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	<title>México &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Lei da terceirização no México consagrou precarização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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					<description><![CDATA[Um banco inteiro operando sem nenhum funcion&#225;rio. Foi desta maneira que o espanhol Bancomer (Banco do Com&#233;rcio) levou a terceiriza&#231;&#227;o &#224;s &#250;ltimas consequ&#234;ncias em sua opera&#231;&#227;o no M&#233;xico na d&#233;cada passada. Contra pr&#225;ticas semelhantes, o pa&#237;s realizou, em 2012, uma reforma da Lei Federal do Trabalho, regulamentando no pa&#237;s a &#34;subcontrata&#231;&#227;o&#34;, nome pelo qual a [&#8230;]]]></description>
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<p>Um banco inteiro operando sem nenhum funcion&aacute;rio. Foi desta maneira que o espanhol Bancomer (Banco do Com&eacute;rcio) levou a terceiriza&ccedil;&atilde;o &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias em sua opera&ccedil;&atilde;o no M&eacute;xico na d&eacute;cada passada. Contra pr&aacute;ticas semelhantes, o pa&iacute;s realizou, em 2012, uma reforma da Lei Federal do Trabalho, regulamentando no pa&iacute;s a &quot;subcontrata&ccedil;&atilde;o&quot;, nome pelo qual a terceiriza&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecida. Na avalia&ccedil;&atilde;o da especialista em direitos trabalhistas mexicanos e professora da UAM-X (Universidade Aut&ocirc;noma Metropolitana campus Xochimilco) Graciela Bens&uacute;san, a lei &quot;aumentou a oferta de empregos prec&aacute;rios&quot;.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Banco terceirizou todos os funcion&aacute;rios</strong></em></span><br />
De acordo com dados oficiais, 16% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa no M&eacute;xico (8,32 milh&otilde;es de pessoas) trabalham neste esquema de subcontrata&ccedil;&atilde;o precarizada. O n&uacute;mero representa quase o dobro do que era verificado em 2004, quando, antes da reforma na legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista, apenas 8,6% adotavam o regime. Al&eacute;m disso, 60% dos trabalhadores do pa&iacute;s t&ecirc;m emprego informal, sem carteira assinada.</p>
<p>Para Bens&uacute;san, no entanto, &eacute; dif&iacute;cil avaliar o impacto real da legisla&ccedil;&atilde;o porque o &quot;M&eacute;xico &eacute; um pa&iacute;s onde as leis trabalhistas n&atilde;o s&atilde;o cumpridas. O fato de fazer uma reforma n&atilde;o implica de nenhum modo que haja mecanismo para o cumprimento e melhoria da pr&aacute;tica trabalhista no pa&iacute;s&quot;.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Bancomer um banco sem banc&aacute;rios</strong></em></span><br />
O caso do Bancomer &eacute; o mais emblem&aacute;tico com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; precariza&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Em 2006, o banco criou uma operadora para a qual transferiu a totalidade de seus funcion&aacute;rios, passando a funcionar como se n&atilde;o tivesse funcion&aacute;rio algum.</p>
<p>Desta forma, se eximiu das responsabilidades trabalhistas com os funcion&aacute;rios e do pagamento das &quot;utilidades&quot; &#8211; b&ocirc;nus similar &agrave; PLR (Participa&ccedil;&atilde;o nos Lucros e Resultados) brasileira. A partir do &quot;sucesso&quot; obtido pela institui&ccedil;&atilde;o, diversos outros bancos e empresas, como o Walmart, passaram a adotar a pr&aacute;tica.<br />
Apenas em 2012, ap&oacute;s um trabalhador demitido ter acionado a empresa na Justi&ccedil;a, o Bancomer teve que reconhecer que era o patr&atilde;o. O funcion&aacute;rio, ent&atilde;o, obteve na Justi&ccedil;a a integralidade de seus direitos trabalhistas, e o caso criou jurisprud&ecirc;ncia.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Ambiguidade da lei</strong></em></span><br />
As mudan&ccedil;as foram feitas para evitar que epis&oacute;dios semelhantes ocorressem, j&aacute; que a lei define que nenhuma empresa pode transferir todos os funcion&aacute;rios a uma contratista. Mas, &quot;a lei n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fica: posso transferir todas as atividades e ficar s&oacute; com trabalhador? O texto n&atilde;o responde isso&quot;, aponta Bens&uacute;san.<br />
&quot;Esta lei &eacute; pr&oacute;pria de um regime autorit&aacute;rio, onde se deixa as coisas muito amb&iacute;guas, dando margem a interpreta&ccedil;&otilde;es discricion&aacute;rias. Ou seja, n&atilde;o tem quem possa fazer com que ela seja cumprida&quot;, aponta a professora, lembrando que no M&eacute;xico as institui&ccedil;&otilde;es sindicais n&atilde;o t&ecirc;m for&ccedil;a e vivem contexto de &quot;debilidade&quot;.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>&Eacute; preciso fortalecer os sindicatos</strong></em></span><br />
Apesar de criticar a precariza&ccedil;&atilde;o do mundo do trabalho, a pesquisadora considera que a terceiriza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma realidade em todo o mundo. &quot;N&atilde;o se pode deter esse fen&ocirc;meno com nenhuma lei&quot;, opina.</p>
<p>Em sua vis&atilde;o, deixar de regulamentar n&atilde;o vai, por si s&oacute;, defender o direito dos trabalhadores diretos. &quot;Penso que o problema fundamental est&aacute; em fortalecer os sindicatos e as estruturas setoriais dos sindicatos&quot;, ressalta.&nbsp;</p>
<p>Neste sentido, Bens&uacute;san disse lamentar que o Brasil n&atilde;o tenha avan&ccedil;ado mais no fortalecimento dos sindicatos durante os governos de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff. &quot;Creio isso &eacute; fundamental para frear esse sentido perverso da terceiriza&ccedil;&atilde;o, que fragmenta o espa&ccedil;o de trabalho de tal forma que &eacute; muito dif&iacute;cil a sindicaliza&ccedil;&atilde;o&quot;, afirma a especialista.</p>
<p>Mesmo considerando irrevers&iacute;vel, Bens&uacute;san considera que a terceiriza&ccedil;&atilde;o tem impacto menor em pa&iacute;ses como o Uruguai, que negocia sal&aacute;rios &quot;por meio de sindicatos que representam todos os trabalhadores do setor&quot;. No pa&iacute;s sul-americano, os conselhos nacionais de sal&aacute;rio &quot;evitam os efeitos perversos da terceiriza&ccedil;&atilde;o para reduzir custos trabalhistas&quot;, aponta Bens&uacute;san.&nbsp;</p>
<p>Sal&aacute;rio m&iacute;nimo mexicano &eacute; um dos mais baixos da regi&atilde;o, em torno de US$ 120<br />
No M&eacute;xico, onde apenas 8.8% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa &eacute; sindicalizada, a reforma na lei n&atilde;o alterou em nada as regras da sindicaliza&ccedil;&atilde;o, mas em um cen&aacute;rio de deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade do emprego e no qual a rotatividade trabalhista aumenta a dispers&atilde;o dos trabalhadores, &quot;&eacute; mais dif&iacute;cil organizar o trabalhador&quot;.</p>
<p>Na pr&aacute;tica, a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho atinge principalmente os setores para vulner&aacute;veis da sociedade, como mulheres, jovens, ind&iacute;genas e camponeses, conclui Bens&uacute;san.</p>
<p>Fonte: Operamundi</p>
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