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	<title>preso &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Empresa indeniza vigia condenado por porte de arma vencido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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<p>A Vale S.A foi responsabilizada subsidiariamente ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 70 mil a um vigilante condenado criminalmente a dois anos de reclus&atilde;o por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O entendimento foi o de que houve neglig&ecirc;ncia da empresa de seguran&ccedil;a Estrela Azul, que n&atilde;o fez a renova&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a de autoriza&ccedil;&atilde;o para uso da arma, de sua propriedade.</p>
<p>Em recurso ao Tribunal Superior do Trabalho, a Vale tentou se isentar da condena&ccedil;&atilde;o, mas para o ministro Jo&atilde;o Oreste Dalazen, relator do processo na Quarta Turma, a companhia tinha o dever de fiscalizar a execu&ccedil;&atilde;o do contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os. Ele tamb&eacute;m n&atilde;o conheceu do recurso que pedia a redu&ccedil;&atilde;o do valor da indeniza&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Contratado pela Estrela Azul, empresa de vigil&acirc;ncia, seguran&ccedil;a e transportes de valores, o vigilante trabalhava armado nas escoltas da Vale. Durante uma blitz, foi abordado por policial federal que constatou que a autoriza&ccedil;&atilde;o para o porte de armas estava vencida e em desacordo com determina&ccedil;&atilde;o legal.</p>
<p>Na reclama&ccedil;&atilde;o trabalhista, ele afirmou que, apesar de afirmar durante interrogat&oacute;rio que a arma pertencia &agrave; empresa e de estar uniformizado no dia da ocorr&ecirc;ncia, foi condenado a dois anos de reclus&atilde;o em regime aberto e ao pagamento de multa.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><strong>Responsabilidade subsidi&aacute;ria</strong></span></p>
<p>Condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 17&ordf; Regi&atilde;o (ES) a responder subsidiariamente pela condena&ccedil;&atilde;o por dano moral, a Vale recorreu da decis&atilde;o ao TST alegando que nunca foi empregadora do vigilante. Mas para o relator do processo, ministro Jo&atilde;o Oreste Dalazen, a decis&atilde;o do regional se pautou no item VI da S&uacute;mula 331 do TST, que imputa a responsabilidade da empresa tomadora de servi&ccedil;os quanto &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es trabalhistas no caso de inadimplemento por parte do real empregador.</p>
<p>O relator assinalou que o empregado foi preso e condenado por culpa da empresa de seguran&ccedil;a, que deixou de cumprir a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826compilado.htm" target="_blank">Lei 10.826/2003 </a>(Estatuto do Desarmamento), que disp&otilde;e sobre registro, posse e comercializa&ccedil;&atilde;o de armas de fogo e muni&ccedil;&atilde;o, e por culpa da Vale, que deixou de fiscalizar a execu&ccedil;&atilde;o do contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><strong>Indeniza&ccedil;&atilde;o</strong></span></p>
<p>A empresa tamb&eacute;m pediu, sem sucesso, a redu&ccedil;&atilde;o do valor da condena&ccedil;&atilde;o, arbitrada em R$ 70 mil pelo TRT-ES. Mas, por unanimidade, a Quarta Turma n&atilde;o conheceu do recurso por entender que o valor fixado n&atilde;o era exorbitante, se comparado com o dano sofrido pelo trabalhador. &nbsp;&quot;Al&eacute;m de ser preso e condenado por culpa das empresas, o trabalhador ainda deixou de ser r&eacute;u prim&aacute;rio, ficando impedido de exercer sua profiss&atilde;o de vigilante, j&aacute; que a norma que regulamenta a profiss&atilde;o exige a inexist&ecirc;ncia de antecedentes criminais,&quot; destacou Dalazen.</p>
<p>Fonte: TST</p>
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