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	<title>Pressão do BC na Selic &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Copom decide juros sob pressão de Campos Neto contra aumento de salários e emprego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2024 11:34:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Presidente do BC diz que queda de desemprego pode levar a inflação; bancos reduzem estimativas para corte de juros O&#160;Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central&#160;inicia nesta terça-feira (7) sua terceira reunião do ano para definir o patamar da taxa básica de juros da economia nacional. A&#160;chamada taxa Selic está hoje em 10,75% ao [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-70f530d93f3b7bc136e79fa77a113f60">Presidente do BC diz que queda de desemprego pode levar a inflação; bancos reduzem estimativas para corte de juros</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central&nbsp;inicia nesta terça-feira (7) sua terceira reunião do ano para definir o patamar da taxa básica de juros da economia nacional. A&nbsp;chamada taxa Selic está hoje em 10,75% ao ano, e há consenso de economistas de que ela pode e deve ser reduzida na quarta-feira (8). A dúvida que resta é: quanto?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde agosto de 2023,&nbsp;o Copom já cortou a Selic por seis vezes, sempre em 0,5 ponto percentual. Antes disso, a taxa tinha ficado em 13,75% ao ano por cerca de um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquela época, a justificativa do comitê para a manutenção da taxa básica de juros nesse patamar era a&nbsp;inflação. O&nbsp;Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)&nbsp;fechou 2022 – último ano do governo do&nbsp;ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)&nbsp;– em 5,79%, acima da meta estabelecida por autoridades monetárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o presidente&nbsp;Luiz Inácio Lula da Silva (PT)&nbsp;assumiu o governo.&nbsp;A inflação entrou em trajetória de queda&nbsp;e isso abriu espaço para a queda dos juros. Já não havia mais espaço para discursos de Selic alta para contenção do crédito e redução da demanda de pessoas e empresas por compras, o que pressionaria para baixo os preços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, porém, o Copom e o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – nomeado por Bolsonaro – têm levantado outra hipótese para um corte menor dos juros: a queda do desemprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Campos Neto,&nbsp;com menos pessoas procurando trabalho, empresas estão tendo dificuldades em contratar. Estão sendo então obrigadas a oferecer salários mais altos. Isso tenderia a elevar os custos de produção e, por fim, os preços, causando inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução ventilada por Campos Neto seria reduzir o ritmo de queda dos juros. A economia tenderia a crescer num ritmo menos acelerado, freando também a queda no desemprego. Isso tudo reduziria a demanda por compras e a pressão inflacionária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que isso se daria às custas do trabalhador, que agora sequer recuperou os rendimentos pré-pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em meados de 2020, o trabalhador brasileiro recebia, em média, cerca de R$ 3.210. Esse valor caiu para cerca de R$ 2.750 ao final de 2021. De lá para cá, já subiu mais de 13% e bateu em R$ 3.120. Ainda assim, está aproximadamente 2,8% menor do que há quatro anos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que é Selic?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa Selic é referência para a economia nacional. É também o principal instrumento disponível para o BC controlar a inflação no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ela sobe,&nbsp;empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso desincentiva compras e investimentos, o que contém a inflação. Em compensação,&nbsp;o crescimento econômico tende a ser prejudicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quando a Selic cai,&nbsp;os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores. Há mais gente comprando e investindo. A economia cresce, criando empregos e favorecendo aumentos de salários. Os preços, por sua vez, tendem a aumentar por conta da demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que assumiu o governo,&nbsp;o presidente Lula defende uma redução da Selic. Para ele, caso ela passe a cair de forma mais lenta, Campos Neto poderia ser culpado por um crescimento menor.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">André Roncaglia, economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não vê motivos para um corte da Selic menor do que 0,5 ponto percentual. &#8220;A economia brasileira está crescendo, a taxa de desemprego voltou a crescer [no início do ano] e a inflação está em queda&#8221;, enumerou ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira (6), aliás, o Banco Central divulgou mais uma edição do Boletim Focus. Nela, as previsões de economistas ligados a bancos para a inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passaram a ser ainda mais otimistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses economistas estimam que o&nbsp;IPCA feche o ano em 3,71%. Há quatro semanas, a previsão era de 3,76%. No começo de 2024, era de 3,90%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, até 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a previsão mais atual dos economistas para&nbsp;o crescimento é de 2,05%. Há quatro semanas, era 1,90%. No início do ano, eles estimavam um crescimento de 1,52%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo federal estima que a economia nacional cresça 2,2% em 2024.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Bancos sinalizam</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todos esses dados,&nbsp;os economistas do bancos já apostam num corte de 0,25 na quarta-feira. Isso também está no Boletim Focus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também elevaram mais uma vez sua expectativa para o patamar da Selic ao final deste ano. A previsão mais atual deles é que a taxa feche 2024 em 9,63% ao ano. Quatro semanas atrás, eles previam que essa mesma taxa estivesse em 9% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Róber Iturriet Ávila, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a simples mudança nas previsões dos bancos tende a influenciar o corte de juros do Copom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Boletim Focus é levado em conta na decisão do Copom, porque o Copom se baseia muito nas expectativas&#8221;, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Weslley Cantelmo, economista e presidente do Instituto Economias e Planejamento, a visão dos bancos está ligada à forma ideológica como eles analisam a economia. Ele ratificou que os dados reforçam que há espaço para um corte de 0,5 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os bancos vão criando um ambiente na opinião pública e isso legitima a decisão do Copom [por um corte menor]&#8221;, afirmou. &#8220;O governo, por sua vez, vem reforçando que não aceitaria nenhuma redução menor do que a praticada nos últimos meses.&#8221;</p>
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