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	<title>multilateralismo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Lula diz que vai buscar Brics em busca de ação coordenada sobre tarifaço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 07:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista, presidente diz que ainda não há disposição real de Donald Trump para o diálogo direto e franco. Lula voltou a afirmar que Governo vai apoiar empresas nacionais e seus trabalhadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na última quarta-feira (6/8) que vai conversar com os representantes dos países que integram o [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6ad52e9672d1422e623fcd8832407f13">Em entrevista, presidente diz que ainda não há disposição real de Donald Trump para o diálogo direto e franco. Lula voltou a afirmar que Governo vai apoiar empresas nacionais e seus trabalhadores.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na última quarta-feira (6/8) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países. Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão&#8221;, disse Lula, lembrando que o Brics tem 10 países no G20, o grupo que reúne vinte das maiores economias do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, entraram em vigor quarta-feira (6/8) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Prioridades</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lula, a prioridade do governo brasileiro, neste momento, é ajudar as empresas brasileiras a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos. O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas e ajudar essas empresas a encontrar novos mercados para seus produtos&#8221;, disse. &#8220;E temos preocupação de conversar com os empresários norte-americanos a brigar com o presidente Trump para que ele possa flexibilizar isso [as tarifas]&#8221;, completou Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula ressaltou que não vê abertura para uma conversa direta com Trump neste momento, após ser questionado pela Reuters sobre a razão de ainda não ter telefonado para o presidente dos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula ainda destacou que os negociadores brasileiros estão em contato permanente com as equipes oficiais do governo norte-americano. E que já houve 10 reuniões desde maio. O presidente brasileiro reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o tema, Lula acrescentou que aplicar tarifas sobre produtos feitos nos Estados Unidos produziria impactos negativos sobre os empregos naquele país e isso, segundo o presidente brasileiro, não ajudaria. Lula disse querer dar exemplo a Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma &#8220;totalmente autoritária&#8221;. “Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Taxação abusiva não leva a lugar nenhum</h4>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Você sabe por que eu entrei no sindicato? Porque um trabalhador sozinho, fazer negociação com a Mercedes, com a Ford, com a General Motors, o acordo sempre será um acordo mau para o trabalhador e bom para o empresário. Então, eu resolvi fortalecer o sindicato para que coletivamente a gente negociasse&#8221;, disse Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder brasileiro avalia que o presidente Trump quer acabar com o multilateralismo, em que os acordos se dão coletivamente em uma instituição, e quer criar o unilateralismo, em que ele negocia sozinho com outro país. &#8220;Então, qual é o poder de negociação que tem um país pequeno como os Estados Unidos e a América do Norte? Nenhum&#8221;, questiona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Então, o que nós queremos é apenas mostrar o seguinte. Taxação abusiva não leva a lugar nenhum. As coisas vão ficar mais caras para o povo brasileiro. As coisas vão ficar mais caras para o povo americano. As coisas vão ficar mais caras para o mundo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula não descartou um futuro telefonema, mas disse acreditar que isso pode e deve ocorrer apenas em condições objetivas mais favoráveis, quando Trump estiver dando sinais consistentes de que quer negociação séria. E essas condições passam, segundo Lula, pelo fim da intromissão estadunidense na política interna do Brasil.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Intromissão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco”. “Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”. Lula também ressaltou que já houve intervenção dos Estados Unidos no golpe civil-militar de 1964.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Traição à Pátria</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a motivação explícita de Trump de interromper o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, Lula foi enfático ao repetir que não há negociação em torno deste tema. Lula disse que tanto o ex-presidente quanto seu filho, Eduardo, deveriam ser objeto de novos processos, por motivo de &#8220;traição à pátria&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse cidadão não estava preparado para disputar eleições e perder. Ele tinha o comportamento de um ditador, ele queria se perpetuar no poder, só que tem um problema, tem que perguntar para o povo, sabe, o povo é que decide, quer ou não quer, e o povo não quis&#8221;, argumentou Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E acrescentou: &#8220;Eu acho que ele deveria ser julgado por mais processo, porque o que ele está fazendo agora, insuflando os Estados Unidos contra o Brasil, causando prejuízo à economia brasileira, causando prejuízo aos trabalhadores brasileiros, ele e o filho dele deveriam ter outro processo e ser condenado como traidor da Pátria. Traidor da pátria, isso é o que ele é, porque não tem precedente na história um presidente da República e um filho que é deputado ir para os Estados Unidos para insuflar os Estados Unidos contra o Brasil. Isso nunca existiu na história, eu acho que de nenhum país do mundo&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Big techs</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula.</p>
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		<title>Lula brilha no Japão, atrai grandes investimentos e diz que Brasil &#8220;é um porto seguro&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 07:46:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comércio bilateral]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Tóquio, presidente destaca estabilidade política, reforma tributária e compromisso ambiental como diferenciais do país No encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Japão, realizado nesta terça-feira (25/3) em Tóquio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil com a estabilidade política, a retomada do crescimento econômico e a transição energética como pilares para [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-9d72bf6895a075cf0dccefe09c16d058">Em Tóquio, presidente destaca estabilidade política, reforma tributária e compromisso ambiental como diferenciais do país</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Japão, realizado nesta terça-feira (25/3) em Tóquio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil com a estabilidade política, a retomada do crescimento econômico e a transição energética como pilares para uma nova etapa na relação bilateral com o Japão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil é um porto seguro. Estamos consolidando com o Japão uma nova estratégia de relacionamento. Queremos vender e queremos comprar, mas, sobretudo, queremos compartilhar alianças entre as empresas japonesas e brasileiras para que a gente possa crescer juntos”, declarou Lula, ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente brasileiro ressaltou que o país está mais atrativo a investimentos graças a avanços como a aprovação da reforma tributária — que simplificará processos, reduzirá custos e aumentará a previsibilidade para os negócios —, além da correção de distorções no Imposto de Renda, que favorece o consumo das famílias. “Aprovamos uma histórica reforma tributária. Estamos corrigindo injustiças no Imposto de Renda para beneficiar milhões de brasileiros, aumentando o consumo das famílias e fazendo a roda da economia girar”, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o fórum, Lula anunciou a assinatura de dez acordos de cooperação em diversas áreas e quase 80 instrumentos de parceria entre empresas, bancos, universidades e instituições dos dois países. Um dos resultados já concretos da aproximação foi a venda de 15 aeronaves da Embraer ao Japão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente também deu destaque à transição energética como um eixo estratégico da cooperação bilateral. “O Brasil vai aumentar o percentual de etanol na gasolina de 27% para 30%, e no diesel vamos chegar a 20% até 2030. É positivo que, com o Plano Estratégico de Energia, o Japão eleve o percentual de bioetanol para até 10% até 2030 e até 20% a partir de 2040”, disse Lula, enfatizando a importância da descarbonização. “A descarbonização não é uma escolha, é uma necessidade e grande oportunidade. O envolvimento do setor privado é fundamental. O Brasil sempre será um aliado para reduzir a dependência global de combustíveis fósseis”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula convidou o primeiro-ministro Ishiba para comparecer à COP30, que será realizada em novembro em Belém, no Pará. “Espero que o primeiro-ministro esteja participando da COP, para ter contato com a Amazônia, de que todo mundo fala e que pouca gente conhece”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano geopolítico, Lula defendeu três pilares para a estabilidade global: democracia, livre-comércio e multilateralismo. “Temos que primeiro brigar muito pela democracia. A democracia corre risco no planeta com eleição de extrema-direita negacionista, que não reconhece sequer vacina, sequer a instabilidade climática e sequer partidos políticos”, alertou o presidente. Ele também condenou o retorno do protecionismo. “Queremos comércio livre para que a gente possa fazer com que nossos países se estabeleçam no movimento da democracia, no crescimento econômico e na distribuição de riqueza”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o multilateralismo, Lula enfatizou a importância da cooperação internacional em ciência, educação e tecnologia: “Não queremos mais muros. Não queremos mais ser prisioneiros da ignorância. Nós queremos ser livres e prisioneiros da liberdade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil foi representado no Japão por uma ampla comitiva de lideranças políticas, empresariais e institucionais. A delegação incluiu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara, Hugo Motta; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o embaixador do Brasil no Japão, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes; a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros; o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais cedo, Lula também participou de um encontro com representantes sindicais brasileiros e japoneses, no qual destacou as políticas de valorização do trabalho promovidas por seu governo. Ele citou a medida que garante salário igual para homens e mulheres que exercem a mesma função, a retomada da política de valorização do salário mínimo com ganho real, e a redução histórica da taxa de desemprego. O encontro contou com a presença de representantes da Central Única dos Trabalhadores, da Força Sindical e dos Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de Sorocaba, além da Confederação Sindical do Japão (Rengo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A visita de Lula ao Japão marca um passo decisivo na reaproximação econômica e diplomática entre os dois países, após uma década de queda no comércio bilateral, que passou de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024. O presidente sinalizou que a meta agora é reverter essa tendência, com base em confiança mútua, investimentos sustentáveis e parcerias estratégicas de longo prazo.</p>
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