres.</p>



<p>Stacy: contraparte feminina do&nbsp;Chad. É o termo usado para descrever mulheres consideradas extremamente atraentes e de alto status social, que supostamente só se interessariam por&nbsp;Chads, desprezando todos os outros homens.</p>



<p>White Knight (Cavaleiro Branco): termo pejorativo para descrever homens que defendem mulheres ou causas feministas de forma mentirosa, apenas como estratégia desesperada para tentar conseguir atenção feminina ou sexo.</p>



<p>Becky: mulher considerada de aparência mediana e comum, situada abaixo da&nbsp;Stacy&nbsp;na hierarquia visual criada por essas comunidades misóginas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Termos e gírias comuns</strong></h4>



<p>Depósito:&nbsp;gíria ofensiva usada em fóruns e redes sociais para se referir às mulheres como um todo, tratando-as meramente como recipientes para o prazer sexual masculino.</p>



<p>80/20:&nbsp;teoria pseudocientífica que afirma que 80% das mulheres competem por apenas 20% dos homens (os mais atraentes ou ricos), deixando o restante dos homens sem opções.</p>



<p>Hypergamy (Hipergamia):&nbsp;crença de que as mulheres buscam apenas parceiros de status social ou financeiro superior ao delas para tirar vantagem.</p>



<p>AWALT (All women are like that):&nbsp;sigla, em inglês, para “todas as mulheres são assim”, usada para estereotipar comportamentos femininos.</p>



<p>Femoids ou FHOs: significa “organismo humanóide feminino”, um termo ofensivo que sugere que mulheres são inferiores aos homens, e até mesmo subumanas.<br></p>
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