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	<title>Redes sociais e golpes &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Big techs lucram com fraude e alimentam epidemia de golpes no Brasil, aponta dossiê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Relatório evidencia papel das big techs na expansão dos golpes digitais e reforça necessidade de regulação Segundo o relatório, golpes online hoje representam a maior ameaça patrimonial do país, superando furtos e roubos. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Um dossiê produzido pelo Projeto Brief e pelo Sleeping Giants expõe como as big techs, como são chamadas as grandes empresas [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-97faa9ffaecbadad6051303e25f07f0e">Relatório evidencia papel das big techs na expansão dos golpes digitais e reforça necessidade de regulação</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relatório, golpes online hoje representam a maior ameaça patrimonial do país, superando furtos e roubos. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dossiê produzido pelo <strong><a href="https://www.projetobrief.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto Brief</a></strong> e pelo <strong><a href="https://sleepinggiantsbrasil.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sleeping Giants</a></strong> expõe como as big techs, como são chamadas as grandes empresas de tecnologia, especialmente Meta e Google, se tornaram parte estrutural da expansão dos golpes digitais no Brasil. O documento conclui que a epidemia de fraudes não é resultado de falhas isoladas, mas de um modelo de negócios que prioriza a monetização de anúncios antes de qualquer mecanismo eficiente de prevenção. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relatório, golpes digitais hoje representam a maior ameaça patrimonial do país, superando furtos e roubos. Uma pesquisa Datafolha/FBSP indica que 33,4% da população adulta, o equivalente a 56 milhões de pessoas, foi vítima de algum golpe financeiro online no último ano, com perdas que passaram de R$ 111 bilhões.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Monetização primeiro, moderação depois</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação mostra que big techs possuem um padrão operacional que favorece a fraude. Anúncios ilegais entram no ar, circulam e geram receita, e só depois parte deles é removida. Documentos internos da Meta revelam que até 70% dos novos anunciantes promoviam golpes, produtos ilegais ou de baixa qualidade. Uma investigação da Reuters estima que a empresa faturou cerca de US$ 16 bilhões em 2024 com anúncios fraudulentos, aproximadamente 10% de toda sua receita anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A baixa fricção para a criação de contas e a tolerância à reincidência contribuem para essa dinâmica. Fraudadores recebem múltiplas advertências antes de serem banidos e rapidamente abrem novos perfis. Para os autores, os números de “anúncios removidos” divulgados pelas plataformas revelam a escala industrial do problema, e não sua contenção.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crescimento explosivo de crimes digitais</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O dossiê aponta ainda que o crime organizado migrou de forma acelerada para o ambiente digital, onde há mais lucro e menos risco. Em São Paulo, os crimes eletrônicos cresceram 661% entre 2019 e 2022; os estelionatos digitais, 1.162%. O número de golpes registrados saltou de 377 casos em janeiro de 2019 para 11.311 em dezembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Facções como PCC e Comando Vermelho já tratam golpes online como atividade empresarial: operações conjuntas movimentaram ao menos R$ 6 bilhões em um único ano. A combinação de ferramentas de segmentação, pagamento integrado e baixa fiscalização das big techs criou, segundo o dossiê, a “infraestrutura perfeita” para o crime em larga escala.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Vulneráveis no alvo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação mostra que os golpes exploram especialmente populações de baixa renda e em vulnerabilidade social. Entre 16 mil anúncios sobre “empréstimo” catalogados no ambiente da Meta, 52% apresentavam indícios de fraude.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apropriação de símbolos oficiais também se tornou prática comum. Um estudo do NetLab/UFRJ encontrou 1.770 anúncios fraudulentos que utilizavam logotipos do governo federal, bandeira nacional ou imagens manipuladas de autoridades para aplicar golpes de PIX, INSS e benefícios sociais. Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, anúncios patrocinados pediam doações falsas usando imagens de resgate e mensagens de apelo humanitário.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inteligência Artificial impulsiona fraude</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da inteligência artificial tornou as fraudes ainda mais sofisticadas. Deepfakes e clonagem de voz ampliaram a convincência dos golpes. A imagem do médico Drauzio Varella, manipulada por IA, foi usada para vender produtos falsos. O NetLab da UFRJ mapeou 3.710 anúncios fraudulentos com o nome do médico apenas na Meta, entre julho e dezembro de 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Conselho de Supervisão da Meta reconheceu, em decisão de 2025, que a empresa não está fazendo o suficiente para combater esse tipo de fraude.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Corrida por uma regulação eficaz</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da ineficácia da autorregulação, o relatório aponta que o Brasil precisa de uma legislação robusta. O Digital Services Act da União Europeia é citado como referência, com mecanismos de verificação prévia e multas de até 6% do faturamento global de plataformas que não atuarem preventivamente contra golpes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a decisão do STF de 26 de junho de 2025, que considerou parcialmente inconstitucional o Artigo 19 do Marco Civil, abriu caminho para responsabilização civil das plataformas que não removam conteúdos manifestamente ilícitos, incluindo anúncios pagos. O dossiê ressalta, porém, que a decisão precisa ser acompanhada de regulamentação legislativa que imponha deveres claros de diligência, transparência e mecanismos eficazes contra a reincidência de contas fraudulentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores afirmam que, sem regras claras e sanções proporcionais, as big techs continuarão operando como “rodovias pedagiadas” para o crime: lucram bilhões com o fluxo, mas não filtram quem entra, deixando que o prejuízo recaia sobre as vítimas.</p>
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