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	<title>Quem matou Marielle? &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Cinco anos: Caso Marielle Franco segue sem respostas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jhuly Esteves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 16:36:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meia década de resistência e luta por justiça. Quem mandou matar Marielle? Em Santos, nesta terça-feira, 14 de março, mulheres protagonizaram um ato poético-performático que consiste em &#8216;bordar&#8217; com tecido, a frase &#8220;Marielle Vive&#8221; na grade da Estação da Cidadania de Santos. A manifestação é uma iniciativa do Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Meia década de resistência e luta por justiça. Quem mandou matar Marielle?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em Santos, nesta terça-feira, 14 de março, mulheres protagonizaram um ato poético-performático que consiste em &#8216;bordar&#8217; com tecido, a frase &#8220;Marielle Vive&#8221; na grade da Estação da Cidadania de Santos. A manifestação é uma iniciativa do Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras. Ao longo do dia, outras duas atividades ainda irão acontecer defendendo a memória de Marielle Franco e, principalmente, cobrando respostas às perguntas: quem mandou matar Marielle e por quê? </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Marielle e Anderson sintetizam os mártires que lutaram pela emancipação da classe trabalhadora, uma sociedade livre e socialista. Todos aqueles que se levantam contra o capitalismo colocam sua vida em risco. Não existe justiça para os pobres, negros, mulheres e LGBTs dentro do capitalismo. Marielle simboliza toda a nossa luta e seguiremos buscando respostas&#8221;, ressalta Eneida Koury, secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assassinato</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quinta vereadora mais votada da cidade do Rio em 2016 (com 46.502 votos), a ativista feminista, negra e liderança na favela da Maré, onde cresceu, Marielle Franco, foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central, por volta das 21 horas. Ela estava dentro de um carro acompanhada do motorista Anderson Gomes, que também foi morto, e de uma assessora, que sobreviveu. Quatro dos nove tiros dirigidos contra a vereadora atingiram sua cabeça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parlamentar voltava do evento Jovens Negras Movendo as Estruturas, na Lapa, quando teve o carro emparelhado por outro veículo. Nenhum sinal de assalto, mas fortes indícios de execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatro dias antes, Marielle havia denunciado o assassinato de dois jovens e a truculência policial durante operações na Favela de Acari, na zona norte do Rio na última semana. Ela compartilhou uma publicação no Facebook e comentou que o batalhão que atua na região é conhecido como “batalhão da morte”. Escreveu: “Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mandato</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Usava o mandato para denunciar a violência policial e para cuidar dos interesses e preocupações de mulheres negras como ela. Eleita pelo PSOL, a socióloga pós-graduada em administração pública acabara de ser nomeada relatora da comissão da Câmara Municipal que deveria fiscalizar a intervenção militar na segurança do estado do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marielle estava no primeiro mandato como parlamentar. Tinha 38 anos. Era socióloga, com mestrado em Administração Pública. Foi à luta contra a violência policial nas favelas que a aproximou da política. Foi aluna e depois assessora de Marcelo Freixo, na Assembleia Legislativa do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Intervenção militar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vereadora era uma das vozes mais duras contra a intervenção militar no Rio de Janeiro, decretada por Temer. Há duas semanas, havia assumido a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marielle, Presente!</p>
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