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	<title>MP da taxação &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Mais pobres estão ganhando menos e pagando mais imposto de renda que os ricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 12:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estudo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a partir de dados oficiais, mostra crescimento da concentração de renda no país em 2020 e 2021 Estudo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) constatou aumento da desigualdade e concentração na renda entre 2020 e 2021. Segundo o levantamento, a partir de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Estudo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a partir de dados oficiais, mostra crescimento da concentração de renda no país em 2020 e 2021</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (<a href="https://www.sindifisconacional.org.br/">Sindifisco Nacional</a>) constatou aumento da desigualdade e concentração na renda entre 2020 e 2021. Segundo o levantamento, a partir de dados divulgados pela própria Receita em junho, referentes às declarações de 2022, os mais pobres estão ganhando menos e pagando mais imposto de renda que os ricos. Isso graças à regressividade que só cresce no sistema tributário nacional, segundo os auditores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma ideia, em 2021 a renda total declarada no país foi de R$ 4,238 trilhões, um aumento expressivo se comparado ao ano de 2020, que foi de R$ 3,403 trilhões. Entretanto, tal elevação se deu em um contexto de maior concentração de renda. A classe média e os mais pobres, que recebem até 20 salários-mínimos, diminuíram a sua porcentagem na renda declarada, passando de 56% para 54,5%. Já os mais ricos, foram de 44% de participação na renda total declarada para 45,5% em apenas um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Podemos atribuir o aumento na concentração de renda a três fatores principais: inflação, falta de correção da tabela do imposto de renda e isenção de lucros e dividendos do Imposto de Renda de Pessoa Física”, disse Isac Falcão, presidente do Sindifisco Nacional. “A participação relativa dos rendimentos isentos e não tributáveis, como lucros e dividendos, no total da renda declarada aumentou de 32% para 36%. O que demonstra que a regressividade do sistema tributário está se aprofundando, pois os super-ricos estão utilizando esses recursos como nunca, contribuindo ainda menos para a arrecadação federal”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, a categoria dos “lucros e dividendos recebidos pelo titular e pelos dependentes” totalizou, em 2021, R$ 555,68 bilhões. Observa-se um crescimento de 44,61% ante os R$ 384,27 bilhões declarados em 2020. Para o Sindifisco Nacional, esse movimento se deve a expectativas dos agentes econômicos de um possível restabelecimento da tributação sobre lucros e dividendos distribuídos, discutido pela equipe econômica do antigo governo. Assim, parte do empresariado antecipou a distribuição dos lucros para evitar uma provável taxação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alíquotas menores para quem ganha mais</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A desigualdade de renda se aprofunda diante dos privilégios tributários ao topo da pirâmide social. A maior alíquota efetiva média do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) brasileiro é de 11,25%, e corresponde à faixa entre 15 e 20 salários-mínimos. A partir deste ponto, ela decresce até 5,31%, para os indivíduos com renda de 240 a 320 salários-mínimos mensais e aumenta para 5,43% para rendimentos acima de 320 salários-mínimos. Ou seja, quem ganha cerca de R$ 300 mil ao mês paga menos imposto de renda proporcionalmente do que quem recebe, aproximadamente, R$ 7 mil mensais.</em></p>



<h4 class="wp-block-heading">Correção da tabela do imposto de renda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta quinta-feira (24), o Senado aprovou a Medida Provisória 1171, que trata da&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/mp-de-correcao-da-tabela-do-imposto-de-renda-e-prorrogado-por-60-dias-4625/">correção da tabela do imposto de renda</a>. A medida isenta do pagamento do IRPF trabalhadores com salários de até R$ 2.112. Antes, a isenção valia para salários até R$ 1.903,98.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também ficou estabelecida a possibilidade de os contribuintes não isentos optarem por um desconto de R$ 528 em relação ao imposto devido, sem necessidade de comprovar despesas à Receita. Isso quer dizer que as pessoas físicas que recebem mensalmente até R$ 2.640, se decidirem por essa dedução simplificada, também não terão de pagar IRPF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução encontrada pelo Governo Federal difere da correção linear tradicional da tabela do imposto de renda, no qual apenas a faixa de isenção foi reajustada. Levando em consideração os resíduos acumulados desde 1996, a defasagem passa a ser de 119,28% para a primeira faixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida torna a defasagem acumulada média de 154,85% em abril de 2023 para 145,73%, uma redução de aproximadamente 10 pontos percentuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O efeito inflacionário acumulado entre 1996 – data que a correção da tabela deixou de ser automática – e junho de 2023 foi de 434,54%, mas as correções da tabela do IRPF perfizeram somente 117,70%, valor muito aquém do necessário. “Embora a solução encontrada pelo Governo Federal auxilie os mais pobres, ela não forma um cenário com maior justiça fiscal. Para que possamos cumprir a constituição – que tem como princípio o respeito à capacidade contributiva – é preciso que sejam aprovadas no Congresso Nacional medidas visando a uma maior progressividade do sistema, como a taxação de lucros e dividendos, fundos&nbsp;<em>offshore</em>&nbsp;e fim dos juros sob capital próprio.</p>
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