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	<title>Poupança &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Poupança &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Banco Central prepara alternativa à poupança para financiar imóveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 08:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BC - Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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		<category><![CDATA[Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)]]></category>
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					<description><![CDATA[De janeiro a maio, caderneta perdeu R$ 51,77 bilhões. Diante da retirada de recursos da caderneta de poupança, o Banco Central (BC) desenvolve um modelo alternativo de financiamento para a casa própria, disse nesta terça-feira (10) o presidente do órgão, Gabriel Galípolo. Segundo ele, uma proposta está sendo discutida com as instituições financeiras. “Estamos trabalhando [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ebdb3b187a7a8ccf6f6c515a41aed696">De janeiro a maio, caderneta perdeu R$ 51,77 bilhões.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da retirada de recursos da caderneta de poupança, o Banco Central (BC) desenvolve um modelo alternativo de financiamento para a casa própria, disse nesta terça-feira (10) o presidente do órgão, Gabriel Galípolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, uma proposta está sendo discutida com as instituições financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos trabalhando nisso, conversando com os bancos, especialmente a Caixa, e pretendemos apresentar em breve um processo ponte que vai utilizar a captação de mercado para normalizar isso [as fontes de financiamento para o setor imobiliário]”, afirmou Galípolo em evento de inovação financeira promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mês passado, a aplicação financeira mais tradicional do país teve mais depósitos que retiradas, num total de R$ 336,87 milhões. No entanto, de janeiro a maio, os brasileiros sacaram R$ 51,77 bilhões a mais do que depositaram na caderneta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente do BC, a retirada de recursos da poupança representa uma mudança definitiva no comportamento dos investidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acho que a perda de recursos é mais estrutural, já que é difícil de competir com outras alternativas hoje. Parece natural, com mais educação financeira, a redução de recursos da poupança”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2021, a poupança registra mais saques do que depósitos. Entre as causas para a perda de interesse na caderneta, estão os juros altos, que provocam a perda de interesse na aplicação, e a facilidade na oferta de investimentos de baixo risco que rendem mais, como títulos do Tesouro Direto.</p>



<h4 class="wp-block-heading">SBPE</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, 65% dos recursos depositados na poupança são destinados ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), modalidade que financia imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros de até 12% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os imóveis acima desse valor são financiados por meio do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que utiliza recursos de mercado, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão de um modelo alternativo de financiamento ocorre num momento em que o governo propõe a taxação em 5% do Imposto de Renda das LCI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, esses títulos privados são isentos de tributos.</p>
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		<title>Sonho da casa própria mais caro e mais distante</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sonho-da-casa-propria-mais-caro-e-mais-distante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 08:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa básica de juros (Selic)]]></category>
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					<description><![CDATA[Modelo de financiamento habitacional do país dá sinais de exaustão, diz ex-presidente da Caixa O financiamento dos principais programas do Estado brasileiro nas últimas décadas, em especial nos setores de habitação e infraestrutura, vem sendo realizado com duas principais fontes de recursos: os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-8eff6fbb0842cb7507f06e4024756d92">Modelo de financiamento habitacional do país dá sinais de exaustão, diz ex-presidente da Caixa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O financiamento dos principais programas do Estado brasileiro nas últimas décadas, em especial nos setores de habitação e infraestrutura, vem sendo realizado com duas principais fontes de recursos: os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O setor privado nunca demonstrou interesse em investir em longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo está sob pressão devido à queda drástica no saldo da poupança, ao uso cada vez mais indiscriminado dos recursos do FGTS e à nova regra de remuneração do Fundo. Embora seja positiva para os trabalhadores, essa mudança encarecerá o financiamento habitacional. O tema ganhou destaque recentemente, após a decisão da Caixa de reduzir o percentual de financiamento habitacional, tanto pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), de 80% para 70%, quanto pela Tabela Price, de 70% para 50%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas mudanças reduzirão a oferta de crédito habitacional da Caixa para imóveis novos, usados, comerciais e até lotes urbanizados, impactando um dos focos do governo Lula, especialmente para a classe média. A Caixa detém 68% desse mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, os depósitos da poupança são uma das principais fontes de recursos para financiamentos habitacionais. Devido ao direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos, essa aplicação é remunerada pela Taxa Referencial (TR), inferior aos juros de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com matéria publicada no site UOL em 08/07, os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2024. A poupança amarga o sétimo semestre consecutivo de perdas, totalizando R$ 229,3 bilhões desde janeiro de 2021, consequência direta da alta taxa Selic, que torna outros investimentos mais atraentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro importante funding para o desenvolvimento urbano e de infraestrutura é o FGTS. Entre 2002 e 2023, o FGTS financiou obras em 98% dos municípios brasileiros (5.460 cidades). Segundo o Conselho Curador do Fundo, mais de 70% dos seus recursos estão aplicados em habitação, infraestrutura e saúde, e o restante em títulos públicos federais. Cerca de 81% dos financiamentos habitacionais pelo FGTS foram concedidos a pessoas com renda entre 1 e 4 salários-mínimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, diversos fatores têm tornado o uso do FGTS mais restrito e caro para financiamento habitacional. Apenas 37,4% da população ocupada possui carteira assinada, segundo dados do IBGE, mesmo com o aumento da formalidade no governo Lula. Além disso, o FGTS tem sido utilizado para finalidades diversas, como o auxílio emergencial e o saque-aniversário, que acumulou retirada líquida de R$ 45,9 bilhões entre 2020 e 2024. A nova regra de remuneração das contas, determinada pelo STF, também contribui para a maior restrição do fundo no médio prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário prejudicará principalmente os mais pobres e a classe média, que enfrentarão uma menor oferta de crédito e juros mais altos, impactando ainda o setor da construção civil, fundamental para a geração de empregos e para a economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2023, alternativas para aumentar o funding na área de habitação vêm sendo discutidas no governo federal e nos bancos. Entre as soluções de curto prazo estão: alterar as regras de liberação dos compulsórios pelo Banco Central, reduzindo o recolhimento sobre os depósitos de 20% para 15%, e compensar a perda da poupança com recursos do FGTS, embora isso requeira a suspensão do saque-aniversário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra hipótese é avaliar o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como alternativa para investimentos em infraestrutura. Atualmente, cerca de 55% das aplicações do FGC estão em operações compromissadas com liquidez diária, valor um pouco acima dos limites de socorro de liquidez e do programa de socorro aos depositantes. O restante (45%) poderia ser utilizado como funding para infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também especulações sobre o uso dos fundos de pensão, embora esses enfrentem restrições devido às metas atuariais, regras normativas e a limitação de crédito de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médio e longo prazo, sugiro que se repense o produto poupança, tornando-o mais atraente. Avaliar a capitalização dos bancos públicos pelo Tesouro e, obviamente, a redução da taxa básica de juros (Selic) também é fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à moradia está previsto na Constituição Federal como um direito social fundamental, mas ainda está longe de ser universal. Vale lembrar que o déficit habitacional no Brasil cresceu 6,1% entre 2019 e 2022, segundo a Fundação João Pinheiro. Em 2022, o país tinha um déficit habitacional absoluto de 6,2 milhões de moradias, com o custo excessivo do aluguel sendo o maior problema enfrentado por muitas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe saída fácil. Fato é que o modelo vigente está exaurido e forçará o governo, a elite econômica e política, e a sociedade a encararem, em breve, um inevitável acerto de contas sobre qual modelo de financiamento para a moradia digna e programas de infraestrutura será entregue às próximas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Rita Serrano</em></strong> &#8211; <em>Palestrante, ex-presidente da Caixa, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do ABC. Autora de vários livros e artigos, conselheira de administração, mestre em Administração. Considerada uma das mulheres mais influentes do Brasil e da América Latina, segundo a Bloomberg Línea de 2023.</em></p>
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		<title>STF volta a suspender julgamento sobre FGTS após novo pedido de vista. Correção pela poupança já tem três votos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-volta-a-suspender-julgamento-sobre-fgts-apos-novo-pedido-de-vista-correcao-pela-poupanca-ja-tem-tres-votos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 08:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministro Nunes Marques acompanhou voto do relator. Zanin pediu vista Na retomada do julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, depois de seis meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora, são três [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ce521a186317ae4b4fd1a970156d3b07">Ministro Nunes Marques acompanhou voto do relator. Zanin pediu vista</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-julga-hoje-correcao-do-calculo-do-fgts/">retomada do julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço</a>, depois de seis meses, o <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=stf">Supremo Tribunal Federal (STF)</a> teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora, são três votos nesse sentido, substituindo a Taxa Referencial (TR) pela poupança. O julgamento voltou a ser interrompido após pedido de vista pelo ministro Cristiano Zanin. Ele disse ter recebido informações adicionais, inclusive da Caixa Econômica Federal, e precisava de mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relator da ação, o ministro Luís Roberto Barroso já havia definido, em abril, que a remuneração não pode ser inferior à caderneta de poupança. “O FGTS é uma poupança forçada, de titularidade do trabalhador”, afirmou na sessão desta quinta-feira (9), ao “modular” sua sentença. Assim, a distribuição dos resultados entre os correntistas passa a ser obrigatória. “E com isso não se produz nenhum resultado fiscal. A partir de 2025, saltando o primeiro ano do arcabouço fiscal, os novos depósitos serão remunerados pelo valor da caderneta de poupança.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora presidente da Corte Suprema, Barroso lembrou que recebeu pedidos insistentes para adiar o julgamento, mas decidiu não atender. “O prolongamento desse debate, que já dura quase uma década, tem gerado consequências negativas e ampliando a litigiosidade. Há uma enxurrada de ações que têm sido ajuizadas”, justificou. Segundo ele, apenas em 2023 foram mais 367 mil ações ajuizadas só na Justiça Federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ação tem quase 10 anos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.090 foi apresentada em fevereiro de 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda questionou leis (8.036/1990 e 8.177/1991) que fixam a correção dos depósitos pela TR mais 3% ao ano. Ao argumentar que os trabalhadores são os titulares dos depósitos, o partido alega que a Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, afrontou o princípio constitucional da moralidade administrativa ao se apropriar da diferença devida pela real atualização monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Barroso, relator da ação, o ministro André Mendonça havia votado para que o rendimento do saldo do FGTS seja, no mínimo, igual ao da poupança. Hoje, foi a vez de Nunes Marques acompanhar o voto.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>#SeLiga</strong> <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-dos-bancarios-de-santos-e-regiao-lanca-canal-no-whatsapp/">Sindicato dos Bancários de Santos e Região lança canal no WhatsApp</a></h5>
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		<item>
		<title>BB condenado por mexer na poupança de bancário para quitar quebra de caixa</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bb-condenado-por-mexer-na-poupanca-de-bancario-para-quitar-quebra-de-caixa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Poupança]]></category>
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					<description><![CDATA[A S&#233;tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decis&#227;o que condenou o Banco do Brasil ao pagamento de indeniza&#231;&#227;o por dano moral, no valor de R$ 15 mil, por ter retirado da conta poupan&#231;a de um empregado valores referentes a diferen&#231;as de caixa. O banco chegou a retirar R$ 1.150 da conta, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p>A S&eacute;tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decis&atilde;o que condenou o Banco do Brasil ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral, no valor de R$ 15 mil, por ter retirado da conta poupan&ccedil;a de um empregado valores referentes a diferen&ccedil;as de caixa. O banco chegou a retirar R$ 1.150 da conta, de uma diferen&ccedil;a a menor de R$ 3 mil.</p>
<p>De acordo com o empregado, em junho de 2010, o posto de servi&ccedil;o onde trabalhava, em V&aacute;rzea da Ro&ccedil;a (BA), foi avisado da ocorr&ecirc;ncia de um assalto &agrave; ag&ecirc;ncia localizada em Mairi, a 11 km, e seu gerente determinou o fechamento imediato do caixa e o pagamento dos malotes das empresas privadas, sem a confer&ecirc;ncia do movimento di&aacute;rio. Quando a confer&ecirc;ncia foi realizada no dia seguinte, foi constatada a diferen&ccedil;a de R$ 3 mil. Meses depois, ele identificou o desconto dos R$ 1.150 em sua poupan&ccedil;a.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 5&ordf; Regi&atilde;o (BA) confirmou a condena&ccedil;&atilde;o de primeiro grau, que, al&eacute;m de determinar a devolu&ccedil;&atilde;o do valor descontado da poupan&ccedil;a, condenou o banco por dano moral. O Banco do Brasil chegou a alegar, em sua defesa, que o caixa responde por eventuais diferen&ccedil;as de valores sob sua guarda, raz&atilde;o pela qual recebe o adicional por &quot;quebra de caixa&quot;, previsto em norma coletiva da categoria.</p>
<p>Para o TRT, no entanto, n&atilde;o h&aacute; que se falar em &quot;desconto salarial&quot;, como pretendia o banco, pois n&atilde;o houve retirada no contracheque. Ficou comprovado, ainda, que o trabalhador n&atilde;o recebia o adicional de &quot;quebra de caixa&quot;. Al&eacute;m disso, o banco n&atilde;o apresentou autoriza&ccedil;&atilde;o para efetuar a opera&ccedil;&atilde;o, e a viola&ccedil;&atilde;o na poupan&ccedil;a &quot;se mostrou muito mais grave, aviltante e vilipendiadora do que um desconto salarial, o qual, por si s&oacute;, j&aacute; se mostraria il&iacute;cito&quot;.</p>
<p>
<strong>TST</strong></p>
<p>No recurso ao TST, o BB alegou viola&ccedil;&atilde;o &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (artigo 5&ordm;, incisos V e X) e ao C&oacute;digo Civil (artigos 186, 927 e 944), j&aacute; que o desconto na conta poupan&ccedil;a teria sido legal e n&atilde;o teria ficado comprovado o dano moral pretendido.</p>
<p>No entanto, o ministro Vieira de Mello Filho, relator do processo, destacou que, na condena&ccedil;&atilde;o por dano moral, n&atilde;o &eacute; exigida a prova do constrangimento, dor ou sofrimento pessoal e familiar. &quot;O dano reside na pr&oacute;pria viola&ccedil;&atilde;o do direito da personalidade&quot;, afirmou. Segundo ele, o ato do banco foi de &quot;usurpa&ccedil;&atilde;o&quot; dos valores existente em conta poupan&ccedil;a pessoal, o que se equipararia ao crime de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita, previsto no artigo 168 do C&oacute;digo Penal.</p>
<p>Fonte: TST</p>
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