<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>números de feminicídio 2025 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/numeros-de-feminicidio-2025/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 03 Mar 2026 12:28:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>números de feminicídio 2025 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/numero-de-vitimas-de-feminicidio-supera-em-38-registros-oficiais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cresce feminicídio 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio 2025]]></category>
		<category><![CDATA[números de feminicídio 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=66970</guid>

					<description><![CDATA[Em 2025, foram registrados 6.904 casos O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país. Os dados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Em 2025, foram registrados 6.904 casos</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).&nbsp;<strong>Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como&nbsp;<em>sites</em>&nbsp;de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%),</strong>&nbsp;que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos.&nbsp;<strong>A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas.&nbsp;<strong>Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio.&nbsp;<strong>A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Violência negligenciada</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/estado-de-sao-paulo-tem-aumento-de-feminicidios-em-janeiro-deste-ano" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>feminicídio não é um crime inesperado</strong></a>. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios.&nbsp;<strong>Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país.&nbsp;</strong>Segundo Daiane, pesquisadora do&nbsp;Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
