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	<title>milhões saem da pobreza com lula &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Mais de 14 milhões de brasileiros deixam a pobreza sob o governo Lula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 10:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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					<description><![CDATA[Para Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, Brasil vive momento histórico de redução da desigualdade e avanço da renda dos mais pobres, com sustentação no mercado de trabalho e nas políticas sociais Entre maio de 2023 e julho de 2025, durante o governo Lula, o Brasil reduziu em 25% o número de famílias em situação [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-285164ca375e7e06b5ba1b59a386168d">Para Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, Brasil vive momento histórico de redução da desigualdade e avanço da renda dos mais pobres, com sustentação no mercado de trabalho e nas políticas sociais</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre maio de 2023 e julho de 2025, durante o governo Lula, o Brasil reduziu em 25% o número de famílias em situação de pobreza no Cadastro Único. Foram 6,55 milhões de famílias que ultrapassaram a linha de renda de R$ 218 por pessoa ao mês — o equivalente a 14,17 milhões de brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador Marcelo Neri, diretor da FGV Social, os dados confirmam uma tendência inédita: a queda consistente da desigualdade desde 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso não é só um dado estatístico — é uma revolução silenciosa. É um sinal muito bem-vindo”, diz Neri ao&nbsp;<strong>Portal Vermelho</strong>. “Estamos vendo a renda dos 50% mais pobres crescer quase cinco vezes mais rápido que a dos 10% mais ricos. Em 2025, a renda do trabalho na base cresceu 9,8%, enquanto no topo, apenas 2%. Isso é distribuição com crescimento — e não o contrário. Isso mostra que o bolo está crescendo com mais fermento na base da distribuição”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra que em 2024 o Brasil atingiu o menor nível de desigualdade desde o início da série histórica, em 1960 — e os dados de 2025 mostram que a queda continua. “Estamos falando de um movimento que não víamos de forma tão sistemática há anos.” “Estamos chegando a 0,5 no índice de Gini — o ‘Cabo da Boa Esperança’ da desigualdade. Ainda não dobramos essa curva, mas estamos no caminho.” Neri se refere ao índice Gini de desigualdade econômica, indicador que mede a concentração de renda e varia de 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mercado de trabalho puxando a melhora</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Neri ressalta que a principal diferença em relação a períodos anteriores está na sustentação dos ganhos. “O desemprego caiu, a participação no mercado de trabalho aumentou, a educação avançou, os salários por ano de estudo cresceram. Não é um único fator, mas um conjunto de motores puxando a melhoria, como um carro subindo a montanha com tração nas quatro rodas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, a “tração nas quatro rodas” se reflete na queda do desemprego, aumento da participação no mercado de trabalho, melhoria na educação e valorização do salário por ano de estudo. “Até uma jornada de trabalho, que caiu um pouco, é um sinal positivo: as pessoas estão trabalhando menos horas para ganhar mais — isso é produtividade e dignidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o economista, as características vão além dos programas de transferência de renda — embora reconheça seu papel específico. “O Bolsa Família e o BPC [Benefício de Prestação Continuada] são importantes, mas o que dá sustentabilidade a esse movimento é o mercado de trabalho. Quando a renda do trabalho cresce na base, você constrói um piso social mais resistente a choques.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, o fato de a renda do trabalho explicar boa parte da elevação de renda dá mais robustez ao movimento: “É mais sustentável do que se fosse apenas fruto de programas emergenciais. O Bolsa Família ajuda, mas o mercado de trabalho garante permanência.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Nordeste lidera a retomada</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos mais enfatizados por Neri é a regionalidade do avanço: “O Nordeste, onde a concentração de programas como Bolsa Família e BPC é maior, foi a região onde a renda mais cresceu em 2024. Isso não é coincidência — é evidência de que políticas públicas bem focalizadas geram impacto real.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele rejeitou a narrativa de que o avanço seria apenas “efeito conjuntural” ou “herança da economia global”. “Temos choques externos — tarifas, juros altos — e mesmo assim o mercado de trabalho brasileiro responde com inclusão. Isso mostra robustez. E quando você combina políticas sociais com recuperação do emprego e valorização da educação, cria um ciclo virtuoso: mais renda na base gera mais consumo, que gera mais emprego, que gera mais renda.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador destaca, contudo, que políticas sociais seguem decisivas. “Não há um fator único, mas sim vários. A educação, os programas sociais e a melhora do mercado de trabalho atuaram juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neri lembra que cerca de 2,5 pontos percentuais do crescimento de 9,8% da renda dos mais pobres vêm do efeito da educação.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel do Cadastro Único</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador avalia que a modernização do Cadastro Único — hoje integrado automaticamente ao CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), que traz dados de renda formal, contribuições e benefícios — é parte central desse processo. Antes, dependia-se da autodeclaração — agora, cruzam-se bases, reduz-se fraudes e aumentam as soluções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O CadÚnico não é apenas uma base de dados, mas uma plataforma de atuação. Ele permite localizar a pobreza com nome e endereço e direcionar melhor as políticas públicas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da melhora expressiva, Neri adverte que o combate à pobreza está apenas no começo. “Sair da pobreza extrema é o primeiro passo — não o último. Essas famílias ainda são vulneráveis ​​a crises, inflação, desemprego. Precisamos consolidar esse ganho com políticas estruturais: educação de qualidade, qualificação profissional, acesso a crédito e estímulo ao empreendedorismo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra que, mesmo em meio ao crescimento, o Brasil ainda convive com 19,56 milhões de famílias em situação de pobreza — e outros 22 milhões na faixa de baixa renda (até meio salário mínimo per capita).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele destaca ainda o impacto do Procad/Suas — programa que levou entrevistas domiciliares a quase 5 mil municípios — e a nova exigência de visita presencial para famílias unipessoais entrarem no Bolsa Família. “Houve uma queda de 39% nesse grupo — o que mostra que estamos combatendo distorções com eficiência, sem perder o foco nos mais vulneráveis.” Segundo o pesquisador, a mudança metodológica que exige entrevistas domiciliares pode ter inibido cadastros artificiais, mas é preciso atenção para que não haja exclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Comparação com 2003-2014: “Estamos indo mais rápido”</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Neri arriscou uma comparação histórica: “O boom social dos governos Lula e Dilma foi extraordinário — mas os dados sugerem que, desta vez, estamos avançando em ritmo ainda mais acelerado. Em menos tempo, obtemos resultados mais profundos, com maior sustentabilidade, porque o mercado de trabalho está puxando junto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, o segredo está na combinação de três pilares:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Políticas sociais robustas e bem focalizadas</strong>&nbsp;(Bolsa Família, BPC);</li>



<li><strong>Recuperação estrutural do emprego e do rendimento do trabalho</strong>;</li>



<li><strong>Modernização da gestão pública</strong>&nbsp;(CadÚnico, integração de bases, visitas domiciliares).</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos colhendo resultados importantes em pouco tempo. Provavelmente boas sementes foram plantadas antes. O Brasil vive uma excelente colheita de resultados sociais. Mas não é hora de relaxar, é hora de redobrar a atenção para garantir que esses avanços sejam permanentes”, conclui Neri.</p>
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