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	<title>Projeto de Lei 4742/01 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Assédio Moral: veja o que não é mais permitido no ambiente de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brincadeiras Constrangedoras]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Conduta]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de Lei 4742/01]]></category>
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					<description><![CDATA[Piadinhas machistas, elogios constrangedores, brincadeiras de mau gosto e comportamentos abusivos configuram assédio passível de punição Imagine um carro antigo, desses com ‘chiqueirinho’, e a criançada toda aboletada lá, junto do cachorro da família, prontos para pegar a estrada. Para alguns, a cena gera saudosismo. Para outros é apenas um absurdo.   “As mudanças de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Piadinhas machistas, elogios constrangedores, brincadeiras de mau gosto e comportamentos abusivos configuram assédio passível de punição<br />
</p>
<p>Imagine um carro antigo, desses com ‘chiqueirinho’, e a criançada toda aboletada lá, junto do cachorro da família, prontos para pegar a estrada. Para alguns, a cena gera saudosismo. Para outros é apenas um absurdo.</p>
<p> </p>
<p>“As mudanças de comportamento em um ambiente de trabalho seguem a mesma lógica. Aquilo que já foi considerado “normal”, hoje em dia não cabe mais”, explica o psicólogo e criminologista empresarial Antônio Carlos Hencsey, sócio da Protiviti, consultoria que atua, entre outras áreas, com Gestão da Ética.</p>
<p> </p>
<p>Da mesma forma que ninguém se arriscaria, em 2019, viajar sem que todos estivessem em segurança, crianças na cadeirinha e até o cachorro com cinto, os que insistem em agir no escritório desrespeitando os colegas, seja exercendo uma liderança tóxica, ou fazendo piadinhas inapropriadas, não têm mais cabimento.</p>
<p> </p>
<p>Além de ser condenável socialmente, certas atitudes poderão até resultar em cadeia. A aprovação do Projeto de Lei 4742/01, que tipifica o crime de assédio moral no ambiente de trabalho, tem forçado as organizações a se preocuparem ainda mais com essa questão, para evitar manchas na reputação e sanções penais. Caso a emenda seja aprovada pelo Senado, a pena estipulada será de detenção de um a dois anos e multa, aumentada de um terço se a vítima for menor de 18 anos.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Qual é a dificuldade, então, de entender que certas atitudes não são mais aceitáveis?</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Hencsey explica que há pessoas que não querem mudar porque são saudosistas. Para outros, está bom como está. “Se sou o agressor, por que vou mudar agora? É como o veterano de uma faculdade, que não entende porque não pode pegar o calouro e transformar a vida dele num inferno, se na sua vez foi assim. A consciência vai ter de vir através de punição”, explica o consultor. “É preciso que entendam que não vale mais a pena ser assim.”</p>
<p> </p>
<p>Também existem os que não mudam porque não entenderam que a mudança é necessária. “É como a secretária que aguenta gritos do chefe ou elogios constrangedores por achar que é normal, acreditar que o mercado funciona dessa forma. A cultura é a forma automatizada de resolução de problemas, e há quem não enxergue outra saída”, avalia Hencsey.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Comportamentos inadequados</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Antônio Carlos Hencsey explica que o assédio moral é o tipo mais grave de agressão moral. &#8220;É fruto de um comportamento sádico do agressor, perverso. A intenção é destruir a vítima, sempre escolhida por uma característica, que pode ser gênero, raça, religião. É um assassinado psicológico&#8221;, explica.</p>
<p> </p>
<p>Muitas vezes, o agressor inteligente não usa só da agressividade explícita e vulgar, pode usar o humor, uma ironia malvada que reforça a humilhação.</p>
<p> </p>
<p>Esse comportamento pode ser de cima para baixo (do chefe com os subordinados), entre pares e também de baixo para cima, quando a equipe se une para derrubar o chefe.</p>
<p> </p>
<p>Já a gestão por injúria é aquela em que o chefe não sabe lidar com frustrações, grita, ofende, berra. Ele é agressivo e explode, não sabe lidar com dificuldade. &#8220;Esse chefe pode até chamar a equipe para um almoço, ir ao happy hour, mas no ambiente de trabalho não tem competência técnica e emocional para lidar com os subordinados&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>No caso das agressões pontuais, há os chefes que por causa de um dia ruim acabam agindo com agressividade. &#8220;Bateram no carro dele, a mulher fugiu com outro, algo desencadeia o mal dia. Não é constante, e a empresa tem de aprender a lidar de formas diferente.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>O comportamento moral inadequado é o lugar da galera sem noção, o que ainda insiste em fazer piadas inadequadas. &#8220;Pode até não ter intenção de ofender, mas pode acabar sendo agressivo. A empresa precisa orientar e punir, segundo o grau de sua destrutividade.&#8221;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Abuso ou flerte?</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Na esfera sexual, há os comportamentos destrutivos, intencionais e danosos que são explícitos, como o chefe que condiciona uma promoção ao &#8220;só se sair comigo&#8221;, ou abre o zíper quando a funcionária entra na sala. &#8220;Se o ato é grosseiro, agressivo, feito para subjulgar a vítima, não há duvida sobre o assédio&#8221;, diz Hencsey.</p>
<p> </p>
<p>Mas um indivíduo pode estar legitimamente interessado em uma colega, e a abordagem normalmente é diferente. &#8220;Diante de uma negativa, o cara para de convidar para sair, por exemplo. É importante deixar o &#8216;não&#8217; bem claro. Desistimule a insistência.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>As empresas, aconselha, têm de focar em treinamento e definir o que é regra, se pode ou não pode haver relacionamentos entre os funcionários, se cabem abraços ou não. É preciso treinar as pessoas dentro desse valor e criar uma política de consequências que puna as pessoas que passem desse limite.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Respeito é sempre. Não existe mais espaço para falta de respeito. Tratar mulher como ser inferior, comentários racistas, maus tratos, tudo isso é inquestionável.&#8221;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Não faça mais isso!</strong></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1.</strong></span> Humilhar funcionários (assédio moral típico)</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2.</strong></span> Gritos em público (revela a incapacidade emocional do gestor)</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>3.</strong></span> Piadinhas machistas</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>4.</strong></span> Toques no corpo não autorizados (beijos, abraços, a menos que o código de conduta permita)</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>5.</strong> </span>Elogios constrangedores (sobre decotes, roupas curtas, do tipo &#8220;venha sempre assim&#8221;)</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>6.</strong> </span>Comentários ou piadas racistas</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>7.</strong></span> Discriminação por gênero </p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e nome</strong></em></p>
<p>Fonte: R7 MEU ESTILO<br />Escrito por: Deborah Bresser</p>
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