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	<title>Negociação Coletiva &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Negociação Coletiva &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Abril teve 94% das negociações salariais com reajustes acima da inflação</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/abril-teve-94-das-negociacoes-salariais-com-reajustes-acima-da-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 09:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[negociação salarial]]></category>
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					<description><![CDATA[Variação real média foi de 1,39%. Considerando os dados de janeiro a abril, 90% das negociações resultaram em ganhos reais. As negociações salariais seguem em trajetória positiva no Brasil: em abril, 94% tiveram reajustes acima da inflação. A variação real média foi de 1,39% acima da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Variação real média foi de 1,39%. Considerando os dados de janeiro a abril, 90% das negociações resultaram em ganhos reais.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As negociações salariais seguem em trajetória positiva no Brasil: em abril, 94% tiveram reajustes acima da inflação. A variação real média foi de 1,39% acima da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE. Os dados forma divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a medição, de um total de 92 reajustes da data-base registradas até 8 de maio, 93,5% resultaram em ganhos reais aos salários. Outros 4,3% conseguiram só a recomposição do poder de compra e 2,2% ficaram abaixo da inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os dados de janeiro a abril, 90% das negociações analisadas resultaram em ganhos acima do INPC. De acordo com o Dieese, “o percentual é significativamente superior ao registrado no período das últimas 12 datas-bases, em que ganhos reais foram observados em 77,1% dos casos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a entidade, a variação real média dos reajustes de abril (1,39%) foi menor do que o observado em março (1,99%). Já no caso de janeiro a abril, a variação média real ficou em 1,81% e em 0,94% quando consideradas as 12 últimas datas-bases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não houve, até o momento, reajustes parcelados e, no caso do escalonamento do reajuste — pago em percentuais diferentes conforme a faixa salarial do trabalhador ou tamanho da empresa — o percentual foi de 7,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o valor médio dos pisos salariais no período de janeiro a abril foi de R$ 1.867, enquanto o mediano ficou em R$ 1.736. Nas últimas 12 datas-bases, o valor médio dos pisos foi de R$ 1.920, e o mediano, de R$ 1.804</p>



<h4 class="wp-block-heading">Setores econômicos e regiões</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O setor de serviços continua sendo o que teve melhor desempenho em 2026, com quase 92% das negociações obtendo ganhos reais. Na sequência vem o meio rural, com 90%; indústria, com 89% e comércio, com 86%. Em relação à variação real média, observa-se a mesma ordem: em primeiro, os serviços (2,01%), seguidos por setor rural (1,65%), indústria (1,64%) e comércio (1,41%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dieese também informa que considerando as últimas 12 datas-bases, os industriários tiveram o maior percentual de reajustes acima da variação (82,1%), enquanto o setor de serviços obteve a maior variação real média (0,98%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior piso médio deste ano foi encontrado em serviços (R$ 1.912), enquanto o maior piso mediano ocorreu no setor rural (R$ 1.850). Nas últimas 12 datas-bases, o maior piso médio foi observado também nos serviços (R$ 1.965) e o maior mediano, na indústria (R$ 1.857).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando o recorte regional, o Dieese destaca que, entre janeiro e abril de 2026, “os reajustes acima da inflação foram frequentes, presentes em mais de 87% das negociações em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste, com ganhos reais em 93,2% dos casos. Nessa região também foi observada a maior variação real média dos salários: 2,24%”.</p>



<h4 class="wp-block-heading has-text-align-center"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/">Fortaleça suas lutas. Sindicalize-se!</a></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>TST: Só sindicato de trabalhador pode propor ação de reajuste salarial</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/tst-so-sindicato-de-trabalhador-pode-propor-acao-de-reajuste-salarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 08:31:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Direito do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[SDC - Seção Especializada em Dissídios Coletivos]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Regional do Trabalho (TRT)]]></category>
		<category><![CDATA[TST Tribunal Superior do Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Corte afirmou que apenas sindicatos de trabalhadores podem pleitear reajustes e condições de trabalho, em virtude da falta de consenso nas negociações O TST, por meio de sua SDC &#8211; Seção Especializada em Dissídios Coletivos, rejeitou recurso interposto pelo&#160;Sindiceram &#8211;&#160;Sindicato das Indústrias de Cerâmica para Construção e de Olaria de Criciúma, que buscava a revisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Corte afirmou que apenas sindicatos de trabalhadores podem pleitear reajustes e condições de trabalho, em virtude da falta de consenso nas negociações</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O TST, por meio de sua SDC &#8211; Seção Especializada em Dissídios Coletivos, rejeitou recurso interposto pelo&nbsp;Sindiceram &#8211;&nbsp;Sindicato das Indústrias de Cerâmica para Construção e de Olaria de Criciúma, que buscava a revisão de decisão que extinguiu ação judicial movida para debater os reajustes salariais de seus empregados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do TST reafirma o entendimento consolidado da Corte, segundo o qual apenas os sindicatos de trabalhadores possuem legitimidade para propor esse tipo de ação. A justificativa reside no fato de que o objetivo principal dessas ações é a busca por melhores condições de trabalho para os empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2021, o Sindiceram recorreu à Justiça alegando incapacidade de atender às reivindicações dos trabalhadores, consideradas &#8220;divorciadas da realidade econômica e social brasileira&#8221;, especialmente no contexto da pandemia de covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da ausência de consenso, o sindicato solicitou à Justiça do Trabalho a homologação dos aumentos e das condições propostas pelas empresas em uma lista de cláusulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o TRT da 12ª região extinguiu o processo. O TRT argumentou que a falta de acordo, por si só, não autoriza a classe patronal a buscar uma solução unilateral por meio do Judiciário. A fundamentação reside no fato de que as empresas, em princípio, detêm a autonomia para conceder tais benefícios aos seus empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu recurso ao TST, o Sindiceram reiterou seu argumento de que, no caso dos sindicatos patronais, o interesse no dissídio coletivo não se limita à concessão de vantagens ou benefícios econômicos aos empregados. O sindicato argumentou que seu objetivo era alcançar um reajuste salarial justo e algumas concessões que, por força de lei, dependem da anuência do sindicato dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relatora do caso, ministra Kátia Arruda, mencionou diversos precedentes da SDC que abordam a ilegitimidade das entidades patronais nessas situações. De acordo com a jurisprudência predominante no TST, a categoria econômica não possui interesse processual (necessidade e utilidade) para ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, visto que, teoricamente, pode conceder espontaneamente a seus empregados quaisquer vantagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em situações de redução de direitos, cabe aos sindicatos de trabalhadores deflagrar greves ou submeter o conflito à apreciação da Justiça.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=1037&amp;digitoTst=72&amp;anoTst=2021&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=12&amp;varaTst=0000&amp;submit=Consultar" data-type="link" data-id="https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=1037&amp;digitoTst=72&amp;anoTst=2021&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=12&amp;varaTst=0000&amp;submit=Consultar">1037-72.2021.5.12.0000</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2025/1/540A9902DB35E9_ROT-1037-72_2021_5_12_0000.pdf" data-type="link" data-id="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2025/1/540A9902DB35E9_ROT-1037-72_2021_5_12_0000.pdf">Confira aqui o acórdão</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading">Leia também <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-92-anos-de-luta-por-voce/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-92-anos-de-luta-por-voce/">Sindicato: 92 anos de luta por você!</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo, empresas e sindicatos chegam a acordo sobre trabalho nos feriados</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/governo-empresas-e-sindicatos-chegam-a-acordo-sobre-trabalho-nos-feriados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 09:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bares e restaurantes]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova portaria será publicada depois do carnaval, especificando setores que podem funcionar sem negociação coletiva Governo, empresários e trabalhadores chegaram a um acordo sobre a regulamentação do trabalho no comércio nos feriados. O anúncio foi feito na última quarta-feira (24) à noite. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a nova portaria está [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Nova portaria será publicada depois do carnaval, especificando setores que podem funcionar sem negociação coletiva</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Governo, empresários e trabalhadores chegaram a um acordo sobre a regulamentação do trabalho no comércio nos feriados. O anúncio foi feito na última quarta-feira (24) à noite. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a nova portaria está em fase final de redação e deverá ser publicada em 19 de fevereiro, logo depois do carnaval.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós não estamos falando de eliminar atividades, estamos tratando de estabelecer a necessidade de negociação coletiva, e as partes envolvidas estão plenamente de acordo”, afirmou o ministro. No final do ano passado, o governo publicou uma portaria (3.665) tornando sem efeito a anterior (671, de 2021), que havia liberado o trabalho aos feriados sem a devida negociação coletiva. Assim, afirma Marinho, com o novo texto estava sendo corrigida uma ilegalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve, então, um pedido de reconsideração, e as partes sentaram-se à mesa para negociar. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Julimar Roberto, será publicado anexo indicando quais setores poderão funcionar independentemente da negociação coletiva – como postos de gasolina e farmácias. “Existem alguns tipos de trabalhos que precisam funcionar por conta do atendimento à população exemplo, que pode salvar a vida de uma pessoa. É primordial”, comentou o sindicalista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ivo Dall’Acqua, representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a lista de exceções deve passar de 200. “A lei não contempla bares e restaurantes, que são do grupo de turismo e hospitalidade”, afirmou. Segundo ele, a nova portaria estabelecerá categorias que poderão funcionar sete dias da semana, como hotéis e outras atividades. “A lei diz respeito à parte do comércio que cuida do atacado e varejo, comércio de mercadorias, compra e venda.”</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reajustes salariais mantêm tendência de melhora: em 2023, quase 74% acima da inflação</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/reajustes-salariais-mantem-tendencia-de-melhora-em-2023-quase-74-acima-da-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jhuly Esteves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 12:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Dieese]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Negociação Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[reajustes salariais]]></category>
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					<description><![CDATA[Inflação menor contribui para maior quantidade de aumentos reais em acordo coletivos celebrados no ano O cenário para as negociações coletivas continua mostrando tendência de melhora, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pelo Dieese. De um total de 1.184 acordos analisados neste ano, até o último dia 9, tiveram aumento real 73,6%. Ou seja, reajustes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Inflação menor contribui para maior quantidade de aumentos reais em acordo coletivos celebrados no ano</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário para as negociações coletivas continua mostrando tendência de melhora, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pelo Dieese. De um total de 1.184 acordos analisados neste ano, até o último dia 9, tiveram aumento real 73,6%. Ou seja, reajustes salariais acima da inflação (medida pelo INPC-IBGE, usado como referência na área trabalhista).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 19,3% dos acordos resultaram em reajuste equivalente à variação do INPC em 12 meses. E 7,1% ficaram abaixo da inflação. Até agora, a média das negociações é de 0,88% acima do índice oficial.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="657" height="421" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais.jpg" alt="" class="wp-image-46608" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais.jpg 657w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais-300x192.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais-150x96.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais-600x384.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/03/reajuste-salariais-20x13.jpg 20w" sizes="(max-width: 657px) 100vw, 657px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego. Elaboração: Dieese</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“O quadro que começa a ser desenhado para 2023 mostra predominância dos reajustes salariais acima da inflação, em forte contraste com o ocorrido em anos anteriores”, afirma o Dieese em boletim. Contribui para isso a diminuição da taxa de inflação nos últimos meses. De maio a julho do ano passado, por exemplo, era necessário um reajuste em torno de 12% para repor perdas. Enquanto para categorias com data-base neste mês é preciso 5,47%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas em fevereiro, de 149 acordos analisados 69% tiveram ganho real. Foram 23,5% com reajustes equivalentes ao INPC e 7,4% abaixo. De acordo com o Dieese, o resultado do mês passado foi semelhante ao das duas datas-base anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os setores, nos primeiros dois meses de 2023 a indústria teve 76,9% de acordos com aumento real. Já os serviços ficaram com 74%. No comércio, foram 56%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor médio dos pisos salariais nos instrumentos coletivos deste ano tá em R$ 1.485,51. Fica 14,1% acima do salário mínimo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tecnologia NÃO pode ser usada para demitir mais Bancários</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/tecnologia-nao-pode-ser-usada-para-demitir-mais-bancarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[Internet Banking]]></category>
		<category><![CDATA[Negociação Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Organização Internacional do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o aumento dos investimentos em tecnologia, acontece uma mutação no perfil ocupacional dos bancos: a maior parte da categoria era representada por escriturários, 43% – sendo a segunda maior ocupação de gerentes, com 28%. Em 2015, o índice de escriturários caiu para 32%, e o cargo de gerência passou para 39%. O que há [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o aumento dos investimentos em tecnologia, acontece uma mutação no perfil ocupacional dos bancos: a maior parte da categoria era representada por escriturários, 43% – sendo a segunda maior ocupação de gerentes, com 28%. Em 2015, o índice de escriturários caiu para 32%, e o cargo de gerência passou para 39%.<br />
</p>
<p>O que há anos se previa já é concreto no nosso dia a dia. É inevitável: hoje, não é mais necessário ir até uma agência física para tirar extratos ou pagar contas. O novo modelo dos bancos já se consolidou no Brasil, e os impactos desta mudança no emprego do bancário são visíveis, principalmente no setor de back office.</p>
<p> </p>
<p>A primeira revolução foi a inserção das máquinas a vapor em substituição ao trabalho manual. Depois, a eletricidade permitiu a produção em larga escala e, em meados do século 20, a telecomunicação transformou a forma de trabalhar. Numa fusão desta tecnologia da informação, o mundo digital influencia e afeta o mercado de trabalho em todos os setores da economia – seja em países pobres ou ricos, mesmo que de formas diferentes.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" title="Tecnologia não deve ser usada para demitir mais Bancários" src="http://santosbancarios.com.br/uploads/images/2017/10/7174-1507712465.png" alt="Tecnologia não deve ser usada para demitir mais Bancários" /></p>
<p> </p>
<p>Manter os empregos é um dos maiores desafios da categoria bancária. De acordo com especialistas, a onda se alimenta na reestruturação de cargos e redução de custos com pessoal nas instituições bancárias públicas ou privadas. “Grande parte da população tem aplicativo do seu banco no celular”, afirmou a economista do Dieese, Cátia Uehara.</p>
<p> </p>
<p>No total, o mobile banking já representa um terço das transações bancárias no país, e os números sobre uso digital pelos clientes têm seguido tendência de crescimento.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Impacto no emprego </strong></span></p>
<p>Com o aumento dos investimentos em tecnologia, acontece uma mutação no perfil ocupacional dos bancos: a maior parte da categoria era representada por escriturários, 43% – sendo a segunda maior ocupação de gerentes, com 28%. Em 2015, o índice de escriturários caiu para 32%, e o cargo de gerência passou para 39%.</p>
<p> </p>
<p>Já o Santander só ganha nessa equação. Seu lucro líquido por empregado cresceu 46,6% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2016, e o resultado mundial do banco foi impulsionado pelo lucro bilionário obtido no Brasil. No caso de seus trabalhadores, o resultado não é nada positivo: foram fechados 3.245 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses (ou seja, sem substituição de pessoal). Na avaliação do Dieese, isso significa que cada bancário fica responsável pelas contas de 765 clientes em média.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Na ponta do dedo </strong></span></p>
<p>Quem frequenta as agências encara a falta de funcionários para atendimento e problemas decorrentes da sobrecarga de trabalho. Por outro lado, ao abrir o aplicativo do Santander no celular, é possível pedir empréstimos, crédito imobiliário ou renegociar dívidas com a mesma facilidade de quem abre suas redes sociais e interage com amigos pelos aplicativos. Há, inclusive, o incentivo para que o cliente navegue sem gastar seu pacote de dados.</p>
<p> </p>
<p>Os bancos têm empurrado clientes para fora das agências, seja para internet, telefone ou caixas eletrônicos. Não há como competir com esta prática, mas o desafio é coexistir.</p>
<p> </p>
<p>A questão digital é uma revolução sem volta, mas existem alternativas. De fato, afeta e automatiza o trabalho bancário, mas podemos buscar soluções junto às instituições. A digitalização bancária também aumenta potencial de fraudes e aumenta a necessidade de especialização na área. Vão aparecer outras oportunidades para a área.</p>
<p> </p>
<p>Na avaliação de dirigentes sindicais, a tecnologia deve trabalhar a favor da sociedade e não somente para gerar lucro para as empresas. Como, por exemplo, para tornar a redução da jornada de trabalho possível. Fica o alerta que esta deve ser uma preocupação de todos e traça um paralelo entre emprego e tecnologia em outros setores da economia.</p>
<p> </p>
<p>Aplicativos sociais como o AirBnb ou Couchsurfing, que oferecem hospedagem mesmo não possuindo quartos como propriedade, têm feito frente ao serviço tradicional. Com o avanço do uso destes aplicativos, as grandes redes hoteleiras como Hilton têm perdido espaço sistematicamente. Imagine só o que estão sofrendo os trabalhadores da área. Os empregos em declínio são, justamente, os do setor de serviços, construção, entretenimento, escritório e administração.</p>
<p> </p>
<p>Ainda não estamos preparados para este novo mundo. Para frear o desemprego e a precarização, é necessário o investimento em educação e capacitação, além de garantir a regulação da força de trabalho em conformidade com as Convenções nº 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que versam sobre a liberdade sindical e direito à negociação coletiva. A voz dos trabalhadores precisa ser ouvida pelas grandes corporações. Nossa tarefa é assegurar que, mesmo com as inovações, todos tenham os mesmos direitos sociais e fundamentais.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #999999;"><strong>#</strong></span> <a href="http://santosbancarios.com.br/artigo/nao-fique-so-fique-socio-e-defenda-se-contra-a-reforma-trabalhista" target="_blank">Não fique só, Fique Sócio</a></p>
<p>Fonte: Afubesp</p>
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