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	<title>Política Monetária &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Política Monetária &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-central-reduz-juros-basicos-para-145-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 06:31:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de guerra no Oriente Médio, Copom voltou a cortar juros. Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Apesar de guerra no Oriente Médio, Copom voltou a cortar juros.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Copom não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando a guerra no Oriente Médio e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados&#8221;, destacou o comunicado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IPCA cheio de abril só será divulgado em 12 de maio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,5% para 3,6%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,86%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crédito menos caro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,85% do PIB em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
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		<title>BC reduz juros básicos para 14,75% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bc-reduz-juros-basicos-para-1475-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 06:27:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa foi primeira redução da Taxa Selic em quase dois anos. Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Essa foi primeira redução da Taxa Selic em quase dois anos.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Copom afirmou que o aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio exige mais cautela. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo&#8221;, destacou o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom tinha reduzido os juros tinha sido em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% atuais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% , pressionado pelas mensalidades escolares. Mesmo com a alta, o indicador ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%, abaixo do teto da meta. Há um mês, antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crédito menos caro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,83% do PIB em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
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		<title>Copom mantém juros básicos da economia em 15% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-15-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 07:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Banco Central interrompe ciclo de aumento da Selic após sete altas. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) interromper o ciclo de aumento de juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Banco Central interrompe ciclo de aumento da Selic após sete altas.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) interromper o ciclo de aumento de juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão, que já era esperada pelo mercado financeiro, foi unânime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O comitê tem acompanhado, com particular atenção, os anúncios referentes à imposição pelos Estados Unidos de tarifas comerciais ao Brasil, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirmou o comunicado. “[O Copom] enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A pausa no aperto monetário consolida um ciclo de contração na política monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada sete vezes. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual, uma de 0,5 ponto e outra em 0,25 ponto.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o IPCA recuou para 0,24%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,35% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o IPCA-15 de julho, que funciona como uma prévia da inflação oficial, veio acima das expectativas. O indicador acelerou por causa de preços de energia e de passagens aéreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 4,9% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,09%, quase 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,2%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crédito mais caro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,23% do PIB em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="463" height="989" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/07/infografia_selic-3.webp" alt="" class="wp-image-62968" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/07/infografia_selic-3.webp 463w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/07/infografia_selic-3-140x300.webp 140w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/07/infografia_selic-3-70x150.webp 70w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/07/infografia_selic-3-20x43.webp 20w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>infografia_selic &#8211; </em><strong>ArteDJOR</strong></figcaption></figure>
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		<title>Haddad denuncia injustiça tributária: “no Brasil, o morador da cobertura não paga o condomínio”</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/haddad-denuncia-injustica-tributaria-no-brasil-o-morador-da-cobertura-nao-paga-o-condominio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 06:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ajuste Fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[consignado]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitacional]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[Política Monetária]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministro da Fazenda afirma que “nenhum aumento de gasto é bem-vindo”, exige tributação dos super-ricos e critica privilégios. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a apontar a concentração de privilégios no topo da pirâmide social e a urgência de corrigir distorções fiscais no Brasil. Em entrevista a um canal de TV, publicada no YouTube [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-8">Ministro da Fazenda afirma que “nenhum aumento de gasto é bem-vindo”, exige tributação dos super-ricos e critica privilégios.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a apontar a concentração de privilégios no topo da pirâmide social e a urgência de corrigir distorções fiscais no Brasil. Em entrevista a um canal de TV, publicada no YouTube na última terça-feira (24/6), o titular da equipe econômica destacou que seu esforço central é “equilibrar as contas públicas onerando quem não paga imposto e desonerando quem paga”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Haddad, o país mantém um sistema regressivo que pune sobretudo assalariados e classe média. “É justo um milionário pagar 2,5% de imposto de renda e a professora de escola pública pagar 10%?”, questionou, lembrando que há 141 mil brasileiros que ganham mais de R$ 1 milhão por ano e contribuem bem menos, proporcionalmente, do que quem recebe até R$ 5 mil. “Nós estamos entre os dez países mais injustos do mundo do ponto de vista do tributo”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Nenhum gasto extra fora de emergências</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro foi direto ao comentar o projeto que amplia de 513 para 531 o número de deputados. “Nenhum aumento de gasto é bem-vindo, a não ser os imprescindíveis”, declarou, classificando a proposta como inoportuna diante do esforço para conter o déficit. Ele lembrou que exceções só se justificam em situações extremas – como a tragédia climática no Rio Grande do Sul –, quando “não se pode economizar com a vida das pessoas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haddad argumentou que “congelar debate sobre aumento de despesa até garantir sustentabilidade fiscal” é condição para manter o ciclo de crescimento que o governo do presidente Lula quer prolongar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Super-ricos nas contas do ajuste</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para compensar a isenção do Imposto de Renda prometida a quem ganha até R$ 5 mil mensais, Haddad voltou a defender a taxação complementar sobre rendas altas: “Queremos que quem ganha R$ 80 mil ou R$ 100 mil por mês pague ao menos o mesmo que a professora de escola pública”. Ele disse esperar que o relator da proposta, deputado Arthur Lira (PP-AL), “chegue ao bom senso de que os ricos têm de pagar alguma coisa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro citou ainda o caso das casas de apostas virtuais: “Entre a bet e a Santa Casa, vamos combinar: um tá destruindo vidas, o outro tá construindo vidas”. A Fazenda quer restabelecer alíquota de 18% – reduzida a 12% pelo Congresso – sobre esse segmento, que “ganha muito dinheiro sem gerar empregos” e, em grande parte, remete lucros ao exterior.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Consignado do trabalhador e crédito habitacional</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No campo do crédito, Haddad celebrou a rápida expansão do consignado para trabalhadores do setor privado: “Em três meses emprestamos R$ 16 bilhões, 40% do volume de um programa que levou 20 anos”. O passo seguinte, disse, é destravar o financiamento imobiliário para classe média: “Temos uma avenida para percorrer”. Banco Central, Ministério das Cidades e Caixa estão finalizando novos instrumentos de garantia para reduzir juros e impulsionar a construção civil.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Política monetária e cenário externo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre a elevação recente da Selic, Haddad afirmou que o aumento “foi contratado” ainda na última reunião comandada por Roberto Campos Neto e que “não dá para dar cavalo de pau em política monetária”. Apesar da taxa “muito restritiva”, ele aposta na queda da inflação de alimentos e na robustez do setor externo brasileiro para sustentar a expansão econômica. O ministro garantiu que o conflito no Oriente Médio tem impacto limitado sobre o Brasil, exportador de petróleo e líder em biocombustíveis.</p>



<h4 class="wp-block-heading">2026 no horizonte</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comentar o próximo ciclo eleitoral, Haddad afirmou que o governo não repetirá a “bagunça” fiscal de 2022: “O governante que achar que estragando as contas públicas vai resolver o problema, erra”. Pregou responsabilidade para fortalecer o legado do presidente Lula, favorito para disputar a reeleição. Já sobre uma possível candidatura própria em São Paulo, foi enfático: “Não tenho intenção de ser candidato em 2026”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista de quase 42 minutos mostra a estratégia da Fazenda: reforçar a narrativa de responsabilidade fiscal combinada com justiça tributária – cobrar de quem pouco ou nada contribui e aliviar quem sustenta o sistema. Resta saber se o Congresso aceitará a conta apresentada pelo ministro ou persistirá, como ele próprio definiu, “o morador da cobertura que não paga o condomínio”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jlvid_container"><iframe title="JR ENTREVISTA: Nenhum aumento de gasto é bem-vindo, diz Haddad sobre PL que cria vagas de deputados" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/3S4VS0gh40c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Banco Central sinaliza fim do ciclo de alta dos juros com Selic em 14,75%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 07:52:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Autoridade monetária dá sinais de que não pretende elevar novamente a taxa básica, que alcançou o maior patamar desde 2006 O Banco Central do Brasil deu sinais claros de que o atual ciclo de alta da taxa Selic pode ter chegado ao fim, mesmo sem cravar a decisão no comunicado divulgado após a reunião do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-10">Autoridade monetária dá sinais de que não pretende elevar novamente a taxa básica, que alcançou o maior patamar desde 2006</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central do Brasil deu sinais claros de que o atual ciclo de alta da taxa Selic pode ter chegado ao fim, mesmo sem cravar a decisão no comunicado divulgado após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 7 de maio. A Selic foi elevada em 0,50 ponto percentual, passando de 14,25% para 14,75% ao ano — maior patamar desde agosto de 2006, ainda durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No comunicado, o BC adotou tom cauteloso, mas indicou que, diante do estágio avançado do ciclo de aperto monetário e da moderação incipiente da atividade econômica, poderá pausar as elevações a partir de agora, <a href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/07/banco-central-da-sinais-de-que-pode-interromper-aumento-de-juros-com-a-selic-em-1475percent-dizem-economistas.ghtml" data-type="link" data-id="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/07/banco-central-da-sinais-de-que-pode-interromper-aumento-de-juros-com-a-selic-em-1475percent-dizem-economistas.ghtml">segundo aponta reportagem do Globo</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, afirmou o texto divulgado pelo BC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais sinais de mudança no discurso do Copom foi a alteração no balanço de riscos. Desde o início do ciclo de alta, em setembro de 2024, o Banco Central destacava que os riscos de alta para a inflação eram predominantes. Agora, essa assimetria foi removida e o texto passou a mencionar ameaças tanto de alta quanto de queda na inflação, indicando maior equilíbrio na leitura do cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fatores desinflacionários citados está a possibilidade de queda nos preços das commodities, especialmente por conta da desaceleração da economia global, em parte provocada pelo aumento de tarifas comerciais promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa desaceleração global passou a ser vista como um vetor que pode contribuir para a redução da inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto citado por economistas como indicativo de que a Selic deve parar de subir foi a nova avaliação sobre a atividade doméstica. O BC reconhece que, embora o mercado de trabalho e os indicadores de atividade ainda mostrem dinamismo, já é possível observar uma “incipiente moderação no crescimento”. Antes, o termo usado era apenas “sinais” de moderação.</p>
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		<title>Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1075-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 07:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse foi o primeiro aumento desde agosto de 2020 A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-12">Esse foi o primeiro aumento desde agosto de 2020</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-preveem-alta-da-selic-para-1075-ao-ano-mesmo-com-inflacao-em-baixa/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-preveem-alta-da-selic-para-1075-ao-ano-mesmo-com-inflacao-em-baixa/">fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros</a> pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores: resiliência na atividade econômica, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção), alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação. Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crédito mais caro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="479" height="1024" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-479x1024.webp" alt="" class="wp-image-57212" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-479x1024.webp 479w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-140x300.webp 140w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-70x150.webp 70w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-719x1536.webp 719w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-600x1282.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2-20x43.webp 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/infografia_selic-2.webp 754w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>infografia_selic &#8211; </em><strong>ArteDJOR</strong></figcaption></figure>
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		<title>Votação de Galípolo para presidência do BC é marcada para 8 de outubro</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/votacao-de-galipolo-para-presidencia-do-bc-e-marcada-para-8-de-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Sep 2024 07:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo presidente do Senado O plenário do Senado deve apreciar a indicação do atual diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, para a presidência do banco no dia 8 de outubro, após o primeiro turno das eleições municipais. A data foi marcada pelo presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG). [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-14">Anúncio foi feito pelo presidente do Senado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O plenário do Senado deve apreciar a indicação do atual diretor de Política Monetária do Banco Central, <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/gabriel-galipolo-e-indicado-por-lula-para-presidir-o-banco-central/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/gabriel-galipolo-e-indicado-por-lula-para-presidir-o-banco-central/">Gabriel Galípolo</a>, para a presidência do banco no dia 8 de outubro, após o primeiro turno das eleições municipais. A data foi marcada pelo presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Pacheco pediu ainda para que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Vanderlan Cardoso (PSD/GO), faça a sabatina de Galípolo antes dessa data. O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência do BC precisa passar por sabatina e votação na CAE antes de ser analisado pelo Plenário do Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O senador Rodrigo Pacheco lembrou que o período eleitoral é de baixo quórum no Parlamento e, por isso, decidiu por uma data após o primeiro turno do pleito municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É essa primeira semana após a eleição que permitirá que todos os senadores e senadoras, mais ou menos envolvidos nas campanhas eleitorais, possam se desincumbir do seu papel político relevante, que é o político-eleitoral, e possam estar aqui, no Senado Federal, presencialmente”, argumentou o senador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder da oposição no Senado, senador Marcos Rogério (PL/RO), pediu que a votação ficasse para depois do segundo turno para dar mais tempo do indicado conversar com todos os senadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É preciso que esse indicado, antes de ser sabatinado na CAE, tenha a oportunidade de conversar com o conjunto dos senadores”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT/BA), ponderou que Gabriel Galípolo já conversou com mais de 30 senadores e que terá tempo de falar com todos antes do dia 8 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu acho que é um tempo suficiente. O nome não é um nome, como se diz, tirado de uma cartola, porque já está há um ano como diretor do Banco Central. Conseguiu construir uma relação inclusive com o atual presidente [do BC]”, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assessoria de imprensa do presidente da CAE, senador Vanderlan, informou que ainda não há data para a sabatina e votação da indicação no colegiado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Galípolo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O economista Gabriel Galípolo é diretor de Política Monetária do Banco Central, cargo que ocupa desde julho de 2023. Foi secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo; trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que fundou. Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria do BC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se aprovado no Senado, Galípolo assume a presidência do Banco no lugar de Roberto Campos Neto. Indicado pelo governo anterior, Campos Neto é criticado no atual governo pela manutenção das altas taxas de juros. O mandato de Campos Neto termina no dia 31 de dezembro.</p>
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		<title>Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/gabriel-galipolo-e-indicado-por-lula-para-presidir-o-banco-central/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 08:43:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto. &#8220;O presidente da República me incumbiu de fazer um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-16">Anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui, de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal, ao presidente [Rodrigo] Pacheco e ao senador Vanderlan, presidente da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], o indicado dele para a presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa da diretoria de Política Monetária do banco&#8221;, revelou o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para assumir o cargo, Galípolo ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado Federal, que realizará uma sabatina com o indicado, para um mandato de quatro anos à frente do BC, de 2025 a 2028. Se aprovado, ele substituirá Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na mesma magnitude, é uma honra, um prazer e uma responsabilidade imensa ser indicado à presidência do Banco Central do Brasil pelo ministro Fernando Haddad e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva&#8221;, disse Galípolo ao lado de Haddad após o anúncio da indicação. Ele se recusou a responder perguntas em &#8220;respeito ao processo e à institucionalidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ex-secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo, Galípolo trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que ele fundou. Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria de Política Monetária do BC, que ele ocupa desde julho do ano passado.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Lula critica política monetária do Banco Central e defende prioridade aos pobres</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/lula-critica-politica-monetaria-do-banco-central-e-defende-prioridade-aos-pobres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 08:26:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Para o presidente, o órgão deveria considerar os interesses nacionais acima das demandas do setor financeiro Em um evento realizado em Salvador na segunda-feira (1/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua responsabilidade não é prestar contas a “banqueiros” ou “ricos”, mas sim ao povo trabalhador do país. Lula enfatizou o seu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-18">Para o presidente, o órgão deveria considerar os interesses nacionais acima das demandas do setor financeiro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em um evento realizado em Salvador na segunda-feira (1/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua responsabilidade não é prestar contas a “banqueiros” ou “ricos”, mas sim ao povo trabalhador do país. Lula enfatizou o seu compromisso com as camadas mais pobres da sociedade brasileira, durante entrevista à Rádio Princesa, de Feira de Santana (BA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, Lula criticou a política monetária atual, sugerindo que o Banco Central deveria considerar a redução da taxa Selic, atualmente em 10,5% ao ano, para estimular o crescimento econômico sem comprometer a estabilidade financeira. Suas declarações foram vistas pelo mercado como uma intervenção política nas decisões econômicas, refletindo-se na recente alta do dólar, que alcançou R$ 5,65.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="540" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1.webp" alt="" class="wp-image-55599" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1.webp 960w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1-300x169.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1-150x84.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1-768x432.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1-600x338.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/07/f960x540-132131_206206_5050-1-20x11.webp 20w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>PAULO PINTO/AGENCIA BRASIL</strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi aprovado pelo Congresso a independência do Banco Central. Foi indicado o cidadão pelo governo passado. Eu tenho que ter muita paciência na hora de indicar outro candidato e ver se a gente consegue, sabe, com a maior autonomia possível — que é decência política das pessoas — que o presidente do Banco Central olhe um pouco este país do jeito que ele é, e não do que jeito que o sistema financeiro fala”, disse Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula argumentou que a autonomia do Banco Central, defendida pelo mercado, precisa ser avaliada à luz dos impactos sociais e econômicos internos, não apenas sob a perspectiva das instituições financeiras</p>
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		<title>Copom reduz juros básicos da economia para 13,25% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-1325-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2023 09:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Política Monetária]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa é primeira vez que BC diminui Taxa Selic em três anos A forte queda da inflação fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela primeira vez em três anos. Por 5 votos a 4, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Essa é primeira vez que BC diminui Taxa Selic em três anos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A forte queda da inflação fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela primeira vez em três anos. Por 5 votos a 4, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Votaram por uma redução de 0,5 ponto percentual o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores Ailton de Aquino Santos (Fiscalização), Carolina de Assis Barros (Administração), Gabriel Galípolo (Política Monetária) e Otávio Damaso (Regulação). Votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual os diretores Diogo Guillen (Política Econômica), Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais), Maurício Costa de Moura (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta) e Renato Dias Gomes (Organização do Sistema Financeiro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O voto de desempate, portanto, coube a Campos Neto. Em comunicado, o Copom informou que a queda da inflação possibilitou a redução nos juros. “O comitê avalia que a melhora do quadro inflacionário, refletindo em parte os impactos defasados da política monetária, aliada à queda das expectativas de inflação para prazos mais longos, após decisão recente do Conselho Monetário Nacional sobre a meta para a inflação, permitiram acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária”, destacou o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom também informou que os membros do colegiado preveem, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões. Segundo o comunicado, o órgão avalia que esse será o ritmo adequado para manter a política monetária contracionista (juros que desestimulam a economia) necessária para controlar a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última vez em que o BC tinha reduzido a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador ficou negativo em 0,08% e acumula 3,16% em 12 meses . Nos últimos dois meses, a inflação vem caindo por causa dos alimentos e dos combustíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,84%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,98%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Crédito mais caro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 2% para a economia em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento maior, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 1,9% no primeiro trimestre . Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,24% do PIB em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="479" height="1024" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-479x1024.png" alt="" class="wp-image-48930" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-479x1024.png 479w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-140x300.png 140w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-70x150.png 70w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-719x1536.png 719w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-600x1282.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic-20x43.png 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/08/infografia_selic.png 754w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>infografia_selic &#8211; </em><strong>ArteDJOR</strong></figcaption></figure>
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