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	<title>MPT &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Itaú não libera bancária que abortou em agência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Itaú]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Absurdo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mesmo ensanguentada, trabalhadora não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, guardando nesse período o feto em um saco plástico Uma funcion&#225;ria de uma ag&#234;ncia do Ita&#250; em Palmas (TO) teve um aborto espont&#226;neo no local e s&#243; foi liberada para ir ao hospital tr&#234;s horas depois. Mesmo ensanguentada, a banc&#225;ria n&#227;o p&#244;de sair [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo ensanguentada, trabalhadora não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, guardando nesse período o feto em um saco plástico</p>
<p>Uma funcion&aacute;ria de uma ag&ecirc;ncia do Ita&uacute; em Palmas (TO) teve um aborto espont&acirc;neo no local e s&oacute; foi liberada para ir ao hospital tr&ecirc;s horas depois. Mesmo ensanguentada, a banc&aacute;ria n&atilde;o p&ocirc;de sair da ag&ecirc;ncia at&eacute; fechar a tesouraria, guardando nesse per&iacute;odo o feto em um saco pl&aacute;stico.</p>
<p>Segundo relatos dos colegas, no outro dia, ap&oacute;s ir ao m&eacute;dico, a funcion&aacute;ria voltou &agrave; ag&ecirc;ncia para transferir a tesouraria para outro banc&aacute;rio, e teve seu direito legal de 30 dias de afastamento reduzido para apenas quatro.</p>
<p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho em Palmas pede na Justi&ccedil;a Trabalhista a condena&ccedil;&atilde;o do Ita&uacute; por pr&aacute;tica de ass&eacute;dio moral organizacional no estado do Tocantins. A multa pretendida &eacute; de R$ 20 milh&otilde;es por dano moral coletivo.</p>
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<p>A investiga&ccedil;&atilde;o promovida pelo MPT-TO foi conduzida pela procuradora Mayla Mey Friedriszik Octaviano Alberti, que buscou, diversas vezes, a manifesta&ccedil;&atilde;o do banco para defesa. No entanto, o Ita&uacute; n&atilde;o respondeu durante todo o procedimento, sem apresentar os documentos solicitados, nem responder notifica&ccedil;&otilde;es enviadas. Para a procuradora Mayla Alberti, &ldquo;os depoimentos colhidos s&atilde;o un&iacute;ssonos e demonstram que a r&eacute; sobrecarrega seus funcion&aacute;rios com ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es e carga excessiva de trabalho, muitas vezes n&atilde;o computando a integralidade das horas suplementares laboradas, contribuindo para um flagrante preju&iacute;zo &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos obreiros&rdquo;.</p>
<p>Entre as obriga&ccedil;&otilde;es pretendidas na A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica (ACP), destacam-se o estabelecimento de metas compat&iacute;veis com a atividade laboral, a pausa remunerada para descanso, o pagamento de horas extras com correta anota&ccedil;&atilde;o, o n&atilde;o ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o perseguir banc&aacute;rios que prestaram depoimentos no inqu&eacute;rito civil.</p>
<p>A den&uacute;ncia da situa&ccedil;&atilde;o foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Cr&eacute;dito do Estado do Tocantins (Sintec-TO). Al&eacute;m deste caso, foram v&aacute;rios os relatos da press&atilde;o excessiva exercida pelo banco, que por vezes impossibilitava o almo&ccedil;o dos funcion&aacute;rios ou os faziam ficar muito al&eacute;m do expediente, sem anotar as horas extras trabalhadas. Segundo depoimentos, o n&uacute;mero reduzido de banc&aacute;rios resulta no ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es como as de gerente operacional e de caixa.</p>
<p>Nesse ambiente insalubre, empregados sofreram doen&ccedil;as organizacionais, como estresse, tendinite e les&atilde;o por esfor&ccedil;o repetitivo, sendo alguns demitidos em raz&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de. A procuradora Mayla Alberti ressalta que &ldquo;essa desastrosa gest&atilde;o laboral&rdquo; j&aacute; ocasionou a perda de uma vida (nascituro), al&eacute;m de amea&ccedil;ar outras, &ldquo;geradas em condi&ccedil;&otilde;es adversas decorrentes de press&atilde;o e estresse laboral&rdquo;.</p>
<p>Fonte: Com informações do Ministério Público do Trabalho &#8211; TO<br />Escrito por: SEEB SP</p>
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