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	<title>Pesquisa do Dieese e centrais &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Trabalhadores querem direitos, jornada menor e veem sindicatos como essenciais, aponta Dieese</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 14:05:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CLT e Sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Para diretora técnica do Dieese, pesquisa desmonta narrativa neoliberal de rejeição à CLT e dispensa atuação sindical A&#160;pesquisa&#160;O Trabalho e o Brasil, realizada pelo Vox Populi em parceria com centrais sindicais e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela um cenário que contraria discursos dominantes sobre o mundo do trabalho. Quase 68% [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-16e79adbaafdbcb462113302988e60da">Para diretora técnica do Dieese, pesquisa desmonta narrativa neoliberal de rejeição à CLT e dispensa atuação sindical</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/11/10/mais-da-metade-dos-autonomos-que-ja-tiveram-carteira-assinada-querem-voltar-para-a-clt/">pesquisa&nbsp;<em>O Trabalho e o Brasil</em></a>, realizada pelo Vox Populi em parceria com centrais sindicais e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela um cenário que contraria discursos dominantes sobre o mundo do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 68% dos entrevistados consideram os sindicatos importantes ou muito importantes, e quase 56% dos autônomos que já tiveram carteira assinada afirmam que “com certeza” gostariam de voltar ao regime de&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/colunista/valdete-souto-severo/2025/04/22/ser-ou-nao-ser-clt-nao-e-essa-a-questao/">Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriana Marcolino, diretora técnica do Dieese, afirma que o resultado surpreendeu até mesmo especialistas. “Surpreendeu porque o que sempre temos acesso são informações que vêm de determinados segmentos da sociedade, de pesquisas de grandes empresas de mídia, que repetem continuamente que o movimento sindical não tem mais representatividade”, disse. Para ela, quando a pergunta é feita diretamente aos trabalhadores, surge outro retrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcolino aponta uma dissonância entre o discurso conservador e neoliberal, que reduz o&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/03/17/as-mudancas-nas-relacoes-de-trabalho-e-o-movimento-sindical/">papel sindical</a>, e a opinião dos trabalhadores. “Todos esses segmentos destacaram a importância do sindicato, que eles gostariam de participar dos sindicatos e de se filiar”, apontou. O problema, diz, é que a realidade de precarização e fragmentação das últimas décadas dificulta essa aproximação. “A classe trabalhadora foi fragmentada em uma situação bastante diversa de contratos precários, informalidade, terceirização, práticas antissindicais, alta rotatividade”, citou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também identificou que 52,4% dizem não conhecer concretamente a atuação da entidade que os representa. Marcolino explica que parte desse desconhecimento se relaciona ao modelo sindical brasileiro, que não permite a representação de amplos segmentos. “Tem muitos grupos de trabalhadores, muitas ocupações que não têm representação sindical”, ressaltou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="575" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-1024x575.jpg" alt="" class="wp-image-65534" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-1024x575.jpg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-300x168.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-150x84.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-768x431.jpg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-1536x862.jpg 1536w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-1100x617.jpg 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-600x337.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada-20x11.jpg 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-de-maio-2025-bandeirao-e-povo-atras-caminhada.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as prioridades para a ação sindical, 63,8% pedem melhores salários e 36,6% bons empregos. Para a diretora do Dieese, isso aparece em todas as etapas da pesquisa. “Nós vivemos num país de salários muito baixos, em que a exploração do trabalho é muito grande”, explicou. Ela destaca que a defesa dos direitos continua importando, contrariando a narrativa de que o trabalhador “quer empreender”. “As pessoas querem direitos e querem melhores salários e querem se organizar coletivamente”, rebateu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da jornada de trabalho também aparece como um desejo dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, cerca de 80% responderam que são a favor da pauta e do&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/06/23/fim-da-escala-6x1-vai-quebrar-a-economia-especialistas-questionam-estudos-da-fiemg-e-da-fgv/">fim da escala 6×1</a>.” Segundo ela, muitos autônomos relatam escolher essa forma de ocupação apenas porque conseguem conciliar o trabalho com responsabilidades de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os autônomos, além dos 56% que já tiveram CLT e afirmam que voltariam com certeza, outros 30,9% dizem que talvez retornariam. “O fato da pessoa dizer que ela é uma empreendedora ou um trabalhador autônomo não significa que ela é contra os direitos previstos na CLT”, afirma Marcolino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ela, esse “empreendedorismo” frequentemente é pura sobrevivência. “As ocupações dessas pessoas são de ambulantes, manicure, pedreiro… Não se trata de um empreendedorismo; é o que chama de empreendedorismo de necessidade”, indicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora avalia que a pesquisa desmonta a ideia de que a classe trabalhadora rejeita a proteção social ou deseja ser “empreendedora de si mesma”. “As pessoas estão abrindo mão da aposentadoria para poder pagar a conta hoje”, resumiu. Por isso, diz, o levantamento traz “novas leituras para o mercado de trabalho e para esse senso comum que procura homogeneizar como se todo mundo quisesse ser empreendedor de si mesmo, rentista”, analisou.</p>
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