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	<title>mortos e desaparecidos do regime &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>O crime que a ditadura não conseguiu explicar: livro expõe os bastidores do assassinato de Rubens Paiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 08:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, a jornalista Juliana Dal Piva detalha as diferentes versões fabricadas pelos militares para encobrir o assassinato O desaparecimento e a morte do ex-deputado Rubens Paiva em 1971, por agentes da ditadura militar, sempre intrigaram o meio político, jurídico e a sociedade [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, a jornalista Juliana Dal Piva detalha as diferentes versões fabricadas pelos militares para encobrir o assassinato</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O desaparecimento e a morte do ex-deputado Rubens Paiva em 1971, por agentes da ditadura militar, sempre intrigaram o meio político, jurídico e a sociedade pela falta de completo esclarecimento. Opositor do regime, o ex-parlamentar saiu de casa em 21 de janeiro daquele ano, acompanhado por agentes no Rio de Janeiro. Ele daria um depoimento na sede do DOI-CODI, mas nunca mais voltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juliana Dal Piva, jornalista e mestre pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da FGV-Rio, conhece profundamente a história do crime. Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, ela lança Crime Sem Castigo: Como os militares mataram Rubens Paiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra, publicada pela editora Matrix, é fruto de sua pesquisa de mestrado e revela detalhes da narrativa forjada pela ditadura para encobrir o assassinato de Rubens Paiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-60232" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1024x683.jpg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-300x200.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-150x100.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-768x512.jpg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1100x733.jpg 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-600x400.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-20x13.jpg 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Crime sem castigo:</strong> Como os militares mataram Rubens Paiva. Juliana Dal Piva – <a href="https://12ft.io/proxy?q=https%3A%2F%2Famzn.to%2F3QBnGdX">Compre na Amazon</a></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">O livro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para compor a obra, Dal Piva recorreu a pesquisas documentais e depoimentos de pessoas envolvidas no caso. Um exemplo marcante é a fala do coronel Paulo Malhães, torturador e assassino confesso da ditadura, que admitiu sua participação na ocultação do corpo de Rubens Paiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista a CartaCapital, a jornalista explica que o crime contra Rubens Paiva gerou um dilema entre os militares, que tiveram dificuldades para justificar os fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele foi preso em casa, na frente da mulher e dos filhos, e saiu dirigindo seu próprio carro. Não era um integrante da luta armada”, contextualiza. “As circunstâncias do crime, desde a prisão ilegal até o sequestro de Rubens, deixaram os militares sem saída para justificar minimamente o que aconteceu.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por justiça no caso Rubens Paiva marcou a trajetória política de sua viúva, a ex-advogada e ativista Eunice Paiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eunice, falecida em 2018, é retratada no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que concorreu a três categorias no Oscar 2025: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Ela é interpretada por Fernanda Torres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dal Piva, o filme – que já alcançou quase 5 milhões de espectadores e está na disputa pelo principal prêmio do cinema – faz justiça à história de Eunice e de outras vítimas da ditadura. “O exercício da justiça, às vezes, acontece fora da lei”, reflete. “Ainda Estou Aqui presta um imenso serviço à memória de Eunice, à família Paiva e a todas as vítimas do regime”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto da produção se fez sentir também na estrutura institucional brasileira. Nos últimos meses, a certidão de óbito de Rubens Paiva foi retificada, reconhecendo oficialmente que sua morte foi causada pelo Estado brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que julgará a morte de Rubens Paiva e de outras vítimas da ditadura, concedendo Repercussão Geral ao julgamento que deve definir a interpretação dos chamados “crimes permanentes”, como sequestro e ocultação de cadáver. O STF tem agora a oportunidade de revisar seu entendimento sobre a aplicação da Lei da Anistia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dal Piva, essa movimentação do Supremo responde ao impacto do filme. No entanto, ela critica a falta de iniciativa do governo federal para transformar esse momento em medidas concretas de responsabilização e avanços jurídicos</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse trabalho permanente é essencial. Ou tratamos esse tema como prioridade, ou ele se perde no tempo. E a conta chega”, adverte. “Nossa conta foi o governo Bolsonaro, o ataque às instituições e a nova tentativa de um golpe de Estado violento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, Dal Piva também comenta a importância da imprensa no esclarecimento do caso Rubens Paiva, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe de Estado, além da conjuntura política do país.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Assista</h4>



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