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	<title>previdência chilena &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Nova Constituição chilena deve recriar a previdência pública para todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[previdência chilena]]></category>
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					<description><![CDATA[A Privatização da previdência social no Chile é responsável por muitos suicídios e a miséria de trabalhadores idosos, daquele país. Paulo Guedes fez parte da equipe econômica do ditador General Augusto Pinochet, no início da década de 80, que retirou a seguridade social dos chilenos. Mais de 40 anos depois, como ministro da Economia, no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Privatização da previdência social no Chile é responsável por muitos suicídios e a miséria de trabalhadores idosos, daquele país. Paulo Guedes fez parte da equipe econômica do ditador General Augusto Pinochet, no início da década de 80, que retirou a seguridade social dos chilenos. Mais de 40 anos depois, como ministro da Economia, no Brasil, trabalha para acabar com os mesmos direitos dos trabalhadores brasileiros</p>
<p></p>
<p>O povo chileno está prestes a exorcizar mais uma herança maldita da sangrenta ditadura militar que massacrou milhares de pessoas e a seguridade social no final do século XX, submetendo a previdência dos trabalhadores ao lucro do capital financeiro.</p>
<p> </p>
<p>A Convención Constitucional, integrada por representantes eleitos pela população em todo o país, com paridade de gênero e representantes inclusive de povos originários como os quechua e os mapuche, apresentou a proposta de nova Constituição no dia 4 de julho. Ela ainda será votada em plebiscito nacional que acontecerá em setembro deste ano.</p>
<p> </p>
<p>A nova Constituição propõe que toda pessoa chilena terá direito à seguridade social regida pelos princípios de universalidade, solidariedade, integralidade, igualdade, unidade, sustentabilidade. Deverá garantir a cobertura à velhice, enfermidade, incapacidade para o trabalho, maternidade, desemprego, acidentes de trabalho.</p>
<p> </p>
<p>A seguridade social deverá ser garantida com recursos públicos e por contribuições obrigatórias dos empregadores e dos trabalhadores, que elegerão representantes para participar da gestão da seguridade social.</p>
<p> </p>
<p>Os princípios e a forma de financiamento são muito parecidos com os da seguridade social brasileira. Se aprovada, o Chile será mais um país a reverter a privatização da previdência social feita na década de 1980, por orientação de organismos internacionais como o FMI e Banco Mundial. Naquela década, 30 países da América Latina e do Leste europeu privatizaram seus sistemas de previdência, com consequências catastróficas para os trabalhadores. Pelo menos 20 deles já restabeleceram a previdência pública.</p>
<p> </p>
<p>No Chile, a contribuição dos empregadores foi abolida e os trabalhadores passaram e ser obrigados a contribuir individualmente para uma Administradora de Fundos de Pensão (AFP) privada, que cobra altas taxas de administração e devolve benefícios irrisórios. 60% dos chilenos não conseguem poupar o suficiente para se aposentar, devido aos baixos salários e a longos períodos de desemprego. Daqueles que têm alguma poupança nas AFP, 80% se aposentam com menos de um salário mínimo e 45% com benefícios abaixo da linha de pobreza. A situação ficou tão grave que o governo chileno teve de criar um benefício de assistência social aos idosos mais pobres, com recursos públicos.</p>
<p> </p>
<p>Seis AFP monopolizam o mercado. Três delas, de capital estadunidense, controlam 75% do mercado. Segundo a Superintendência de Pensiones, 48,5% de toda a poupança previdenciária dos trabalhadores chilenos é investida no exterior. As AFP são altamente lucrativas, sugam recursos da população do Chile para investir na Europa, Estados Unidos, Canadá e outros países ricos. A pobreza do idoso chileno paga a festa do capital financeiro internacional.</p>
<p> </p>
<p>Durante décadas, o modelo de previdência chileno era o paradigma para os economistas neoliberais, que se preocupam com a lucratividade dos investidores e desprezam as agruras da população. O modelo neoliberal, baseado na poupança individual, sem mutualismo entre os trabalhadores e sem contribuições patronais, se revelou um fracasso monumental para a população e um sucesso estrondoso para o capital financeiro.</p>
<p> </p>
<p>A Convención Constituinte é resultante do forte movimento “No Más AFP” que a partir de 2013 tomou as ruas com centenas de milhares de manifestantes capitaneados por sindicatos e organizações populares. A partir de 2019 milhões de chilenos ocuparam ruas e praças para protestar contra as condições de vida e reivindicar mudanças, no que foram duramente reprimidas pelos militares e pelas forças de segurança comandadas pela elite econômica.</p>
<p> </p>
<p>Falta a aprovação plebiscitária para resgatar a nova seguridade social chilena. Depois de aprovada, deverão se definir na legislação os parâmetros de direitos, como serão incorporados os benefícios hoje pagos pelas AFP e o que será feito com a poupança acumulada por milhões de trabalhadores que hoje são expropriados pelas pesadas taxas de administração das AFP.</p>
<p> </p>
<p>*José Ricardo Sasseron é ex-presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Saúde de Autogestão (Anapar). Foi diretor eleito de Seguridade da Previ</p>
<p>Crédito: CTB<br />Fonte: recontaai<br />Escrito por: José Ricardo Sasseron </p>
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