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	<title>PIX e Trump &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>“Pix internacional” pode entrar em operação em 2027 e motivou tarifaço de Trump ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-48b3b75b6b75d5b788cc7b479aff320b">O BIS, &#8220;Banco Central dos Bancos Centrais&#8221;, prevê para 2027 implementação do Pix Internacional, que vai reduzir a drenagem de dinheiro de Visa e Mastercard e reduzir influência dos EUA</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo dos EUA, o meio de pagamento público e gratuito criado no Brasil prejudica as bandeiras dos cartões de créditos, que chegam a cobrar 5% de taxa sobre compras. Dinheiro que é drenado para o sistema financeiro sediado em Wall Street.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o método brasileiro tem potencial para causar um estrago muito maior através do Projeto Nexus, tratado como Pix internacional, que vem sendo arquitetado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) – considerado o “Banco Central dos Bancos Centrais” – e que pode entrar em operação já em 2027.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O Banco Central dos Bancos Centrais</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês para Bank for International Settlements) é uma organização internacional sediada em Basileia, na Suíça, que reúne bancos centrais de dezenas de países para promover a cooperação monetária e financeira global. Por seu papel de coordenação e por oferecer serviços financeiros exclusivamente a bancos centrais, é frequentemente chamado de “o banco central dos bancos centrais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Buscando a descentralização e a modernização das transações financeiras, o BIS criou em 2021, o projeto Nexus prevê a conexão de sistemas de pagamento instantâneo de cerca de 60 países sem passar pelo sistema Swift, que é controlado pelos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Nexus Global Payments, desenvolvido a partir de um projeto do BIS Innovation Hub, foi concebido para interligar sistemas como o Pix brasileiro a outros meios instantâneos de pagamentos como o UPI da Índia e o PromptPay da Tailândia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é permitir pagamentos internacionais de forma mais rápida, barata e eficiente sem exigir que cada país utilize necessariamente as redes tradicionais de cartões ou estabeleça conexões bilaterais individuais, esvaziando o poder do sistema financeiro controlado pelos EUA.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Operação em 2027</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No documento “Aprimorando os pagamentos transfronteiriços: estado atual e perspectivas futuras”, divulgado pelo BIS em dezembro de 2025, o banco estima que o projeto Nexus pode entrar em fase de testes já em 2027, o que causaria uma implosão do sistema financeiro tradicional, ligado fisiologicamente aos EUA, de Donald Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A interligação dos sistemas de pagamentos instantâneos (FPS, na sigla em inglês) oferece um potencial significativo. O Nexus Global Payments, por exemplo, originado de um projeto do BIS Innovation Hub (BISIH), pretende iniciar suas operações até meados de 2027”, diz o texto, em inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o documento, “os bancos centrais e os demais agentes do setor público podem liderar pelo exemplo” e convida os governos a se engajarem na luta pela implementação do novo sistema, uma das principais bandeiras do presidente Lula no campo econômico internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As jurisdições podem desenvolver planos de implementação para demonstrar compromisso e responsabilidade. Também podem priorizar recomendações destinadas a reduzir entraves regulatórios desnecessários relacionados ao acesso às infraestruturas de pagamento e à aplicação dos controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”, diz o texto, sugerindo que há parcialidade na prevenção desses crimes pelo sistema controlado pelos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o BIS, a “adoção de tecnologias como a tokenização tem potencial para aprimorar os pagamentos internacionais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Entretanto, a tecnologia, por si só, não é capaz de melhorar os pagamentos internacionais. Ela não resolve desafios relacionados à governança entre países nem o desalinhamento de incentivos e esforços entre uma ampla diversidade de participantes”, diz o texto, sugerindo sabotagem por governos alinhados aos meios tradicionais, ligados às bandeiras de cartões de crédito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso reforça a necessidade de que as autoridades públicas promovam soluções tecnológicas dentro de um marco jurídico e regulatório sólido, sustentado por mecanismos robustos de governança e supervisão. À medida que essas inovações evoluem, será fundamental compreender como as novas infraestruturas de pagamento interagem entre si e com os sistemas já existentes, bem como avaliar seus impactos sobre o ecossistema global de pagamentos e sobre a estabilidade financeira”, conclui o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com a análise do banco, o sistema de pagamento brasileiro é, atualmente, exemplo no mundo e por isso o projeto Nexus vem sendo chamado de Pix Internacional, ameaçando a hegemonia de Visa e Mastercard – e consequentemente dos EUA – no xadrez financeiro mundial.</p>
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