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	<title>novo coronavírus &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Coronavírus: Brasil deve passar de 100 mil mortes com a flexibilização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Com restaurantes, bares, academias e shoppings abertos, o coronavírus encontrou terreno fértil para avançar pelo país e as mortes podem durar meses dizem especialistas As cenas de aglomerações flagradas por todo o país podem passar uma impressão de volta à normalidade, mas o Brasil atravessa atualmente o momento de maior disseminação do coronavírus e registra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com restaurantes, bares, academias e shoppings abertos, o coronavírus encontrou terreno fértil para avançar pelo país e as mortes podem durar meses dizem especialistas</p>
<p></p>
<p>As cenas de aglomerações flagradas por todo o país podem passar uma impressão de volta à normalidade, mas o Brasil atravessa atualmente o momento de maior disseminação do coronavírus e registra a mais elevada média de mortes por dia, rapidamente se aproximando do marco sombrio de 100 mil óbitos e sem expectativa de recuo nas próximas semanas.</p>
<p> </p>
<p>Medidas de isolamento voltadas a diminuir a transmissão do vírus foram afrouxadas em praticamente todo o país diante da pressão econômica e da ausência de uma ação nacional coordenada, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro sempre se mostrou contrário às quarentenas e criticou governadores e prefeitos que as decretaram.<br /> Com restaurantes, bares, academias e shoppings abertos, o coronavírus encontrou terreno fértil para avançar pelo país, que registrou na semana passada seu maior número de casos semanais desde o início da pandemia: 319.653 infecções, uma alta de 36% em comparação com os 235.010 da semana anterior.</p>
<p> </p>
<p>Também foi registrado o maior número de mortos em uma semana epidemiológica desde o início da pandemia, com 7.677, uma média de 1.096 por dia &#8212; na sexta semana seguida com mais de 1.000 mortes por dia em média.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;As previsões de comportamento de curva de pico não se confirmaram e infelizmente o Brasil está vivendo a pior fase da pandemia, e paradoxalmente as políticas públicas e o próprio comportamento da população vão no sentido contrário, como se nós não estivéssemos vivendo uma tragédia diária&#8221;, afirmou Alexandre Naime, chefe do departamento de Infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp).</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Vamos viver nessa condição de um número médio acima de 1.000 ou 1.100 óbitos por muitas semanas, talvez por muitos meses, o que vai levar a um número total de óbitos infelizmente trágico, provavelmente muito superior a 100 mil óbitos&#8221;, acrescentou.</p>
<p> </p>
<p>Depois de rondar os 50% de adesão ao isolamento social no final de março e durante o mês de abril, o país atualmente tem registrado menos de 40% de adesão durante quase todos os dias de semana em julho, chegando a registrar 35,2% de isolamento no dia 17, segundo o Índice de Isolamento Social &#8212; ferramenta que utiliza dados de localização de aplicativos instalados em mais de 60 milhões de telefones celulares pelo país.</p>
<p> </p>
<p>Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, usuários do transporte público têm relatado superlotação em ônibus, trens e metrô apesar da pandemia. Uma ameaça de greve na capital paulista, que acabou não se concretizando, gerou aglomeração em diversas estações na manhã desta terça-feira.</p>
<p> </p>
<p>Acompanhando o aumento do número de pessoas nas ruas, o Brasil registrou na semana passada o recorde diário de 67.860 casos na quarta-feira e passou dos 50 mil nos três dias seguintes &#8212; algo que só havia acontecido uma vez desde o início da pandemia, em 19 de junho, quando o Ministério da Saúde disse que houve a inclusão de dados represados no sistema.</p>
<p> </p>
<p><strong>CURVA: SEM ARREFECIMENTO</strong></p>
<p>Segundo país mais afetado pela pandemia, com 2.442.375 casos e 87.618 mortes, o Brasil parece seguir os mesmos passos dos Estados Unidos, o país mais atingido do mundo, de acordo com o pesquisador Christovam Barcellos, coordenador do Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p> </p>
<p>&#8220;A curva do Brasil, infelizmente, não mostra nenhum sinal de arrefecimento, de diminuição da transmissão, isso é muito preocupante&#8221;, disse. &#8220;Um cenário possível é repetir os Estados Unidos, que não é uma segunda onda, é uma onda em cima de outra onda. Subiu, estabilizou e subiu novamente. O cenário não é bom.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>O Brasil registrou média de 45,6 mil casos por dia na semana passada, o que indica que o terceiro milhão de casos será mais rápido que o anterior. Se a média for mantida, serão necessários 22 dias, ante os 27 dias passados para o segundo milhão, atingido em 16 de julho. Para o primeiro milhão foram quase quatro meses.</p>
<p> </p>
<p>Barcellos alertou que nas próximas semanas o aumento nos casos pode resultar também em alta nas mortes, principalmente diante da maior exposição de pessoas do grupo de risco ao vírus.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;No começo da pandemia havia um cuidado enorme com idosos e portadores de doenças crônicas, mas agora em diante a gente pode expor essa população que estava protegida, seja pela volta das pessoas ao trabalho ou até pela volta às aulas que já está sendo considerada em diversos Estados&#8221;, afirmou.</p>
<p> </p>
<p><strong>&#8220;Estamos prevendo, infelizmente, um aumento do número de mortos&#8221;</strong></p>
<p>A aceleração da pandemia ocorreu simultaneamente com um processo de interiorização, em que os focos saíram das capitais mais atingidas inicialmente e passaram para cidades do interior e Estados que evitaram o primeiro impacto da doença por terem menor ligação com o exterior.</p>
<p> </p>
<p>A Região Sul atualmente registra crescimento acelerado no número de casos de Covid-19, anulando quedas vistas em outros locais do país, como no Rio de Janeiro e em alguns Estados do Norte e do Nordeste.</p>
<p> </p>
<p>Questionado, o Ministério da Saúde apontou o avanço nos Estados do Sul, reforçado pela chegada do inverno, como principal motivo para o maior número de casos de Covid-19 no Brasil desde o início da pandemia.</p>
<p> </p>
<p>Segundo o ministério, uma portaria editada na semana passada que tornou obrigatória a notificação oficial de testes de Covid-19 realizados por qualquer laboratório do Brasil não teve impacto nos números até o momento.</p>
<p>Crédito: Paulo Henrique Dias/Defato<br />Fonte: terra.com.br<br />Escrito por: Pedro Fonseca</p>
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