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	<title>Recursos Humanos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Falta de aviso formal ao RH do banco não afasta direito à licença-paternidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 06:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Pan]]></category>
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		<category><![CDATA[Licença-Paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Colegiado manteve indenização por cinco dias de licença-paternidade não usufruídos e reconheceu que a comunicação do nascimento ao superior hierárquico foi suficiente. A 6ª turma do TRT da 3ª região manteve condenação de banco Pan ao pagamento de indenização correspondente aos cinco dias de licença-paternidade em que um bancário de Uberlândia/MG continuou trabalhando. O colegiado [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-61b4fbb4b5e504d3e8bb12af51236f98">Colegiado manteve indenização por cinco dias de licença-paternidade não usufruídos e reconheceu que a comunicação do nascimento ao superior hierárquico foi suficiente.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A 6ª turma do TRT da 3ª região manteve condenação de banco Pan ao pagamento de indenização correspondente aos cinco dias de licença-paternidade em que um bancário de Uberlândia/MG continuou trabalhando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O colegiado entendeu que a ausência de comunicação formal ao setor de Recursos Humanos não afastava o direito do empregado, uma vez comprovado que o nascimento do filho havia sido informado ao superior hierárquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por decisão unânime, o tribunal também determinou que diferenças de comissões reconhecidas no processo integrem a base de cálculo da parcela, por possuírem natureza salarial.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda o caso</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O bancário ajuizou reclamação trabalhista após não usufruir da licença-paternidade e continuar trabalhando durante os cinco dias correspondentes ao afastamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O juízo da 5ª vara do Trabalho de Uberlândia/MG considerou comprovado, com base na prova oral, que o empregado comunicou o nascimento do filho ao banco por meio de seu superior hierárquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testemunha da instituição afirmou que tinha conhecimento da paternidade e que o trabalhador havia comunicado a situação. Outra testemunha, que exercia a função de gerente, também confirmou que sabia do nascimento e relatou que o empregado comentou que se ausentaria, embora a documentação normalmente fosse encaminhada por e-mail ao RH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a licença não foi concedida, o juízo determinou o pagamento de valor equivalente aos cinco dias trabalhados, calculado com base na média da remuneração mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco recorreu, alegando que a comunicação ao superior hierárquico não substituiria o aviso formal ao RH. O trabalhador, por sua vez, questionou a base de cálculo e pediu a inclusão das diferenças de comissões reconhecidas no processo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ciência do superior hierárquico garante direito à indenização</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Relator do caso, o desembargador Anemar Pereira Amaral observou ser incontroverso o nascimento do filho do bancário e a não concessão da licença-paternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o magistrado, os depoimentos colhidos no processo demonstraram que o trabalhador comunicou o nascimento à empresa por meio de seu superior hierárquico. Assim, a ausência de comprovação de comunicação formal a outro setor da instituição não retirava do empregado o direito pleiteado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator ressaltou ainda que o trabalho realizado durante o período correspondente à licença não gera pagamento de horas extras, pois ocorreu dentro da jornada contratual. Nessa situação, é devido o pagamento correspondente aos dias trabalhados no período em que o empregado deveria estar afastado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à base de cálculo, o colegiado acolheu o recurso do bancário. O valor devido a título de licença-paternidade deve observar a média remuneratória do empregado, na qual devem ser incluídas as diferenças de comissões reconhecidas no processo, por se tratar de parcela salarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse entendimento, a 6ª turma manteve a condenação ao pagamento correspondente aos cinco dias trabalhados no período da licença-paternidade e determinou a inclusão das diferenças de comissões na base de cálculo da parcela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em decisão posterior, o TRT-3 negou seguimento ao recurso de revista do banco quanto à licença-paternidade. O tribunal considerou que eventual conclusão diferente exigiria reexame de fatos e provas, providência vedada nessa fase processual pela Súmula 126 do TST.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recurso foi recebido apenas quanto à discussão sobre a limitação da condenação aos valores indicados na petição inicial, tema que seguirá para análise do TST.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://pje.trt3.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/0011003-55.2025.5.03.0134/2#572d5fd" data-type="link" data-id="https://pje.trt3.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/0011003-55.2025.5.03.0134/2#572d5fd">0011003-55.2025.5.03.0134</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading">Leia a <a href="https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/8/90AA0DAA573306_6c408b41-be1f-4ca7-8a4d-83aab1.pdf" data-type="link" data-id="https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/8/90AA0DAA573306_6c408b41-be1f-4ca7-8a4d-83aab1.pdf">decisão</a>.</h4>
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