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	<title>MPT e postagens políticas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>MPT e postagens políticas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 11:27:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sindicato tem o direito de manifestações políticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nota técnica do Ministério Público do Trabalho destaca a autonomia sindical, a liberdade de expressão e a proteção contra práticas antissindicais e discriminação política O Ministério Público do Trabalho (MPT) reafirmou o direito das organizações sindicais de participar do debate público e eleitoral, manifestar posicionamentos políticos e defender propostas de governo, respeitados os limites estabelecidos [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Nota técnica do Ministério Público do Trabalho destaca a autonomia sindical, a liberdade de expressão e a proteção contra práticas antissindicais e discriminação política</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público do Trabalho (MPT) reafirmou o direito das organizações sindicais de participar do debate público e eleitoral, manifestar posicionamentos políticos e defender propostas de governo, respeitados os limites estabelecidos pela legislação. A orientação consta na Nota Técnica PGT/MPT nº 6/2026, assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, em 21 de outubro.<br><br>O documento reforça a autonomia das entidades representativas dos trabalhadores e a necessidade de protegê-las contra intervenções indevidas, constrangimentos, discriminações e práticas que possam comprometer o livre exercício da atividade sindical.<br><br>A manifestação do MPT ocorre em meio à discussão sobre a participação de entidades sindicais no processo eleitoral de 2026. Em nota intitulada “Não seremos calados”, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) criticou a iniciativa do candidato à Presidência da República Flávio Nantes Bolsonaro de ajuizar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra organizações sindicais, movimentos sociais e dirigentes.<br><br>Na avaliação da Contraf, a ação busca restringir a atuação das entidades e impedir que cumpram seu papel constitucional de debater temas de interesse da classe trabalhadora, incluindo propostas dos candidatos para o país e para as relações de trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Liberdade sindical também compreende participação política</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Nota Técnica nº 6/2026 ressalta que a liberdade sindical, assegurada pela Constituição Federal, não se limita à negociação de salários e condições de trabalho. A defesa dos interesses dos trabalhadores também abrange a participação em debates sobre políticas econômicas, sociais, previdenciárias, tributárias e trabalhistas, além de projetos legislativos e propostas governamentais que afetem a vida da população.<br><br>Segundo o MPT, as organizações sindicais podem formular propostas, avaliar programas de governo, promover assembleias e debates e manifestar apoio ou oposição a políticas públicas. A manifestação de preferência por determinada candidatura também não caracteriza, por si só, abuso de poder econômico ou utilização ilícita de recursos sindicais.<br><br>“As entidades sindicais têm o direito e o dever de participar do debate público, porque as decisões políticas afetam diretamente a vida dos trabalhadores. Defender direitos, discutir propostas de governo e alertar a sociedade sobre os riscos de determinadas políticas faz parte do nosso papel de representação. Não vamos aceitar tentativas de silenciar o movimento sindical”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Contraf.<br><br>O documento estabelece, porém, uma distinção entre a manifestação político-institucional protegida constitucionalmente, a propaganda eleitoral submetida a regras específicas e o financiamento de campanhas. A legislação eleitoral proíbe o recebimento, por partidos e candidatos, de doações provenientes de entidades sindicais. Essa restrição, segundo o MPT, não significa que todo posicionamento político de uma entidade corresponda a uma contribuição econômica eleitoral.<br><br>Eventuais irregularidades devem ser examinadas a partir de elementos concretos, considerando a natureza da atividade, suas finalidades, os meios utilizados e a existência de contribuição economicamente apreciável em benefício de determinada candidatura.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Proteção contra intimidação e discriminação</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto destacado pelo MPT é a proteção de trabalhadores e dirigentes sindicais contra ameaças, represálias e discriminação em razão de suas convicções políticas ou de sua participação em atividades sindicais legítimas.<br><br>A nota aponta que podem ser incompatíveis com a ordem jurídica, conforme as circunstâncias de cada caso, práticas como condicionar a contratação ou a permanência no emprego à adesão a uma candidatura, impor participação em atos eleitorais mediante ameaça de consequências profissionais ou utilizar o poder empresarial para constranger trabalhadores a votar em determinado candidato.<br><br>O documento também ressalta que a liberdade política assegura tanto o direito de expressar convicções quanto o de não aderir aos posicionamentos defendidos por empregadores, entidades sindicais ou outras organizações. A manifestação institucional de uma entidade, portanto, não significa que seus representados sejam obrigados a compartilhar a mesma posição.<br><br>O MPT ainda destaca que a responsabilização individual de dirigentes sindicais exige a identificação de condutas concretas e de seus respectivos fundamentos jurídicos. O simples exercício de um cargo de direção sindical não implica, automaticamente, responsabilidade pessoal por eventual irregularidade eleitoral.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Contraf defende o direito de representar os trabalhadores</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na nota “Não seremos calados”, a Contraf sustenta que debater e criticar as propostas dos candidatos faz parte das atribuições das entidades sindicais, especialmente quando estão em jogo direitos sociais, condições de trabalho e o futuro dos serviços públicos.<br><br>A Confederação também questiona a tentativa de restringir manifestações sobre temas como privatizações e políticas trabalhistas. Para a entidade, impedir esse debate representa uma ameaça à liberdade de expressão e ao papel constitucional do movimento sindical.<br><br>A nota técnica do MPT reforça que restrições à atuação política sindical devem observar critérios de legalidade, necessidade e proporcionalidade, sem produzir censura prévia ou efeitos intimidatórios sobre entidades e dirigentes. Ao mesmo tempo, reafirma que a defesa da liberdade sindical não impede a investigação de eventuais ilícitos eleitorais, desde que sejam respeitados os pressupostos legais e as garantias constitucionais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Democracia pressupõe pluralidade</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao concluir a nota, o Ministério Público do Trabalho reafirma que a liberdade sindical é um elemento estruturante do Estado Democrático de Direito e uma condição para que os trabalhadores participem da vida política e social do país.<br><br>A proteção do processo eleitoral, segundo o órgão, deve coexistir com a autonomia sindical, a liberdade de expressão, o pluralismo democrático e a igualdade de tratamento nas relações de trabalho.<br><br>Para a Contraf, o debate público sobre as propostas apresentadas à sociedade é parte fundamental da representação da classe trabalhadora. O posicionamento da entidade é que as organizações sindicais devem continuar exercendo seu papel de defender direitos, apresentar reivindicações e discutir os rumos do país sem intimidação ou tentativas de silenciamento.</p>
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