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	<title>proteção animal &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Tarcísio veta projeto de lei que responsabilizaria agressores de animais por custos médicos, enfraquecendo o combate aos maus-tratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 06:07:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de Lei 818/2023]]></category>
		<category><![CDATA[proteção animal]]></category>
		<category><![CDATA[Tarcísio de Freitas]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta também previa multas e medidas educativas para infratores, além de ressarcimento ao Estado, buscando reduzir a sobrecarga de protetores e serviços públicos no atendimento a animais vítimas de violência. O governador Tarcísio de Freitas vetou na íntegra o Projeto de Lei 818/2023, aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), interrompendo uma tentativa de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Proposta também previa multas e medidas educativas para infratores, além de ressarcimento ao Estado, buscando reduzir a sobrecarga de protetores e serviços públicos no atendimento a animais vítimas de violência.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O governador Tarcísio de Freitas vetou na íntegra o <strong>Projeto de Lei 818/2023</strong>, aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), interrompendo uma tentativa de avanço no enfrentamento aos maus-tratos contra animais e mantendo a fragilidade das políticas públicas de proteção animal no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentada pelo deputado Maurici (PT), a proposta previa que agressores fossem obrigados a arcar com todos os custos do tratamento veterinário dos animais vítimas de violência, incluindo consultas, medicamentos e cirurgias, além de ressarcir os cofres públicos em casos de atendimento na rede estadual. Também estabelecia multas entre 100 e 200 UFESPs (de R$ 3,8 mil a R$ 7,6 mil) e a participação obrigatória dos infratores em programas educativos sobre bem-estar animal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o projeto buscava enfrentar a transferência dos custos para o poder público e, como ocorre na maioria das vezes, para protetores independentes e ONGs da sociedade civil, que acabam sobrecarregados ao socorrer animais vítimas de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao justificar o veto, Tarcísio de Freitas argumentou que a proposta não traria inovação jurídica, já que a proteção aos animais estaria contemplada na legislação vigente. A alegação, no entanto, é desconectada da realidade, onde a impunidade e a ausência de mecanismos eficazes de responsabilização ainda predominam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora leis federais como a Lei Sansão tenham endurecido penas para crimes contra cães e gatos, na prática, a punição raramente cobre os custos gerados pela violência, o que o projeto vetado buscava corrigir ao impor responsabilidade direta ao agressor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao barrar medidas educativas obrigatórias, o veto também ignora a importância da conscientização como ferramenta de prevenção. Sem esse componente, o Estado opta por uma abordagem limitada, que falha em atacar as raízes culturais da violência contra animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O veto foi realizado na contramão da mobilização social contra maus-tratos, intensificada por casos recentes de grande repercussão. A decisão é um retrocesso que desconsidera soluções concretas para reduzir a impunidade e aliviar a sobrecarga de quem atua na linha de frente dos resgates.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao rejeitar uma proposta que responsabiliza financeiramente o agressor e promove educação, o governo estadual reforça um cenário em que os maus-tratos seguem com baixo custo para quem a pratica, e alto preço para os animais e para a protetores.</p>
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