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	<title>metas adoecem &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>metas adoecem &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Comando Nacional pressiona por mais saúde aos bancários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:33:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bancário adoecidos]]></category>
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					<description><![CDATA[Movimento sindical denuncia correlação entre aumento expressivo de afastamentos por doenças mentais e a prática de gestão por metas abusivas O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu sexta-feira (15) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na mesa de Negociação Nacional Permanente sobre Saúde. Os casos de afastamento acidentário por saúde mental [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-03e6ff3cb9666a3c9641e8f56c3094b7">Movimento sindical denuncia correlação entre aumento expressivo de afastamentos por doenças mentais e a prática de gestão por metas abusivas</h4>



<p></p>



<p>O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu sexta-feira (15) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na mesa de Negociação Nacional Permanente sobre Saúde.<br><br>Os casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro aumentaram de 9,3% para 20%, entre 2012 e 2024 &#8211; o maior crescimento registrado no país entre todos os setores. Considerando apenas o subsetor bancário, os transtornos mentais responderam por 55,9% dos afastamentos acidentários em 2024, enquanto as LERT/DORT (doenças relacionadas a movimentos repetitivos e esforço excessivo no trabalho) por 20,3% dos afastamentos.<br><br>O Comando reforçou que os altos níveis de afastamento no setor financeiro estão ligados a um modelo de gestão adoecedor, baseado na pressão por resultados e metas impossíveis.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><br><strong>Reivindicações dos trabalhadores</strong></h4>



<p><strong>&#8211; Levantamento das causas dos afastamentos:</strong>&nbsp;que os bancos forneçam os dados epidemiológicos e documentos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).<br><br><strong>&#8211; Combate aos fatores de riscos psicossociais:</strong>&nbsp;como metas abusivas, sobrecarga de trabalho, assédio moral, hipervigilância algorítmica, entre outras práticas de gestão abusiva.<br><br>O movimento sindical também propôs um &#8220;<strong>Pacto pela Saúde&#8221;</strong>, baseado nas normas de saúde, e que inclui:<br><br><strong>&#8211; A participação dos trabalhadores na implementação da NR-1,</strong>&nbsp;que obriga as empresas a gerenciarem os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, pressão por metas, conflitos e assédio moral, para prevenir Burnout e doenças mentais.<br><br><strong>&#8211; O cumprimento das NR 17 e a NR 7,&nbsp;</strong>que já estão em vigor: a primeira determina que o trabalho deve ser adaptar às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, enquanto a segunda determina a prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce de agravos relacionados ao trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Metas negativas</strong></h4>



<p>Foi levantado pelos sindicatos que estão ocorrendo punições com o descomissionamento da remuneração variável ou com advertências, quando, por exemplo, um cliente desiste de um produto após ter fechado sua contratação.&nbsp;<br><br>Também denunciaram o crescimento de casos de trabalhadores com atestados, convocados para avaliação por médicos do banco e sendo pressionados para voltar ao trabalho, antes de terminar o período de tratamento. “Além de irregular, essa prática tem sido um dos problemas que os trabalhadores enfrentam para acessar benefícios do INSS, portanto impedidos do tempo necessário de recuperação”, destacou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Socorro adequado pelos bancos</strong></h4>



<p>A coordenadora do Comando, Juvandia Moreira citou o caso de uma bancária do Banco do Brasil, de uma agência de Ji-Paraná, que ao ter uma crise de ansiedade aguda no local de trabalho, ao invés de ser socorrida pelo banco e encaminhada para uma unidade de saúde, teve apenas um familiar comunicado para que fosse até a unidade.<br><br>Foi cobrado dos bancos que, em uma situação como essa, a empresa tem a responsabilidade de prestar imediatamente o socorro adequado ao trabalhador, conforme determina a legislação, para então comunicar os familiares.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Resposta da Fenaban e encaminhamentos</strong></h4>



<p>A Fenaban aceitou discutir a NR 1 com os trabalhadores, assim como as demais reivindicações desta reunião, no primeiro encontro da Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários, prevista para começar entre final de junho e início de julho. Portanto, Saúde será o primeiro tema da série de encontros para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.<br><br>Na questão da convocação de bancários afastados por atestados do INSS, para avaliação e validação dos atestados por médicos do banco, a Fenaban abriu divergência e insistiu na manutenção da prática.<br><br>Sobre este ponto, Mauro Salles rebateu que os bancos não são peritos e que o INSS é a entidade qualificada para identificar e atestar se um trabalhador deve ou não ser afastado.</p>
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		<title>Bancários estão entre os trabalhadores com maior índice de adoecimento mental</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancarios-estao-entre-os-trabalhadores-com-maior-indice-de-adoecimento-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bancário adoecido]]></category>
		<category><![CDATA[bancos adoecem]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças Psicológicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Gerentes e escriturários de banco, bem como motoristas de ônibus, técnicos em enfermagem e vigilantes estão no topo das doenças ocupacionais da mente Os banqueiros bem que tentam negar a relação direta da política de metas dos bancos com o alto índice de adoecimento de bancários no trabalho. Mas números oficiais do INSS confirmam essa [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-57b529d9f38a8a011df273161d161afc">Gerentes e escriturários de banco, bem como motoristas de ônibus, técnicos em enfermagem e vigilantes estão no topo das doenças ocupacionais da mente</h4>



<p></p>



<p>Os banqueiros bem que tentam negar a relação direta da política de metas dos bancos com o alto índice de adoecimento de bancários no trabalho. Mas números oficiais do INSS confirmam essa triste realidade, denunciada há anos pelo movimento sindical. Gerentes e escriturários de banco, assim como motoristas de ônibus, técnicos de enfermagem e vigilantes lideram o ranking de categorias com doenças psíquicas causados pelo exercício profissional</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Os sindicatos têm razão</strong></h4>



<p>Esse é o top 5 das categorias que mais sofrem com estresse, pressão psicológica, tensão e assédio moral das categorias com mais pedidos de afastamentos por saúde mental são de um levantamento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) referente ao período de 2012 a 2024.</p>



<p>“Sempre denunciamos o adoecimento devido a um modelo de gestão totalmente desumano focado em metas impossíveis, que gera estresse, assédio moral e sobrecarga de trabalho. Hoje naturalizou-se a ansiedade e a depressão entre os colegas. Precisamos nos mobilizar para derrubar esse tipo de pressão nas agências. Vamos nos fortalecer. Para isso é preciso filiar-se ao Sindicato”, responde Élcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, trabalhador do Itaú.</p>



<p>Os gerentes são, segundo o INSS, os mais atingidos pelas doenças mentais. Escriturários são só 18,77% dos quase 23 mil afastados no período foram enquadrados no B91.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Casos explodiram em um ano</strong></h4>



<p>Segundo os dados do INSS, os afastamentos por saúde mental vêm explodindo no Brasil. De 2023 para 2024, o total de casos (somando benefícios com ou sem ligação com o trabalho) pulou de 283 mil para 471 mil — um crescimento de 66%.</p>



<p>Se tempos atrás destacavam-se as chamadas LER/DORT, lesões por esforço repetitivo causadas por tarefas mecânicas, o avanço da tecnologia tem levado a um crescimento do número de trabalhadores acometidos de sofrimento psíquico.</p>



<p>&#8220;Isso está baseado na dificuldade de atingir metas, na ausência de reconhecimento pelo trabalho, na baixa autoestima&#8221;, confirma Paulo Rogério Albuquerque, doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília, em matéria publicada pelo site Uol.</p>



<p>&#8220;O transtorno mental relacionado ao trabalho enfrenta grande dificuldade para ser reconhecido, tanto pela empresa quanto pela Previdência Social&#8221;, afirma a médica Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego especializado em saúde e segurança…</p>



<h4 class="wp-block-heading">&nbsp;<strong>Lei é descumprida</strong></h4>



<p>A lei federal 11.430/2006 — que cria o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) e facilita a associação de uma doença a um ambiente de trabalho — não tem sido devidamente aplicada.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bancos não respondem sobre gestão que afeta a saúde mental dos trabalhadores</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-nao-respondem-sobre-gestao-que-afeta-a-saude-mental-dos-trabalhadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[doenças psicologicas]]></category>
		<category><![CDATA[metas adoecem]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa sobre doenças bancárias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comando Nacional dos Bancários, juntamente com o Coletivo Nacional de Saúde, apresentou dados alarmantes da pesquisa à Fenaban Os sindicatos apresentaram, quinta-feira (11), os resultados da pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário”, realizada pela Secretaria de Saúde do Trabalhador da Contraf, em colaboração com pesquisadores do Instituto de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f93fcbf6cc3ff0c16d1b1bfe20b83257">O Comando Nacional dos Bancários, juntamente com o Coletivo Nacional de Saúde, apresentou dados alarmantes da pesquisa à Fenaban</h4>



<p></p>



<p>Os sindicatos apresentaram, quinta-feira (11), os resultados da pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário”, realizada pela Secretaria de Saúde do Trabalhador da Contraf, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).</p>



<p>Entre muitos dados impactantes, os que mais chamam atenção é que cerca de 80% dos trabalhadores do ramo financeiro declaram ter tido pelo menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano. Deles, quase metade está em acompanhamento psiquiátrico. O principal motivo declarado para buscar tratamento médico foi o trabalho. Entre os que estão em acompanhamento psiquiátrico, 91,5% estão utilizando medicações prescritas pelo psiquiatra, um percentual que cai para 64,4% entre os que estão em outros tipos de acompanhamentos médicos.</p>



<p>Segundo a pesquisa, o atual modelo não apenas dita as condições laborais, mas também é identificado como uma fonte substancial de psicopatologias, que potencialmente distorcem a subjetividade e os laços sociais dos funcionários, o que resulta em sintomas de adoecimento e agravos à saúde mental.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cultura do produtivismo adoece</h4>



<p>A coordenadora da pesquisa, doutora Ana Magnólia Mendes, explicou que as análises indicam a presença intensa de discursos e práticas de controle, caracterizadas pelo foco nas metas, o controle exacerbado, a despersonalização dos trabalhadores, a presença de uma hierarquia rígida e o uso de ameaças como ferramentas de gestão intensifica, por sua vez, a competitividade e o produtivismo nas relações de trabalho e a presença de vivências de violência no trabalho e de sobrecarga. “Também a presença intensa de relações competitivas, marcadas pela exclusão dos funcionários na tomada de decisão da organização, pelo cerceamento da autonomia no trabalho, pela distribuição injusta, pela indefinição de tarefas e pela presença de disputas profissionais no local de trabalho estimuladas pela chefia, intensificam a violência no trabalho”, completou Ana Magnólia.</p>



<p>De acordo com a doutora, a presença intensa de relações produtivistas, por sua vez, intensifica a sobrecarga no trabalho. “Essas relações produtivistas, conforme descrito pela amostra, são caracterizadas pelo foco em metas, pela cobrança por resultados, pela pressão intensificada pela vigilância de resultados e também pela insuficiência de pessoas para realizar as tarefas que contribui para um ritmo de trabalho excessivo”, afirmou.</p>



<p>“Essas relações produzem as patologias da violência e da sobrecarga, caracterizadas pela presença intensa de vivências de cansaço, desgaste, sobrecarga, frustração, desmotivação, falta de liberdade de expressão e de opções no trabalho, indiferença entre colegas e desconfiança entre chefia e subordinados, as quais aumentam a presença de sintomas de adoecimento marcados por características de transtornos ansiosos”, completou Ana Magnólia Mendes.</p>



<p>O estudo, que contou com a participação de 5.803 bancários em todo o Brasil, revelou a presença intensa de fatores de risco do trabalho bancário, bem como uma alta ocorrência de sintomas de adoecimento entre os trabalhadores.</p>



<p>“Há urgência de compreender e abordar os efeitos danosos do modelo de gestão dos bancos na saúde mental dos trabalhadores. A implementação de medidas preventivas e intervenções adequadas se faz essencial para assegurar um ambiente de trabalho saudável e seguro para todos os bancários”, disseram os dirigentes sindicais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Bancos não respondem às reivindicações</h4>



<p>Os representantes dos trabalhadores aproveitaram o encontro para cobrar algumas respostas das reivindicações apresentadas à Fenaban no último encontro, como a modernização da cláusula 61 da Convenção Coletiva de Trabalho, que trata de prevenção de conflitos, e o fluxo de acolhimento aos trabalhadores adoecidos.</p>



<p>Os bancos pediram um prazo ainda maior para os retornos. A próxima reunião deve ser marcada ainda em abril.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pressão por metas, medo de desemprego e invasão do tempo livre adoecem</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/pressao-por-metas-medo-de-desemprego-e-invasao-do-tempo-livre-adoecem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[home office pode adoecer]]></category>
		<category><![CDATA[medo adoece]]></category>
		<category><![CDATA[metas adoecem]]></category>
		<category><![CDATA[pra além da Covid]]></category>
		<category><![CDATA[Pressão adoece]]></category>
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					<description><![CDATA[Reestruturação no mundo do trabalho foi aprofundada durante a crise sanitária, que instituiu novas exigências como o home office Pressão por metas, medo constante do desemprego e retirada de direitos adquiridos. O que já assolava os trabalhadores, foi agravado pela pandemia do novo coronavírus. A consequência é que o Brasil terá de lidar com uma legião de adoecidos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Reestruturação no mundo do trabalho foi aprofundada durante a crise sanitária, que instituiu novas exigências como o home office</p>
<p></p>
<p>Pressão por metas, medo constante do desemprego e retirada de direitos adquiridos. O que já assolava os trabalhadores, foi agravado pela pandemia do novo coronavírus. A consequência é que o Brasil terá de lidar com uma legião de adoecidos, seja pela gestão das empresas ou pela precarização do traballho.</p>
<p> </p>
<p>A avaliação é da Doutora em Sociologia pela Unicamp, Luci Praun, que afirma que a pressão por metas é parte do cotidiano de parcela significativa da classe trabalhadora. “A adoção desse dispositivo resulta dos processos de reorganização do trabalho realizados a partir dos anos 1980-90, baseados em modelos de gestão flexível”, explica.</p>
<p> </p>
<p>“Essa gestão flexível introduziu não somente a gestão por metas, mas, além de outros, um dispositivo que opera de forma diretamente articulada às metas, potencializando a pressão sobre os trabalhadores e trabalhadoras: as avaliações de desempenho individuais e coletivas”.</p>
<p> </p>
<p>Autora do livro Reestruturação Produtiva, Saúde e Degradação do Trabalho, Praun explica que essas formas de pressão têm efetividade em um contexto de precarização do trabalho. “A pressão por metas soma-se a pressão exercida pelo desemprego crescente, pela perda constante de direitos, baixos salários, enfim, ao ambiente de incerteza e insegurança que perpassa o mundo do trabalho atualmente.”</p>
<p> </p>
<p><strong>Trabalho em casa</strong></p>
<p>Toda essa pressão somou-se, há mais de um ano, à pandemia do novo coronavírus e à necessidade de ficar em casa para evitar o contágio pela covid-19. Além de aprofundar pressões já existentes, instituiu outras.</p>
<p> </p>
<p>“Um exemplo pode ser localizado na ampliação do uso do teletrabalho e do home office. Essas formas de organização do trabalho têm incorporado, em muitas situações, os chamados planos de trabalho”, explica a socióloga. “Sob o pretexto de que o trabalho está sendo realizado à distância, sem o controle direto da chefia imediata, foi construído o falso argumento da necessidade de estabelecimento de metas a serem atingidas”.</p>
<p> </p>
<p>Praun cita o aumento dos trabalhos por aplicativos, o chamado trabalho uberizado. “Ele articula não somente a avaliação de desempenho ao cumprimento de metas, mas diretamente a remuneração. Ganha-se na medida em que entrega-se o serviço, e a permanência neste tipo de trabalho também depende da avaliação realizada diretamente pelo consumidor.”</p>
<p> </p>
<p><strong>Saúde comprometida</strong></p>
<p>Luci Praun integra o Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses, da Unicamp, e deixa claro: essas formas assumidas pelo trabalho têm repercutido negativamente na saúde dos trabalhadores.</p>
<p>“É preciso salientar que as metas estão a serviço de ampliar a produtividade e a intensidade do trabalho. Menos trabalhadores fazendo muito mais atividades e tarefas que antes”, pontua. “Sendo assim, elas operam no sentido de retirar do trabalhador o máximo possível no menor espaço de tempo. Os resultados têm sido a formação de um contingente crescente de adoecidos, homens e mulheres esgotados e inseguros quanto ao futuro.”</p>
<p> </p>
<p>A médica Maria Maeno, mestre e doutora em Saúde Pública, ressalta que, com o trabalho remoto, a possibilidade de desconexão das preocupações do dia a dia é maior, e que isso levar ao adoecimento do trabalhador na pandemia.</p>
<p> </p>
<p>“O habitual contexto de insegurança e de medo de demissão se combinam ao do trabalho remoto e potencializam a invasão dos ‘tempos livres’ pelo trabalho. São ingredientes favoráveis para maiores possibilidades de pressão e adoecimento, com acometimento físico e psíquico”, avalia a médica. “E não se trata de um problema individual, mas de saúde pública que atinge os trabalhadores em escala crescente”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quadros agravados</strong></p>
<p>Especialista em Saúde do Trabalhador, Maria Maeno ressalta um outro aspecto importante a ser considerado nesse contexto em que reinam medo da demissão, sobrecarga de trabalho e impossibilidade de desconexão.</p>
<p> </p>
<p>“As pessoas com doenças crônicas tendem a diminuir ou abandonar o acompanhamento clínico, o que contribui para o agravamento dos seus quadros”, afirma.</p>
<p> </p>
<p>“Relevante lembrar que segundo a Pesquisa Nacional de Saúde [PNS 2014], 57,4 milhões, que perfazem 40% da população adulta brasileira, tem pelo menos uma doença crônica não transmissível, como diabetes, hipertensão arterial, afecção da coluna e depressão. Essas doenças são responsáveis por 72% das causas de óbitos no Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A médica explica que esse tipo de doenças têm origem multicausal. “Assim, o reconhecimento do peso da atividade laboral em seu desencadeamento ou agravamento, será ainda mais dificultado no trabalho remoto combinado eventualmente com regime de trabalho intermitente”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Governo que atrapalha</strong></p>
<p>As dificuldades decorrentes da pandemia do novo coronavírus em todo o mundo são agravadas no Brasil pela postura negacionista do governo federal.</p>
<p> </p>
<p>Enquanto diversos países lançam pacotes bilionários de incentivo e apoio às pessoas e ao setor privado, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) reduziu a presença do Estado na economia como provedor das políticas sociais.</p>
<p> </p>
<p>Assim, observa o Dieese em seu boletim de conjuntura de março passado, enquanto o trabalhador adoece na pandemia, a atuação do governo afasta qualquer perspectiva futura de recuperação do mercado de trabalho e de desenvolvimento nacional.</p>
<p> </p>
<p>“A taxa de desocupação ficou em 13,9% no quarto trimestre de 2020 e, na média do ano, alcançou 13,5%, a maior desde 2012. Eram 13,4 milhões de pessoas procurando trabalho no país”, detalha o instituto.</p>
<p> </p>
<p>“O número de desalentados no quarto trimestre de 2020, pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que vão encontrar uma vaga, alcançou 5,8 milhões de pessoas, alta de 16,1% em relação a 2019 e também o maior contingente da série anual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”</p>
<p> </p>
<p>De acordo com o Dieese, esses dados revelam piora em relação aos dois anos anteriores, em decorrência da paralisação de alguns setores, devido à pandemia de covid-19.</p>
<p> </p>
<p>“No ano passado, a população ocupada foi reduzida em 7,3 milhões de pessoas, chegando ao menor número da série anual desde 2012. O Brasil saiu, em 2019, de 93,4 milhões de ocupados – o maior contingente da série histórica ­ para 86,1 milhões, em 2020. Segundo os técnicos do IBGE, pela primeira vez na série histórica anual, menos de 50% da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Esse fato revela a gravidade do momento que o Brasil atravessa.”</p>
<p> </p>
<p><strong>E pode piorar</strong></p>
<p>O instituto alerta: diante da retomada do auxílio emergencial em valores inferiores, a evolução do desemprego e as “trapalhadas” no processo de vacinação contra a covid-19, a situação da economia pode se agravar ainda mais.</p>
<p> </p>
<p>“Um dos fatores essenciais para o processo industrial é a solidez do mercado de massas, ou seja, a capacidade da população para consumir, articulada com políticas tecnológicas e de inovação. Nos últimos anos, o mercado interno tem sido sistematicamente afetado pelo desemprego, empobrecimento da população e desindustrialização. Todo esse processo, aprofundado na gestão Bolsonaro, afeta diretamente a produção industrial interna”.</p>
<p> </p>
<p>Cresceu também o número de famílias em situação de extrema pobreza, o maior desde 2014. São mais de 14 milhões ou cerca de 39,9 milhões de pessoas na miséria no Brasil.</p>
<p> </p>
<p>São famílias que sobrevivem com renda mensal de até R$ 89 por pessoa. “O país tem uma “bomba-relógio” social. Da parte do governo, não há plano ou estratégia para enfrentar uma crise dessa magnitude”, define o Dieese.</p>
<p>Fonte: Rede Brasil Atual<br />Escrito por:  Cláudia Motta</p>
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