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	<title>motoboys &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Mal pagos a endividados: aplicativos aprofundam exploração no Brasil, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 11:45:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nenhuma das dez maiores plataformas digitais no país oferece condições básicas de trabalho; apps também lucram com endividamento de trabalhadores O trabalho para&#160;aplicativos&#160;está cada vez mais precário no Brasil. É o que mostra o&#160;Relatório Fairwork, que foi antecipado para o&#160;ICL&#160;Notícias e divulgado nesta terça-feira (23). Neste ano, o estudo avaliou a atuação de dez principais [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-0177b6f004560c425715bc181be8fe96">Nenhuma das dez maiores plataformas digitais no país oferece condições básicas de trabalho; apps também lucram com endividamento de trabalhadores</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho para&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/preco-do-transporte/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>aplicativos</strong></a>&nbsp;está cada vez mais precário no Brasil. É o que mostra o&nbsp;<a href="https://fair.work/en/fw/trabalho-decente-ja/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Relatório Fairwork</strong></a>, que foi antecipado para o&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/conhecimento/icl/"><strong>ICL</strong></a>&nbsp;Notícias e divulgado nesta terça-feira (23). Neste ano, o estudo avaliou a atuação de dez principais plataformas digitais no Brasil — 99, Ame Flash, iFood, Lalamove, Loggi, Parafuzo, Rappi, Uber, InDrive e Superprof — e constatou que nenhuma delas cumpre os critérios mínimos de trabalho decente definidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os princípios incluem remuneração justa; condições que minimizem riscos e garantam segurança; contratos adequados, que não isentem as plataformas de responsabilidades; gestão; e representação coletiva, como sindicatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das coordenadoras da pesquisa, Julice Salvagni, professora de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.ufrgs.br/site/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>UFRGS</strong></a>), afirma que houve um aprofundamento do que os pesquisadores já tinham constatado em relatórios de anos anteriores, entre 2021 e 2023. “É um cenário de condições de trabalho desesperadoras”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores relatam horas de trabalho extenuantes e ganhos tão baixos que mal dão conta de cobrir pequenos custos. “Se um cara quebrou a perna e ficou um ano fora, ele recebeu R$ 2 mil. Esse cálculo [do seguro] nunca é suficiente”, afirma Bruno*, que faz entregas pelo iFood no Rio de Janeiro. Ele é um dos trabalhadores que conversaram com o grupo de pesquisa da Fairwork. No total, foram feitas 88 entrevistas em 13 estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bruno costuma trabalhar 80 horas semanalmente — por uma remuneração líquida de pouco mais de R$ 1 mil. Entre seus custos de trabalho, estão o aluguel da bicicleta elétrica, no valor de R$ 90 por semana, e suplemento alimentar para dar conta do desgaste físico, que demanda mais R$ 200 mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aplicativos e neocolonialismo digital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação relatada por Bruno é comum. E, além de pagar pouco, as plataformas também lucram com empréstimos aos trabalhadores. Isso porque a baixa remuneração, combinada ao alto custo de manutenção dos meios de trabalho — como, por exemplo, o reparo de um automóvel —, facilita “a ação predatória do rentismo sobre os trabalhadores, que muitas vezes recorrem a créditos”. A lógica financeira reproduz uma lógica histórica de colonialismo, mediada pela tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ineditismo desta edição do estudo é que, frequentemente, esses valores são fornecidos pelas próprias plataformas: as empresas criaram suas próprias agências financeiras, por onde disponibilizam os empréstimos aos trabalhadores. É um beco sem saída: a “escolha” por pegar o valor “emprestado” surge da falta de alternativa e do endividamento. Plataformas como Uber (Banco Digio), 99 (com serviço 99 Empresta), iFood (com iFood Pago) e InDrive (com a InDrive.Money) adotam essa prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Segundo os relatos que a gente tem, muitas vezes ele [trabalhador] ganha praticamente o custo que tem do trabalho ou nem isso, porque há muitas situações, que não são narradas, de insegurança alimentar”, alerta a pesquisadora Julice. O trabalho multiplataforma, em que a pessoa exerce funções diversas em mais de uma empresa, também foi outro ponto de queixa observado pelos pesquisadores, assim como o assédio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Empresários de si mesmos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de alerta para os pesquisadores da Fairwork é a crescente pejotização das relações de trabalho, quando profissionais atuam como pessoas jurídicas. Após a aprovação da reforma trabalhista proposta pelo governo Michel Temer, em 2017, houve um grande número de questionamentos de decisões da Justiça do Trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril, o ministro Gilmar Mendes suspendeu todos os julgamentos relacionados à pejotização. O STF fará um julgamento único que servirá de repercussão geral — com adoção em todas as instâncias do&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/conhecimento/o-que-e-poder-judiciario/"><strong>judiciário</strong></a>. No dia 6 de outubro será realizada uma audiência pública sobre o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora avalia que o fenômeno da plataformização, sem as proteções fundamentais, é um caminho sem volta. “Hoje, os motoristas e os entregadores ainda são a maioria. No entanto, é um caminho em crescente, ou seja, cada vez mais e mais trabalhadores vão estar sendo usados em suas diferentes funções”, explica. “Esse é um formato de relação de trabalho absolutamente precário, mas que, infelizmente, está em ascensão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O outro lado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da publicação do estudo, todas as empresas avaliadas tiveram a oportunidade de revisar o relatório e fornecer comentários. A Parafuzo informou que a metodologia da Fairwork desconsidera as realidades locais e as evidências apresentadas, e lamentou que o estudo “não tenha reconhecido as vantagens da Parafuzo em relação ao mercado tradicional, marcado pela informalidade e baixa remuneração. Na plataforma, todos os profissionais recebem mais de R$ 15 líquidos por hora e 97,5% recebem mais de R$ 18 líquidos por hora, após descontar custos, com total flexibilidade e autonomia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Operamos com termos de uso justos e transparentes, alinhados com a legislação e a proteção do usuário. Os serviços não envolvem riscos relevantes e todos os profissionais contam com seguro de acidentes pessoais gratuito, comunicação transparente, protocolos seguros e canais de atendimento dedicados, reafirmando nosso compromisso com condições adequadas, autonomia e impacto social positivo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Uber informou que não participou do estudo de 2025 “por entender que o princípio norteador da pesquisa se baseia em premissas derivadas de modelos tradicionais de emprego, sem considerar a necessidade de conciliar flexibilidade e autonomia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 99 diz refutar “os resultados das entrevistas, porque a metodologia utilizada pela Fairwork não foi seguida: a empresa não foi contatada para participar da etapa de entrevistas com os gestores prevista no processo de avaliação”. A Fairwork respondeu que enviou um e-mail em 10 de janeiro de 2025 convidando a 99 para uma reunião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 11 de janeiro de 2025, “enviamos o convite para o Workshop de Lançamento do Fairwork Brasil. Em 11 de julho de 2025, enviamos as pontuações provisórias e os pedidos de provas. Em 15 de agosto de 2025, escrevemos novamente para a empresa, solicitando esta nota. Apenas este último contato foi retornado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>*Nome alterado para garantir a confidencialidade do entregador</strong></p>
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		<title>Breque dos apps: entregadores suspendem paralisação após governo Lula acenar com regulamentação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2023 13:35:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apps]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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		<category><![CDATA[greve dos motoboys]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Se tem uma conversa, não há como ter a manifestação&#8221;, afirma presidente de entidade que representa os trabalhadores A paralisação dos entregadores de aplicativos, que estava marcada para dia 25 de janeiro, foi suspensa após a categoria se reunir com o secretário de Economia Solidária, Gilberto Carvalho, que representou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">&#8220;Se tem uma conversa, não há como ter a manifestação&#8221;, afirma presidente de entidade que representa os trabalhadores</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisação dos entregadores de aplicativos, que estava marcada para dia <strong>25 de janeiro</strong>, foi suspensa após a categoria se reunir com o secretário de Economia Solidária, Gilberto Carvalho, que representou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terça-feira (17).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entregadores confirmaram ao<strong> Brasil de Fato</strong> que Gilberto Carvalho colocou a regulamentação do trabalho de entregas por aplicativo entre as prioridades do governo federal. Diante da promessa, <strong>a greve, que estava prevista para ocorrer em diversas capitais do país</strong>, foi cancelada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Altemício Nascimento, de São Paulo, presidente da Associação dos Entregadores de Aplicativos (AEA), defendeu a suspensão da paralisação. &#8220;Estamos há quatro anos fazendo manifestações e o governo Bolsonaro não falou com a gente. Agora, o governo Lula e o ministro abriram as portas para o diálogo e vamos falar com eles. A manifestação do dia 25 foi cancelada porque eles pediram, já que o governo vai abrir as portas pra gente. Se tem uma conversa, não há como ter a manifestação.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho pediu aos entregadores que levem ao governo uma proposta de regulamentação da categoria. Em paralelo, o secretário conversará com Lula sobre as reclamações feitos pelos trabalhadores e uma comissão especial para tratar do tema deve ser montada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os entregadores pediram ao governo que haja monitoramento das taxas dos aplicativos, que as empresas sejam obrigadas a criar um fundo de proteção social aos trabalhadores e que haja um plano de aluguel de bicicletas para a categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tá muito difícil trabalhar, uma enorme exploração. Temos que trabalhar 12 ou 14 horas pra fazer R$ 250 numa semana&#8221;, desabafou Nascimento.</p>
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