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	<title>Mulheres chefiam família &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>93% das mulheres são responsáveis pelo trabalho doméstico e metade chefia lares no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 12:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[exploração das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres chefiam família]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa da FPA e Sesc-SP aponta sobrecarga, informalidade no mercado de trabalho e altos índices de violência de gênero contra as mulheres A Fundação Perseu Abramo (FPA), em parceria com o Sesc São Paulo, divulgou nesta terça-feira (23) a terceira edição da pesquisa nacional&#160;“Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”. O estudo, realizado [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-5655187e2fc78233015174d58bb50b05">Pesquisa da FPA e Sesc-SP aponta sobrecarga, informalidade no mercado de trabalho e altos índices de violência de gênero contra as mulheres</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Perseu Abramo (<a href="https://fpabramo.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">FPA</a>), em parceria com o Sesc São Paulo, divulgou nesta terça-feira (23) a terceira edição da pesquisa nacional&nbsp;<em>“Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”</em>. O estudo, realizado desde 2001, acompanha ao longo de três décadas os avanços e retrocessos sociais no enfrentamento às desigualdades de gênero. Leia em&nbsp;<strong><a href="https://tvtnews.com.br/">TVT News</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A repórter Girrana Rodrigues acompanhou a apresentação e destacou que o levantamento aborda temas como machismo, feminismo, imagem da mulher, saúde, mercado de trabalho e violência de gênero. “É uma pesquisa para entender os avanços sociais, também os retrocessos em relação a esse tema, pensar, pautar políticas públicas e formas de enfrentamento às violências contra a mulher”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos dados mais contundentes é que&nbsp;<strong>93% das mulheres ainda assumem sozinhas os afazeres domésticos</strong>. Além disso, quase&nbsp;<strong>metade dos lares brasileiros (49%) são chefiados por mulheres</strong>, número que vem crescendo nas últimas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora da Fundação Perseu Abramo, Sofia Toledo, analisou os resultados. Para ela, não houve grandes alterações desde as edições anteriores quando o tema é cuidado e trabalho doméstico:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso é um reflexo das estruturas de gênero, do patriarcado, do racismo. Muitas vezes, a casa e o cuidado são vistos como responsabilidade única e exclusiva das mulheres.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toledo chamou a atenção para a vulnerabilidade econômica das chefes de família:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas mulheres que estão sendo provedoras dos lares vivem em condições de trabalho muito ruins, com rendas baixas e sem garantias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado de trabalho, o recorte de gênero evidencia desigualdades persistentes. Segundo a pesquisa,&nbsp;<strong>apenas 46% das mulheres estão no mercado formal, contra 61% dos homens. Já 58% das mulheres trabalham na informalidade</strong>, proporção superior à dos homens (45%). Essa informalidade, muitas vezes associada a bicos e atividades sem proteção social, compromete o futuro e a aposentadoria dessas trabalhadoras.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sofia Toledo reforçou a gravidade desse cenário:</h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitas dessas mulheres não estão como PJ. Elas fazem bicos, atividades que não necessariamente vão garantir a aposentadoria. É um contexto de muita insegurança e vulnerabilidade, não só para elas, mas também para as famílias que estão provendo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto preocupante revelado pelo estudo é a&nbsp;<strong>violência de gênero</strong>. De forma espontânea, cerca de 20% das entrevistadas relataram já ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, quando estimuladas com exemplos de agressões — físicas, psicológicas, verbais, patrimoniais ou sexuais — o número salta para quase&nbsp;<strong>50%</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram crescimento em praticamente todas as formas de violência em comparação às edições anteriores.&nbsp;<strong>Um em cada cinco relatos envolve violência física</strong>, enquanto&nbsp;<strong>7% das entrevistadas afirmaram ter sofrido estupro</strong>. Em 42% desses casos, o agressor era o companheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também mostra que as desigualdades recaem com mais força sobre mulheres negras, periféricas e de baixa renda, confirmando a intersecção entre gênero, classe e raça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Toledo, os números reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à proteção social e igualdade de oportunidades:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O aumento da chefia feminina dos lares, a expansão da informalidade e os altos índices de violência mostram que ainda vivemos um cenário de profunda desigualdade de gênero no Brasil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa reafirma a centralidade do debate sobre gênero no país. Os dados servem como diagnóstico das múltiplas violências e desigualdades que marcam a vida das mulheres e como instrumento para orientar a formulação de políticas públicas que enfrentem essas desigualdades de forma efetiva.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Os principais números da pesquisa:</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>3 a cada 4 mulheres têm filhos e a primeira gravidez é cedo – cerca de 4 em cada 10 mulheres têm o primeiro filho antes de completar a maioridade.</li>



<li>Cerca de 1/4 das mulheres sofreu violência física ou verbal durante o parto – crescimento na última década.</li>



<li>71% das mulheres que interromperam a gravidez não tiveram acompanhamento ou orientação médica.</li>



<li>75% das mulheres fazem acompanhamento da gestão pelo SUS e 50% se sentem satisfeitas com o serviço público de saúde.</li>



<li>50% das mulheres e homens são favoráveis que as leis atuais sobre o aborto permaneçam como estão.</li>



<li>50% das mulheres já sofreram algum tipo de violência – a física prevalece, com 11% das menções espontâneas e 22% das citações estimuladas.</li>



<li>As violências psicológica e moral são pouco reconhecidas – 2% e 1%, respectivamente, nos registros espontâneos –, mas são as mais vivenciadas por 43% e 37%, respectivamente, nas respostas estimuladas.</li>



<li>Consequências da violência sofrida refletiram principalmente na saúde mental ou emocional para 69% das mulheres.</li>



<li>91% das mulheres conhecem a Lei Maria da Penha; entre os homens o conhecimento subiu de 85%, em 2010, para 89%.</li>



<li>58% das mulheres que sofreram violência não pediram ajuda.</li>



<li>71% das mulheres que sofreram violência não denunciaram oficialmente o episódio.</li>



<li>2 a cada 10 mulheres que admitiram ter sofrido violência foram orientadas a não denunciar – o aviso partir principalmente por pessoas da própria família.</li>



<li>4 em cada 10 mulheres que relataram estupro apontaram que o agressor era o companheiro (42%).</li>



<li>99% dos domicílios têm 1 mulher como principal responsável pelos afazeres domésticos.</li>



<li>Aumento dos domicílios que têm 1 mulher como principal provedora.</li>



<li>66% das mulheres são as principais responsáveis pelos cuidados com as crianças quando elas não estão na escola e 23% as deixam aos cuidados da mãe ou da sogra.</li>



<li>Cerca de 50% das mulheres que têm crianças as criam sozinhas, sem participação de outra pessoa.</li>



<li>Entre as mulheres que têm crianças que moram apenas com elas, 46% recebem pensão alimentícia ou contribuição financeira para o cuidado com a criança – em 2001, 37% recebiam esse auxílio e, em 2010, 50%.</li>



<li>Aprofundamento da informalidade entre as mulheres e maior formalização entre os homens.</li>



<li>Renda média das mulheres é 40% inferior à dos homens.</li>



<li>Proporção de mulheres com renda abaixo de 1 salário mínimo é o dobro da dos homens: 44% ante 21%.</li>



<li>16% das mulheres não têm renda alguma.</li>



<li>4% das mulheres têm renda superior a 3 salários mínimos enquanto 18% dos homens estão nesse patamar.</li>



<li>Quanto maior a renda aumenta mais a desigualdade.</li>



<li>População economicamente ativa: renda média das mulheres é 2/3 na comparação com os homens e apenas 2% delas atingem renda acima de 5 salários mínimos – no público masculino, esse percentual é de 8%.</li>



<li>O interesse pela política diminuiu nos últimos anos para 1 a cada 4 mulheres.</li>



<li>Recuo de 80% (2010) para 71% (atual) da importância da política para as mulheres.</li>



<li>Aumento da não importância da política de 17% para 24% das mulheres.</li>



<li>1/4 das mulheres dizem que a religião deve influenciar a política.</li>



<li>Maioria das mulheres e pouco mais da metade dos homens admitem que há preconceito e discriminação contra as mulheres na política.</li>



<li>Apenas 8% das mulheres participam ou já participaram de grupos, associações, coletivos, organizações, cooperativas, conselhos ou algum outro movimento social.</li>



<li>11% das mulheres participam de comícios, passeatas, atos ou manifestações públicas.</li>
</ul>
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