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	<title>Misoginia e ffake news &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Fake news misoginia]]></category>
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		<category><![CDATA[Misoginia e ffake news]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento identificou mais de 289 mil posts na rede social X O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa.&#160;O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Levantamento identificou mais de 289 mil posts na rede social X</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa.&nbsp;<strong>O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/156025" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;PL 896/2023</strong></a>, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Lei do Racismo (Lei 7.716/1989)</strong></a>, prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o&nbsp;<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/166011" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PL 4224/2024</strong></a>, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes</strong>. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.</p>
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