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	<title>mortes podem dobrar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Mortes podem dobrar se país não mudar postura, diz Ludhmila Hajjar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro não muda]]></category>
		<category><![CDATA[dra Ludhmila]]></category>
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					<description><![CDATA[A médica Ludhmila Hajjar, que recusou o convite para ser ministra da Saúde, acredita que a o Brasil pode dobrar o número de mortos por covid-19 caso o governo não mude o foco sobre a pandemia. &#8220;Um cenário sombrio com 500 mil, 600 mil mortes, com sequelas e consequências à longo prazo”, disse   A cardiologista [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A médica Ludhmila Hajjar, que recusou o convite para ser ministra da Saúde, acredita que a o Brasil pode dobrar o número de mortos por covid-19 caso o governo não mude o foco sobre a pandemia. &#8220;Um cenário sombrio com 500 mil, 600 mil mortes, com sequelas e consequências à longo prazo”, disse</p>
<p></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p>A cardiologista Ludhmila Hajjar, que recusou hoje o convite para ser ministra da Saúde, acredita que a o Brasil pode dobrar o número de mortos por covid-19 caso o governo de Jair Bolsonaro não mude o foco sobre a pandemia. &#8220;Um cenário sombrio com 500 mil, 600 mil mortes, com sequelas e consequências à longo prazo que não estejam sendo pensadas&#8221;, disse a médica à GloboNews.</p>
<p> </p>
<p>Ludhmila disse que chegou esperançosa para conversas com o presidente, mas que não houve uma mudança do posicionamento dele. A médica, cardiologista em São Paulo, teria se reunido na tarde de ontem com o presidente, o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ludhmila, que tem 43 anos, considera que não houve um boicote do presidente à sua linha de pensamento, mas que ambas são conflitantes. &#8220;A preocupação é o impacto econômico da pandemia, o impacto social da pandemia&#8221;, disse, em entrevista.</p>
<p> </p>
<p>Mas não deixou de fazer críticas diretas à condução da guerra contra a covid-19. &#8220;Estamos discutindo cloroquina, azitromicina, ivermectina, é coisa do passado, e a ciência já deu esta resposta&#8221;, explicou a cotada para a vaga, que disse que um dos problemas passa também pela falta de uniformidade na maneira como o tratamento ocorre no país – abordar esse tema, em sua opinião, seria o mais importante. &#8220;Não dá para esperar dezembro para estar com a população vacinada.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>A especialista chamou de &#8220;assustador&#8221; os ataques que recebeu de parte da base bolsonarista – que incluíram vazamento de dados, intimidações à sua família. A médica disse que deixou 70 pacientes internados em São Paulo para as conversas na capital federal.</p>
<p> </p>
<p>Em um dos casos por ela relatados, três pessoas tentaram entrar no hotel onde ela estava hospedada e acessar seu quarto, se passando por membros de sua equipe médica. A segurança do hotel barrou a investida dos indivíduos, que acabaram por não ser identificados pela médica.</p>
<p> </p>
<p>O presidente teria ciência destas ameaças, indicou a cardiologista. Questionada sobre qual teria sido sua reação, Bolsonaro teria dito que &#8220;faz parte&#8221;, e que ele mesmo recebe ameaças do tipo.</p>
<p> </p>
<p>Ludhmila Hajjar agradeceu a chance de poder estar com o presidente, sendo cotada à vaga de Pazuello no Ministério da Saúde. &#8220;Reitero minha honra de ter meu nome pensado, e tenho que respeitar a autonomia do chefe da nação, que esteja aliado com as ideias e a visão do governo&#8221;, disse. &#8220;E eu certamente não sou esta pessoa.&#8221;</p>
<p>Crédito: reprodução<br />Fonte: Congresso em Foco</p>
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