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	<title>questão climática &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>“Precisamos escolher gestores que considerem a urgência da questão climática”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 11:55:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para doutora em Meteorologia da USP, eleições são oportunidade para pautar a necessidade de adaptar cidades aos efeitos das mudanças climáticas Problema alertado há décadas pelos cientistas, a crise ambiental está praticamente no nível que costuma ser conhecido como “ponto de não retorno”. Essa situação coloca, em patamar de urgência extrema, a necessidade de o [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4e47319bdc95a2f1f7e56a21e3b65c8b">Para doutora em Meteorologia da USP, eleições são oportunidade para pautar a necessidade de adaptar cidades aos efeitos das mudanças climáticas</h3>



<p></p>



<p>Problema alertado há décadas pelos cientistas, a crise ambiental está praticamente no nível que costuma ser conhecido como “ponto de não retorno”. Essa situação coloca, em patamar de urgência extrema, a necessidade de o poder público, o empresariado de todos os setores e a sociedade em geral se unirem para estancar esse processo em nível global. Para isso, é preciso rever as formas de produção e de consumo; frear o desmatamento; investir na reconstituição de florestas e aumentar a resiliência das cidades, além de proteger as populações, sobretudo as mais vulneráveis.<br><br>“Nós, pesquisadores, sentimos certa impotência em relação à crise climática, porque desde o final da década de 1980 os cientistas do clima vêm alertando sobre tendências de aquecimento global e mudanças climáticas”, explica Ana Maria Pereira Nunes, doutora em Meteorologia pelo IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP e pesquisadora das mudanças climáticas na Região Metropolitana de São Paulo.<br><br>No Brasil, soma-se a esse contexto mais geral o fato de que, especialmente nos anos mais recentes, sob o comando de Jair Bolsonaro (PL), o país sofreu um verdadeiro desmonte nas políticas ambientais e nas estruturas de fiscalização, o que aumentou o desmatamento, as queimadas e o poder do agronegócio e dos garimpeiros, além da invasão de terras indígenas — que historicamente são as mais bem preservadas.<br><br>As dificuldades para se enfrentar a crise climática são muitas e o tempo é curto, mas a questão é inescapável. Não por acaso, o tema está presente na pauta das eleições municipais deste ano, talvez mais do que nunca. Iniciativas como bancadas climáticas de vereadores pelo Brasil e plataformas que indicam candidaturas comprometidas com a questão apontam para uma maior preocupação com o tema.<br><br>Por outro lado, também se proliferam candidaturas umbilicalmente ligadas à extrema-direita, que costuma tratar o tema pela chave do negacionismo e como “mimimi ambientalista”. Por isso, também é preciso que os eleitores estejam atentos e façam valer o seu direito de viver sob condições ambientais dignas.<br><br>Nesta entrevista ao&nbsp;<strong>Portal</strong>&nbsp;<strong>Vermelho</strong>, Ana Maria Pereira Nunes fala sobre o tema e sobre o que pode ser feito, especialmente no âmbito municipal, para enfrentar a crise atual.<br><br><strong>Sem espaço para o negacionismo<br><br></strong>“Nós, pesquisadores, sentimos uma certa impotência em relação à crise climática, porque desde o final da década de 1980 os cientistas do clima vêm alertando sobre tendências de aquecimento global e mudanças climáticas. E, ao invés de vermos as ações necessárias sendo tomadas, vemos o negacionismo desde aquela época e até os dias de hoje. No entanto, hoje não há mais espaço para negacionismo: as mudanças climáticas já chegaram e atualmente a própria população está vendo isso, principalmente em relação à percepção de que os eventos extremos vêm aumentando”.<br><br><strong>Como ocorre o aquecimento global<br><br>“</strong>A Terra constantemente busca equilíbrio ao redistribuir o calor recebido da radiação solar. Fenômenos naturais, como nuvens, frentes frias e furacões são essenciais para essa redistribuição. A radiação solar que a Terra recebe durante o dia é parcialmente reemitida à noite, mas alguns gases da atmosfera aprisionam parte dessa energia, criando o famoso efeito estufa. Muitas vezes ele é tratado como vilão da situação climática atual, mas esse efeito é natural e vital, pois mantém as temperaturas habitáveis na Terra. Porém, o aumento dos gases do efeito estufa desde a Revolução Industrial tem intensificado o aprisionamento da radiação no sistema terrestre, aumentando as temperaturas médias a nível global.<br><br>Com mais calor aprisionado, a redistribuição de energia está se tornando mais vigorosa e resultando em eventos climáticos extremos: ondas de calor cada vez mais frequentes, surgimento de zonas áridas (raros registros de chuva), tempestades vigorosas, chuvas torrenciais, secas prolongadas, etc.<br><br>Além disso, temos a variabilidade climática natural, que nada mais é do que os ciclos com períodos conhecidos, que ocorrem em diversas escalas. Por exemplo, os famosos El Niño/La Niña. O que temos observado é uma soma de efeitos, na qual o aquecimento global intensifica os efeitos naturais”.<br><br><strong>O avanço da fronteira agrícola<br><br></strong>“O avanço da fronteira agrícola via desmatamento e queimadas acelera as mudanças climáticas. A Amazônia é a grande responsável pelo suporte de umidade para o Sudeste do país, região com maior densidade populacional e maior economia. A floresta recebe a umidade do oceano, utiliza para a sua própria precipitação e então ‘recicla’ essa umidade de volta para a atmosfera através da evapotranspiração (evaporação das superfícies somada à transpiração das plantas). Essa umidade reciclada pela floresta é distribuída para outras regiões através de corredores atmosféricos de umidade conhecidos como ‘rios voadores’.<br><br>Quando mudamos a cobertura e o uso do solo, estamos influenciando diretamente nesta dinâmica, além de outras implicações no sequestro de carbono, na qualidade do ar, no aumento das temperaturas e das emissões dos gases de efeito estufa e etc. Quando a vegetação original é substituída pela agricultura ou pecuária, ainda devemos considerar outros agravantes como a emissão dos gases do efeito estufa relacionados ao uso de fertilizantes, emissões de metano do gado, empobrecimento do solo através das culturas permanentes e perda de capacidade de armazenamento de água”.<br><br><strong>Reação em cadeia<br><br></strong>“É fácil perceber como tudo isso impacta na sociedade, causando uma reação em cadeia no sistema público de saúde, infraestrutura e economia. Temperaturas mais altas proliferam mosquitos transmissores de doenças causando epidemias (dengue, por exemplo), altos índices de poluição e baixa umidade relativa do ar elevam casos de internação por doenças respiratórias, milhares de mortes por ano devido às ondas de calor, crises hídricas e de energia, elevado número de mortes, perdas econômicas e migração em massa devido às enchentes e inundações causadas por tempestades vigorosas e chuvas torrenciais, colapso dos ecossistemas com perda da biodiversidade, extinção de espécies…&nbsp;</p>



<p>A lista de consequências no curto, médio e longo prazo é praticamente interminável, destacando ainda o agravamento de crises sociais, uma vez que dada a desigualdade social existem populações mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas do que outras”.<br><br><strong>Dificuldade em avançar nas políticas de mitigação<br><br></strong>“A dificuldade em se avançar nas políticas de mitigação da crise climática envolve muitos aspectos, mas vale destacar alguns pontos-chave, tais como interesses econômicos e políticos, que geram descontinuidade de políticas públicas, além do baixo investimento em pesquisa, ciência e inovação no país. Isso tem feito com que o Brasil dependa fortemente de setores como o agronegócio e a mineração, que entram em conflito direto com políticas ambientais mais restritivas.<br><br>Aliado a isso, enquanto cientistas, temos lutado contra as fake news relacionadas ao clima, que infelizmente são um obstáculo significativo para a conscientização e o avanço de ações climáticas. Elas distorcem dados científicos, minimizam os efeitos das mudanças climáticas ou até negam a existência do fenômeno, muitas vezes impulsionadas por interesses econômicos e políticos. Essas desinformações confundem o público, criando dúvidas sobre a legitimidade das políticas climáticas e minando a urgência das medidas necessárias. Redes sociais amplificam esse conteúdo, polarizando o debate e retardando ações que poderiam mitigar impactos climáticos e adaptar cidades e ecossistemas”.<br><br><br><strong>Desafios colocados para as administrações municipais<br><br></strong>“As administrações municipais precisam, com urgência, planejar a adaptação das cidades para os efeitos das mudanças climáticas, como ondas de calor, inundações e secas, enquanto enfrentam a resistência popular gerada pela desinformação. Além disso, o Brasil enfrenta barreiras estruturais e políticas, como a falta de recursos e a ausência de integração entre políticas federais, estaduais e municipais. Isso torna difícil a implementação de medidas abrangentes.&nbsp;</p>



<p><br>Também precisamos escolher bons gestores, que considerem a urgência da questão climática. Tomemos como exemplo o ocorrido no Rio Grande do Sul em maio: não adianta deixar de investir previamente na área ambiental e ter que tratar o problema depois. Devemos optar por gestores com uma boa visão sobre isso, mesmo porque algumas perdas são irreparáveis, especialmente a perda de vidas”.<br><br><strong>Planos para a crise<br><br></strong>“Diante da inevitabilidade dos fenômenos climáticos extremos cada vez mais frequentes, devemos exigir que os municípios estudem e implementem com urgência planos de contingência/emergência em caso de desastres, independentemente do viés partidário que esteja no poder.<br><br>Outra urgência é a destinação correta dos resíduos sólidos, políticas de incentivo à reciclagem e valorização dos coletores de materiais recicláveis, além do incentivo e orientação a práticas que gerem menos resíduos. Não podemos continuar produzindo lixo para sempre, ainda mais neste ritmo. Também é preciso melhorar a qualidade de vida da população, especialmente a mais vulnerável, com moradias dignas em áreas seguras; melhorar e ampliação o transporte público, de maneira a incentivar as pessoas a utilizarem menos carro.<br><br>Igualmente importante é a implementação e o incentivo ao uso de energias limpas e renováveis, o planejamento urbano com aumento de áreas verdes, hortas comunitárias, parques e áreas preservadas. Outro grande desafio é a criação de mecanismos de financiamento para esses projetos, considerando que muitas prefeituras possuem orçamentos limitados. Os gestores municipais precisam também lidar com a falta de apoio técnico para a elaboração de planos de ação climática eficientes e a pressão para conciliar desenvolvimento urbano com sustentabilidade”.&nbsp;</p>
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