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	<title>Nazismo de Trump &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Nazismo de Trump &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Feliz 1938!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 17:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Hitler e Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[Os primeiros sinais da aurora deste ano confirmam que a história, ainda que não se repita, rima. Cabe à nossa geração despertar de uma sonolência inquietante e romper a amnésia coletiva. A história não nos perdoará se permanecermos como meros espectadores do desmonte da civilização Está no poder já há um tempo um governo que, [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-76feab4dd5d54fc57617647a8a340327">Os primeiros sinais da aurora deste ano confirmam que a história, ainda que não se repita, rima. Cabe à nossa geração despertar de uma sonolência inquietante e romper a amnésia coletiva. A história não nos perdoará se permanecermos como meros espectadores do desmonte da civilização</h4>



<p></p>



<p>Está no poder já há um tempo um governo que, de fato, venceu as eleições. Com o controle cada vez maior do estado, desmonta paulatinamente cada engrenagem que puder representar algum controle de suas ações. Traça, com um detalhamento que impressiona, a escolha de minorias que serão deportadas. Um governo que trouxe à cúpula do poder o nacionalismo cristão radical e supremacistas.</p>



<p>Mas é um ano, acima de tudo, revelador do comportamento desse governo em sua atitude pelo mundo.</p>



<p>Antes de mais nada, em 4 de fevereiro de 1938, o líder alemão Adolf Hitler desmontou o tradicional comando das forças armadas e, em seu lugar, criou o&nbsp;<em>Oberkommando</em>, dando ao seu gabinete controle direto para demitir qualquer general ou militar que não fosse simpático às suas causas. Naquele momento, pelo menos um deles foi expulso sob a acusação de ter comportamentos homossexuais.</p>



<p>Um século depois, a operação no Pentágono para enquadrar generais mandou uma mensagem a todos os militares: eles não estão mais à serviço da Constituição americana. A missão é a de defender um governo e seus devaneios.</p>



<p>Um mês depois, em 3 de março de 1938, Sir Nevile Henderson, embaixador britânico na Alemanha, apresentou ao Fuhrer uma proposta para um consórcio internacional que governaria grande parte da África com a Alemanha em sua liderança. Em troca, Berlim se comprometeria em nunca recorrer à guerra para alterar suas fronteiras.</p>



<p>Hitler agradeceu, mas rejeitou a proposta. No dia 12 de março daquele ano, as tropas alemãs ocuparam a Áustria.</p>



<p>O ódio contra os estrangeiros que serão subjugados é de uma semelhança impactante diante das falas repugnantes que temos ouvido contra latinos ou a população da Somália, em 2026. Em 10 de dezembro de 1938, Hermann Göring, em um discurso em Nuremberg, chamou os checos de “raça pigmeia miserável”.</p>



<p>Não há como não traçar paralelos diante do erro das potências estrangeiras diante da ameaça que lhes cercava. Em Genebra, a Liga das Nações estava praticamente abandonada, ainda que seus escritórios e funcionários operassem como se nada estivesse ocorrendo.</p>



<p>A decisão de ignorar a entidade criada depois da Primeira Guerra Mundial havia sido a escolha política de França e Reino Unido, que passaram a apostar em negociações bilaterais para silenciar os tambores da guerra.</p>



<p>Ecos daquele cenário reverberam hoje nas salas do Conselho de Segurança da ONU, incapaz ou indisposta a agir diante de mortes diárias. Soma-se a isso a missão que Donald Trump deu a seus diplomatas para destroçar as Nações Unidas, sem que seja freado por ninguém. Nem pelo Sul Global e nem por antigos aliados.</p>



<p>No dia 15 de setembro, Neville Chamberlain chega a Berchtesgaden para iniciar negociações com Hitler sobre os Sudetos da Checoslováquia. Uma segunda viagem ocorreria uma semana depois, desta vez para Godesberg para uma nova rodada de negociações com o alemão.</p>



<p>Internamente, o Fuhrer não se deixava intimidar pelos estrangeiros. Em 26 de setembro, em um discurso no Palácio dos Esportes de Berlim, Hitler desafiava o mundo e acusava governos vizinhos de serem “ditaduras”. Chantageava quem viesse negociar com ele. Mas insistia e manipulava a opinião pública dizendo que, assim como hoje ouvimos, que ele apenas queria a “paz”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Disse Hitler:</h4>



<p><strong>Sou grato ao Sr. Chamberlain por todos os seus esforços. Assegurei-lhe que o povo alemão não deseja nada além da paz; mas também lhe disse que não posso ultrapassar os limites da nossa paciência.</strong></p>



<p><strong>Assegurei-lhe, além disso, e repito aqui, que quando este problema for resolvido, não haverá mais problemas territoriais para a Alemanha na Europa. E assegurei-lhe ainda que, a partir do momento em que a Checoslováquia resolver os seus outros problemas, isto é, quando os checos chegarem a um acordo com as suas outras minorias, pacificamente e sem opressão, não terei mais interesse no Estado checo. E isso, no que me diz respeito, garanto. Não queremos nenhum checo.</strong></p>



<p><strong>Mas devo também declarar perante o povo alemão que, no que diz respeito ao problema dos alemães dos Sudetos, a minha paciência chegou ao fim. Fiz uma oferta ao Sr. Benes que nada mais foi do que a concretização do que ele já havia prometido. Agora, ele tem a paz ou a guerra nas mãos. Ou ele aceitará esta oferta e finalmente dará a liberdade aos alemães, ou conquistaremos essa liberdade para nós mesmos.</strong></p>



<p>No dia 29 de setembro, Hitler convida o italiano Benito Mussolini, o primeiro-ministro francês Édouard Deladier e o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain para uma última conferência. Pelo Acordo de Munique, os líderes concordam com as exigências alemãs relativas à anexação dos Sudetos na Checoslováquia. O governo checoslovaco sequer é consultado.</p>



<p>Neville Chamberlain retorna à Grã-Bretanha um dia depois e declara: “Paz para o nosso tempo”.</p>



<p>Naquele mesmo ano, Churchill alertou para o erro cometido pelos britânicos. “Parece que estamos muito perto da escolha sombria entre Guerra e Vergonha. Minha sensação é que escolheremos a Vergonha e, então, teremos a Guerra jogada um pouco mais tarde em termos ainda mais adversos do que no presente”, disse.</p>



<p>Em 2026, na esperança de que a potência atual se limite à anexação da Venezuela e sua transformação num protetorado, grandes potências se limitaram a emitir notas de condenação, alertas sobre o significado do direito internacional. E mais nada.</p>



<p>Em 2026, na esperança de que a Casa Branca possa ser freada na Groenlândia, América Central ou em qualquer outra região do mundo, líderes se apressam em propor negociações que apaziguem a ambição do império.</p>



<p>Todos sabemos o que ocorreu no final daquele ano de 1938. Em 9 de novembro,&nbsp;<em>Kristallnacht</em>&nbsp;– a infame Noite dos Cristais Quebrados foi conduzida pela turba nazistas contra a comunidade judaica na Alemanha e na Áustria. 91 judeus foram mortos, 30 mil foram presos e milhares de lojas e sinagogas destruídas. Uma violência “espontânea”, sempre incentivada pela liderança no poder.</p>



<p>Era o prenúncio do Holocausto. 1939 estava prestes a começar.</p>



<p>Os primeiros sinais da aurora deste ano confirmam que a história, ainda que não se repita, rima.</p>



<p>Cabe à nossa geração despertar de uma sonolência inquietante e romper a amnésia coletiva. A história não nos perdoará se permanecermos como meros espectadores do desmonte da civilização.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Jamil Chade</h5>



<p>Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.</p>
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