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	<title>PEC 06/19 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>PEC 06/19 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Reforma da Previdência é aprovada e aposentadoria fica mais difícil para trabalhador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição Federal de 1988]]></category>
		<category><![CDATA[INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)]]></category>
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					<description><![CDATA[O Senado aprovou, em segundo turno, a reforma da Previdência Social proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), em janeiro deste ano. Essa reforma tira direitos fundamentais de mais de 100 milhões de brasileiros A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) número seis recebeu 60 votos a favor e 19 contra, a reforma tira direitos fundamentais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado aprovou, em segundo turno, a reforma da Previdência Social proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), em janeiro deste ano. Essa reforma tira direitos fundamentais de mais de 100 milhões de brasileiros</p>
<p>A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) número seis recebeu 60 votos a favor e 19 contra, a reforma tira direitos fundamentais de mais de 100 milhões de brasileiros, que estão no mercado de trabalho formal, informal ou já são aposentados e pensionistas. Os destaques individuais apresentados pelos senadores foram rejeitados.</p>
<p> </p>
<p>As lideranças que orientaram as bancadas a votar a favor da <a href="https://santosbancarios.com.br/pesquisa/reforma+da+previd%C3%AAncia/AND/t" target="_blank">reforma da Previdência</a> foram: MDB, Podemos, Republicanos, PSL, PSC, PSDB, Democratas e Progressistas. PT, Rede, PSB e PDT se posicionaram contra. O PSD, Pros e o Cidadania liberam a bancada para votar.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Todos perdem. Não tem ninguém que ainda vai se aposentar que não vai ter algum direito retirado por conta dessa PEC&#8221;, explicou o senador Paulo Paim (PT-RS).</p>
<p> </p>
<p>O relator da reforma foi o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que defendeu as mudanças. &#8220;O texto chega a quase um consenso nessa Casa. Temos que encerrar isso hoje. Não podemos fazer nada que faça esse projeto para a Câmara. O texto não é perfeito, mas dentro da diversidade da Casa é o melhor texto possível&#8221;, argumentou.</p>
<p> </p>
<p>A reforma estabelece uma idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres com tempo mínimo de contribuição de 20 anos e 15 anos, respectivamente. O valor, porém, será equivalente a 60% da média do valor de referência das contribuições, ou seja, o equivalente à renda do trabalhador na ativa.</p>
<p> </p>
<p>Para ter direito ao valor integral, a partir de agora, trabalhadores devem contribuir por 40 anos. Na prática, o trabalhador e a trabalhadora terão que trabalhar muito mais tempo, além do limite da idade mínima, para ter direito ao valor integral.</p>
<p> </p>
<p>Pela regra em vigor anteriormente, o valor integral do benefício era garantido pela fórmula 86/96. A soma da idade e do tempo de contribuição para homem deveria ser igual a 96, sendo obrigatório um mínimo de 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a aposentadoria integral poderia ser concedida se a soma da idade e do tempo de contribuição (30 anos no mínimo) atingisse 86 pontos.</p>
<p> </p>
<p>A reforma também acabou com a regra da aposentadoria por idade, que exigia 15 anos de contribuição e idade mínima de 60 anos para a mulher e 65 anos para os homens. De cada dez aposentadorias concedidas, sete eram por idade.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Exemplos</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Atualmente, um trabalhador que hoje tem 65 anos de idade e 29 de contribuição, pela regra antiga da aposentadoria por idade, poderia se aposentar agora. Para a aposentadoria por tempo de contribuição, daqui a seis anos. No entanto, com a regra nova, ele só vai se aposentar com direito ao valor integral do benefício daqui a 11 anos.</p>
<p> </p>
<p>Uma mulher com 56 anos de idade e 26 anos de contribuição precisaria esperar mais quatro anos para conseguir se aposentar (regra 86/96). Com a reforma, essa mesma trabalhadora terá que esperar seis anos para se aposentar com o valor integral.</p>
<p> </p>
<p>O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destacou que a reforma foi cruel porque só atingiu a classe trabalhadora e os mais pobres.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Não teve nenhuma discussão para falar da tributação sobre o capital acumulado. Sobre as grandes fortunas, sobre a concentração de renda. A investida é contra o trabalhador que está lá dentro da mina, no pesado e ganhando pouco&#8221;, assinalou o Rede.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Rigidez</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Com a alteração das regras, que distanciam os trabalhadores dos benefícios, o Estado deve retirar, no mínimo, R$ 800 bilhões do montante pago em aposentadorias, auxílios e pensões pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em dez anos, segundo a análise do próprio governo.</p>
<p> </p>
<p>No texto apresentado pelo Executivo no começo do ano, com regras ainda mais rígidas do que as que foram aprovadas nesta terça, a reforma tinha uma previsão de cortar R$ 1,2 trilhão dos benefícios em uma década.</p>
<p> </p>
<p>Para a oposição, a reforma descaracteriza completamente os princípios da Seguridade Social, estabelecidos na Constituição Federal de 1988, como um sistema de distribuição de renda e proteção social em todo território nacional.</p>
<p> </p>
<p>Na votação em primeiro turno, no dia 1° de outubro, a reforma teve 56 votos a favor e 19 contra.</p>
<p> </p>
<p>Nos dez meses de tramitação no Congresso, a proposta de reforma do governo foi perdendo volume, por conta dos protestos da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.</p>
<p> </p>
<p>Por exemplo, foi rejeitada a regra de capitalização individual; a regra que determinava um valor menor da pensão caso a viúva não tiver filhos; fim da regra que permitia valores menores que um salário-mínimo para as pensões e benefícios para deficientes carentes.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Pararela</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Os debates no Congresso sobre as regras da Previdência não terminam com a aprovação da PEC 06/19. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está analisando a PEC 133/19, a chamada PEC paralela. Nela estão os pontos polêmicos que ficaram de fora, por enquanto, da reforma. Por exemplo, a inclusão dos estados e municípios na reforma; a tributação das entidades filantrópicas e o fim da isenção para as exportações do agronegócio.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Transição</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Para os trabalhadores que estão perto de se aposentar terão que cumprir um pedágio, um período a mais de contribuição, de acordo com o tempo de faltaria pela regra antiga, mais idade mínima. As regras mudam para os servidores públicos e para os trabalhadores da inciativa privada. Confira os modelos de transição <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/infograficos/2019/08/regras-de-transicao-para-trabalhadores-em-atividade" target="_blank">veja aqui</a>.</p>
<p> </p>
<p>O senador José Serra (PSDB-SP) argumentou que as regras aprovadas não são suficientes e que espera mais arrochos para reduzir os custos com os pagamentos das aposentadorias e pensões.</p>
<p>Fonte: Brasil de Fato<br />Escrito por: Juca Guimarães &#8211; Edição: Rodrigo Chagas</p>
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