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	<title>Políticos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Ação questiona constitucionalidade da posse de rádios e TVs por políticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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		<category><![CDATA[Concessão]]></category>
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					<description><![CDATA[O artigo 54 da Constitui&#231;&#227;o Federal pro&#237;be deputados federais e senadores de firmar contrato com empresa concession&#225;ria de servi&#231;o p&#250;blico, mas o fato &#233; completamente ignorado. Dezenas de outorgas de licen&#231;as de r&#225;dio e TV est&#227;o nas m&#227;os de parlamentares que as usam em larga escala como moeda de barganha. Por esse motivo o coletivo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p><span style="line-height:1.6em">O artigo 54 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal pro&iacute;be deputados federais e senadores de firmar contrato com empresa concession&aacute;ria de servi&ccedil;o p&uacute;blico, mas o fato &eacute; completamente ignorado. Dezenas de outorgas de licen&ccedil;as de r&aacute;dio e TV est&atilde;o nas m&atilde;os de parlamentares que as usam em larga escala como moeda de barganha.</span></p>
<p>Por esse motivo o coletivo de comunica&ccedil;&atilde;o Intervozes denuncia o uso das concess&otilde;es como forma de obter apoio pol&iacute;tico, a utiliza&ccedil;&atilde;o da outorga para influenciar a opini&atilde;o p&uacute;blica a favor de seus s&oacute;cios ou aliados e contra seus advers&aacute;rios e a utiliza&ccedil;&atilde;o do poder parlamentar para obter ou renovar outorgas pr&oacute;prias.</p>
<p>Como n&atilde;o tem prerrogativa para abrir a&ccedil;&atilde;o contra os parlamentares diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF), o Intervozes solicitou ajuda ao PSOL. E o partido, que possui tal prerrogativa, protocolou no &uacute;ltimo s&aacute;bado (5/12) a A&ccedil;&atilde;o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 379) no STF, na qual questiona o controle de emissoras de r&aacute;dio e TV por pol&iacute;ticos.</p>
<p>A a&ccedil;&atilde;o afirma que a pr&aacute;tica viola outros preceitos fundamentais, como o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es livres, o pluralismo pol&iacute;tico e o princ&iacute;pio da isonomia. A ADPF 379 apresenta c&oacute;pias de todos os atos e documentos oficiais que os comprovam o controle de dezenas de outorgas por pelo menos 30 deputados federais e 8 senadores e identifica tr&ecirc;s tipos de uso pol&iacute;tico das licen&ccedil;as de r&aacute;dio e TV.</p>
<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos proponentes, pela compet&ecirc;ncia atribu&iacute;da a deputados e senadores para legislar sobre o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o e apreciar os atos de outorga e renova&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es, sua participa&ccedil;&atilde;o nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o &ldquo;provoca um inaceit&aacute;vel conflito de interesses e rompe a isen&ccedil;&atilde;o e a independ&ecirc;ncia dos parlamentares&rdquo;.</p>
<p><strong>Posicionamento do STF</strong></p>
<p>Em 2014, o STF se pronunciou sobre o problema durante o julgamento da A&ccedil;&atilde;o Penal 530, que condenou um deputado federal por falsifica&ccedil;&atilde;o do contrato social de uma r&aacute;dio FM. Segundo o Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo, a falsifica&ccedil;&atilde;o foi feita para omitir a condi&ccedil;&atilde;o de s&oacute;cio do parlamentar, em raz&atilde;o da veda&ccedil;&atilde;o prevista no artigo 54 da Constitui&ccedil;&atilde;o e no artigo 38, &sect; 1&ordm;, da Lei n&ordm; 4.117/62.</p>
<p>Durante o julgamento, a ministra Rosa Weber afirmou que, para garantir &ldquo;espa&ccedil;o livre para o debate p&uacute;blico, n&atilde;o &eacute; suficiente coibir a censura, mas &eacute; necess&aacute;rio igualmente evitar distor&ccedil;&otilde;es provenientes de indevido uso do poder econ&ocirc;mico ou pol&iacute;tico&rdquo;. O mesmo deputado federal condenado havia participado da reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica da C&acirc;mara que aprovou a licen&ccedil;a de sua pr&oacute;pria r&aacute;dio.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre a ADPF 379</strong></p>
<p>Na ADPF protocolada neste final de semana, o PSOL pede que o STF conceda liminar proibindo a Uni&atilde;o de renovar ou outorgar novas licen&ccedil;as de r&aacute;dio e TV a empresas que possuam pol&iacute;ticos como s&oacute;cios diretos ou indiretos; o Congresso Nacional de aprovar tais licen&ccedil;as; o Poder Judici&aacute;rio de diplomar pol&iacute;ticos eleitos que sejam s&oacute;cios de tais empresas; e o Poder Legislativo de dar posse a esses pol&iacute;ticos. O objetivo &eacute; evitar que os princ&iacute;pios constitucionais voltem a ser lesados.</p>
<p>Por fim, a ADPF 379 pede que o Supremo declare tais pr&aacute;ticas como inconstitucionais e comunique &agrave;s autoridades e &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis pela concess&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o das outorgas como os preceitos fundamentais devem ser aplicados neste campo, visando a repeti&ccedil;&atilde;o de tais atos no futuro. O PSOL pretende ainda que o STF condene o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es por omiss&atilde;o na fiscaliza&ccedil;&atilde;o das licen&ccedil;as de r&aacute;dio e TV.</p>
<p>No &uacute;ltimo dia 23, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal tamb&eacute;m recebeu representa&ccedil;&atilde;o contra parlamentares propriet&aacute;rios de concession&aacute;rias de radiodifus&atilde;o. Uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es pedindo o cancelamento das outorgas deve ser movida pelo MPF em diferentes estados da federa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>Confira abaixo a lista dos parlamentares mencionados na ADPF 379.</strong></p>
<p><strong>Deputados Federais</strong></p>
<p>Adalberto Cavalcanti Rodrigues &ndash; PTB/PE;<br />
Afonso Antunes da Motta &ndash; PDT/RS;<br />
An&iacute;bal Ferreira Gomes &ndash; PMDB/CE;<br />
Ant&ocirc;nio Carlos Martins de Bulh&otilde;es &ndash; PRB/SP;<br />
&Aacute;tila Freitas Lira &ndash; PSB/PI;<br />
Bonif&aacute;cio Jos&eacute; Tamm de Andrada &ndash; PSDB/MG;<br />
Carlos Victor Guterres Mendes &ndash; PMB/MA;<br />
C&eacute;sar Hanna Halum &ndash; PRB/TO;<br />
Dami&atilde;o Feliciano da Silva &ndash; PDT/PB;<br />
D&acirc;mina de Carvalho Pereira &ndash; PMB/MG;<br />
Domingos Gomes de Aguiar Neto &ndash; PMB/CE;<br />
Elcione Therezinha Zahluth Barbalho &ndash; PMDB/PA;<br />
F&aacute;bio Salustino Mesquita de Faria &ndash; PSD/RN;<br />
elipe Catal&atilde;o Maia &ndash; DEM/RN;<br />
F&eacute;lix de Almeida Mendon&ccedil;a J&uacute;nior &ndash; PDT/BA;<br />
Jo&atilde;o Henrique Holanda Caldas &ndash; PSB/AL;<br />
Jo&atilde;o Rodrigues &ndash; PSD/SC;<br />
Jorginho dos Santos Mello &ndash; PR/SC;<br />
Jos&eacute; Alves Rocha &ndash; PR/BA;<br />
Jos&eacute; Nunes Soares &ndash; PSD/BA;<br />
Jos&eacute; Sarney Filho &ndash; PV/MA;<br />
J&uacute;lio C&eacute;sar de Carvalho Lima &ndash; PSD/PI;<br />
Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi &ndash; PMDB/SP;<br />
Luiz Gionilson Pinheiro Borges &ndash; PMDB/AP;<br />
Luiz Gonzaga Patriota &ndash; PSB/PE;<br />
Magda Mofatto Hon &ndash; PR/GO;<br />
Paulo Roberto Gomes Mansur &ndash; PRB/SP;<br />
Ricardo Jos&eacute; Magalh&atilde;es Barros &ndash; PP/PR;<br />
Rodrigo Batista de Castro &ndash; PSDB/MG;<br />
Rubens Bueno &ndash; PPS/PR.</p>
<p><strong>Senadores</strong></p>
<p>Acir Marcos Gurgacz, PDT-RO;<br />
A&eacute;cio Neves da Cunha, PSDB-MG;<br />
Edison Lob&atilde;o, PMDB-MA;<br />
Fernando Affonso Collor de Mello, PTB-AL;<br />
Jader Fontenelle Barbalho (PMDB-PA);<br />
Jos&eacute; Agripino Maia, DEM-RN;<br />
Roberto Coelho Rocha, PSB-MA;<br />
Tasso Ribeiro Jereissati, PSDB-CE.</p>
<p>Crédito: Lattuf<br />Fonte: Intersindical &#8211; Central da Classe Trabalhadora</p>
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