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	<title>PEC &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Câmara debate maioridade penal na próxima semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
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				<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Maioridade Penal]]></category>
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<p>A Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a e de Cidadania (CCJ) da C&acirc;mara dos Deputados retoma, na pr&oacute;xima semana, o debate sobre a Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) 171/93 que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. Nesta quarta-feira (18), a CCJ aprovou dois requerimentos para realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sobre a admissiblidade da proposta. A primeira ser&aacute; ter&ccedil;a-feira (24).</p>
<p>Um dos requerimentos prop&otilde;e ouvir representantes de diversas entidades da sociedade civil. Entre elas, est&atilde;o a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Anced), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associa&ccedil;&atilde;o dos Magistrados Brasileiros (AMB). Tamb&eacute;m dever&atilde;o ser ouvidos dois constitucionalistas com opini&otilde;es favor&aacute;vel e contra a redu&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>A vota&ccedil;&atilde;o da admissibilidade da proposta foi um dos pontos da pauta da reuni&atilde;o da comiss&atilde;o realizada na ter&ccedil;a-feira (17). Um pedido de vista coletivo do parecer do relator que &eacute; contra a admissibilidade, foi a causa do adiamento.</p>
<p>Antes da leitura do parecer, a CCJ rejeitou, por 37 votos a 19 , o requerimento que pedia a retirada da pauta de vota&ccedil;&atilde;o da PEC e das 38 propostas apensadas a ela. Todas tratam da quest&atilde;o da maioridade penal &ndash; a primeira, apresentada em 1993, prop&otilde;e redu&ccedil;&atilde;o de 18 anos para 16 anos.</p>
<p>Em seu parecer, o relator argumenta que as propostas ferem cl&aacute;usula p&eacute;trea da Constitui&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m desrespeitam o Pacto de S&atilde;o Jos&eacute;, tratado internacional de direitos humanos do qual o Brasil &eacute; signat&aacute;rio e que determina que crian&ccedil;as e adolescentes recebam tratamento socioeducativo, que &eacute; cumprido separadamente dos adultos.</p>
<p>Desde 1993 tramitam na C&acirc;mara propostas que pedem redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal. O tema &eacute; pol&ecirc;mico, os favor&aacute;veis &agrave; redu&ccedil;&atilde;o argumentam que adolescentes menores de 18 anos t&ecirc;m completo discernimento para entender que est&atilde;o cometendo crimes e, portanto, devem ser punidos de acordo com a gravidade do ato. Os que s&atilde;o contra argumentam que a medida, al&eacute;m de simplista, n&atilde;o refletir&aacute; diretamente na redu&ccedil;&atilde;o da criminalidade. Para eles, o Estado deve investir mais em pol&iacute;ticas sociais, de educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o profissional e de prote&ccedil;&atilde;o aos jovens.</p>
<p>O Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA) considera que menores de idade s&atilde;o pessoas em fase peculiar de desenvolvimento. Em caso de pr&aacute;tica de crimes, os chamados atos infracionais, por adolescentes, o ECA determina a ado&ccedil;&atilde;o de medidas socioeducativas.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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