<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>precrização &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/precrizacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Nov -001 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>precrização &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Suspensão de contratos e redução de salários empobrece 7,2 milhões</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/suspensao-de-contratos-e-reducao-de-salarios-empobrece-7-2-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[precrização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=9915</guid>

					<description><![CDATA[Patrões suspendem contratos e reduzem salários de 7,2 milhões de trabalhadores. Queda na renda varia de 10% a 40%. Governo mente ao dizer que protege empregos porque medida é frágil Desde que foram instituídas a redução da jornada e dos salários – de 25% a 70% &#8211; e a suspensão dos contratos de trabalho durante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Patrões suspendem contratos e reduzem salários de 7,2 milhões de trabalhadores. Queda na renda varia de 10% a 40%. Governo mente ao dizer que protege empregos porque medida é frágil</p>
<p>Desde que foram instituídas a redução da jornada e dos salários – de 25% a 70% &#8211; e a suspensão dos contratos de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) para supostamente garantir a manutenção dos empregos, 7.206.915 trabalhadores e trabalhadoras que foram incluídos no programa chamado Benefício Extraordinário Mensal (BEM) do governo de Jair Bolsonaro, estão mais pobres e ainda correm risco de ser demitidos e receber menos do que teriam direito.</p>
<p>Além de menos renda, esses trabalhadores correm o risco de ser demitidos e receber a rescisão com base no valor dos salários cortados, além de dois meses a menos de depósitos no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), alerta a técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino.</p>
<p>De acordo com Adriana, ao contrário do que diz o governo, a Medida Provisória (MP) nº 936, que prevê o corte de salário e a suspensão de contratos, não garante a manutenção dos empregos. A medida, explica a técnica, define que os patrões têm sim o direito de demitir e ainda pagar um valor menor de indenização.</p>
<p>Pela MP, caso seja demitido, o trabalhador vai receber sua rescisão de acordo com o valor do salário no período de estabilidade, ou seja, com cortes. Quem tiver redução salarial acima de 50% e inferior a 25% terá direito a 50% do salário. Quem tiver redução de jornada acima de 50 % até 70%, se for demitido, vai receber 75% do salário mensal pelo período que ainda resta de estabilidade.</p>
<p>Na redução, de 25%, por exemplo, se o trabalhador for demitido, sem justa causa, após 60 dias, durante o período de redução de jornada, o valor do salário de indenização será calculado em cima dos 30 dias que faltam para o fim do acordo. Mas, o trabalhador deve ficar atento porque esta redução vale somente para os dias que faltarem para terminar os três meses de acordo.</p>
<p>Se o trabalhador for demitido ainda no período de estabilidade, mas após ter voltado ao trabalho, o valor do salário base da indenização deverá ser sobre o salário integral, explica Adriana Marcolino.</p>
<p>“É em cima do salário que são pagas todas as verbas, o Fundo de Garantia, a Previdência, o vale refeição etc. Enquanto ele estiver trabalhando nos meses de redução, o recolhimento será proporcional ao salário porque a contrapartida do governo do seguro-desemprego não incide sobre verbas rescisórias”, afirma.</p>
<p>Pior é a situação de quem teve a suspensão do contrato de trabalho porque ficará sem o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a contribuição previdenciária ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) pelos meses de afastamento. Para ter direito a esse tempo de contribuição da Previdência, o trabalhador terá de pagar do próprio bolso como contribuinte individual.</p>
<p>As regras frágeis de estabilidade e preservação de empregos se acentuam porque os patrões, que aderiram ao acordo, não precisam dar estabilidade para todo o seu quadro de trabalhadores, apenas aos que aceitarem a medida.</p>
<p>Os patrões podem escolher um determinado grupo, de salários mais altos, por exemplo, e não incluir os de baixos salários. Com isso, economizam mais e podem demitir com custos menores os trabalhadores de menor faixa salarial, já prevendo que a crise vai aumentar o desemprego e poderão contratar uma mão de obra ainda mais barata, acredita Adriana Marcolino.</p>
<p>Para a professora de economia da USP, Leda Paulani, o número expressivo de trabalhadores incluídos no programa demonstra claramente que o governo federal pensa apenas em proteger os empresários em detrimento dos trabalhadores, que cada vez mais têm seus direitos precarizados e cada vez mais estão empobrecidos.</p>
<p>“Infelizmente, no Brasil você tem aumento do desemprego, o aumento da informalidade e da precarização e quando o governo dá algum auxílio como é os dos R$ 600,00 de renda emergencial, o que se percebe é que para muita gente esse auxílio não passa de uma miragem”, diz a economista, ao lembrar o drama de milhões de brasileiros que não têm conseguido sacar o auxílio prometido pelo governo.</p>
<p>O empobrecimento dos trabalhadores é comprovado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos socioeconômicos (Dieese). Segundo o órgão, as rendas desses milhões de trabalhadores caíram entre 10% e 40%, dependendo das faixas salariais e dos acordos de redução de jornadas e salários, que variam de 25%, 50% e 70%, por três meses, ou ainda da suspensão dos contratos de trabalho por 60 dias.</p>
<p>A MP prevê que o trabalhador com redução de jornada e salários em 25% terá 75% do salário pago pela empresa e 25% do valor do seguro-desemprego a que tem direito. Para redução menor do que 25% não há previsão de pagamento de beneficio emergencial de preservação do emprego, mas um percentual menor do que 25%, só com negociação coletiva.</p>
<p>Com redução de 50%, a empresa paga 50% do salário e o governo libera 50% do valor que o trabalhador teria direito do seguro-desemprego. Isto não significa que ele receberá metade do teto, hoje em R$ 1.813,03 e, sim do que ele tem direito de acordo com o tempo de serviço, salário etc. Se a redução chegar a 70%, a empresa paga 30% do salário e o trabalhador receberá 70% do teto que tem direito do seguro desemprego.</p>
<p>Para Leda Paulani, a MP nº 936 nada mais é do que uma forma que o governo Bolsonaro encontrou para sustentar financeiramente as empresas em detrimento dos empregos e salários.</p>
<p>Bolsonaro joga todo o peso da crise, que já estava grande antes da pandemia, nas costas do trabalhador. É óbvio que, com medo do desemprego, esse trabalhador vai aceitar qualquer acordo- Leda Paulani<br />Empobrecimento do trabalhador, mais benefícios para os patrões e tentativa de sufocar a ação sindical é a trinca de ações de Bolsonaro em praticamente todas as MPs, projeto de leis e decretos que edita e não seria diferente com a MP 936, critica a técnica do Dieese, Adriana Marcolino.</p>
<p>“O governo também retirou a obrigatoriedade de acordos serem feitos com acompanhamento dos sindicatos. Isto fragiliza o trabalhador na negociação porque é o sindicato que sabe se a empresa realmente tem condições de fazer acordos melhores, como vem sendo demonstrado nos últimos dias”, afirma, se referindo ao levantamento do Dieese sobre as garantias conquistadas pelos sindicatos, como a concessão de férias coletivas sem prejuízo do pagamento integral dos salários, garantia de estabilidade temporária, afastamento imediato de pessoas do grupo de risco da Covid-19 das atividades laborais presenciais, e suspensão de contrato de trabalho com garantia do salário líquido, entre outras conquistas que seriam perdidas se todas as regras da MP de Bolsonaro fossem adotadas pelas empresas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Balanço do ministério da Economia expõe o drama de milhões de trabalhadores</strong></p>
<p>A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia divulgou um balanço dos acordos firmados até às 14h, desta terça-feira (12) , da suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários,  durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).</p>
<p>Segundo o governo federal, 7.206.915 trabalhadores, de 569 mil empresas aceitaram fazer acordos. 52% do total (3.757.862) referem-se a trabalhadores de micro e de pequenas empresas, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.</p>
<p>As médias e grandes empresas, com faturamento superior a esse valor, respondem por 44% dos acordos (3.143.775). Os empregados domésticos e trabalhadores intermitentes totalizam 4% dos acordos (305.278).</p>
<p>A redução de 70% dos salários com o pagamento de 70% de seguro-desemprego atingiu 879.774 (12,2%) dos trabalhadores .</p>
<p>Os casos de trabalhadores intermitentes, que recebem R$ 600,00 por três meses quando o contrato estiver “inativo”, correspondem a 167.069 (2,3%).</p>
<p>Os estados que registraram o maior número de benefícios emergenciais foram São Paulo (33,3%), Rio de Janeiro (10,1%), Minas Gerais (9,5%), Rio Grande do Sul (5,6%) e Paraná (5,4%).</p>
<p>O ministério da Economia prevê que farão adesão ao programa um total de 8,5 milhões de trabalhadores.</p>
<p>Fonte: CUT<br />Escrito por: Rosely Rocha</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
