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	<title>metanol &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>metanol &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Baixada tem 1º caso de intoxicação por metanol</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/baixada-tem-1o-caso-de-intoxicacao-por-metanol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 12:14:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Caso de metanol na baixada]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[metanol]]></category>
		<category><![CDATA[Metanol em Mongaguá]]></category>
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					<description><![CDATA[Adolescente de 16 anos, de Mongaguá, está internada na UTI do Hospital Regional de Itanhaém A Baixada Santista tem o primeiro caso de intoxicação por metanol. A Prefeitura de Mongaguá informou nesta terça-feira (14) que o caso da adolescente de 16 anos internada com suspeita de intoxicação por metanol foi confirmado, em conjunto com resultado [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-24d6b4165d9e33541aa6c509df2d0b90">Adolescente de 16 anos, de Mongaguá, está internada na UTI do Hospital Regional de Itanhaém</h4>



<p></p>



<p>A Baixada Santista tem o primeiro caso de intoxicação por metanol. A Prefeitura de Mongaguá informou nesta terça-feira (14) que o caso da adolescente de 16 anos internada com suspeita de intoxicação por metanol foi confirmado, em conjunto com resultado positivo para a substância em exame preliminar de urina.</p>



<p>A jovem deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mongaguá no dia 28 de setembro e transferida para o Hospital Regional de Itanhaém no mesmo dia. A paciente permanece internada na UTI, em estado grave.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Operação da polícia civil</h4>



<p>A Polícia Civil de São Paulo prendeu seis pessoas nesta terça-feira, durante a realização da Operação Fonte do Veneno contra uma rede criminosa envolvida na produção e venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos da&nbsp;Divecar.</p>



<p>Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.</p>



<p>O objetivo foi localizar e apreender produtos, maquinários e materiais utilizados para a produção de bebidas falsificadas, além de celulares, documentos e outros objetos que pudessem auxiliar na identificação dos envolvidos e na comprovação dos crimes.</p>



<p>A delegada Leslie Caran Petrus, que coordenou a operação, afirmou que as investigações se iniciaram a partir da prisão de um dos maiores fornecedores de bebidas falsificadas do Brasil, que ocorreu há cerca de dez dias.</p>



<p>“Ele vendia garrafas com rótulos, tampinhas intactas e lacres, praticamente impossível de identificar a falsificação. Depois, descobrimos quem adquiriu esses produtos”, explicou.</p>



<p>A ação também teve apoio da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que forneceu equipamentos para que as bebidas encontradas fossem testadas no local. O material apreendido será analisado para identificar se há presença de metanol.</p>



<p>O Brasil registra 32 casos de intoxicação por metanol, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Há ainda 181 ocorrências em investigação e 320 suspeitas descartadas. Cinco mortes pelo consumo da substância foram confirmadas, todas no Estado de São Paulo.</p>



<p>Com 100 casos em investigação, São Paulo continua sendo também o Estado com o maior número de ocorrências confirmadas para a intoxicação da substância, com 23 notificações registradas até esta terça.</p>
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		<item>
		<title>Metanol: cerveja, vinho ou destilado? Quais bebidas podem estar contaminadas?</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/metanol-cerveja-vinho-ou-destilado-quais-bebidas-podem-estar-contaminadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 12:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas com metanol]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação de bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[metanol]]></category>
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					<description><![CDATA[Intoxicação por metanol no Brasil acende alerta para destilados adulterados; risco em cervejas e vinhos é considerado mínimo O aumento de&#160;casos de&#160;intoxicação por metanol&#160;em São Paulo&#160;e em outros estados do Brasil levantou uma dúvida entre os consumidores: afinal, quais bebidas oferecem maior risco de contaminação? De&#160;acordo com especialistas e órgãos de saúde, os&#160;destilados, como&#160;gim, uísque, [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f9a938496a3c82936942d8936ee67901">Intoxicação por metanol no Brasil acende alerta para destilados adulterados; risco em cervejas e vinhos é considerado mínimo</h4>



<p></p>



<p>O aumento de&nbsp;casos de&nbsp;<strong>intoxicação por metanol</strong>&nbsp;em São Paulo&nbsp;e em outros estados do Brasil levantou uma dúvida entre os consumidores: afinal, quais bebidas oferecem maior risco de contaminação? De&nbsp;acordo com especialistas e órgãos de saúde, os&nbsp;<strong>destilados</strong>, como&nbsp;<strong>gim, uísque, vodca e cachaça</strong>, são os principais suspeitos na crise atual. Já a&nbsp;<strong>cerveja</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>vinho</strong>&nbsp;apresentam risco mínimo, embora não estejam totalmente livres de adulteração criminosa. </p>



<p>O metanol é um solvente industrial altamente tóxico, impróprio para consumo humano, que pode causar cegueira irreversível e até morte. Ele pode estar presente nas bebidas de duas formas: por falhas no processo de destilação, quando não há descarte da fração inicial rica em metanol, ou por adulteração deliberada, em que criminosos adicionam o produto para aumentar o teor alcoólico a baixo custo. Esta última hipótese é a mais provável nas investigações em curso.</p>



<p>Segundo boletins oficiais, o Brasil registrou 59 casos de intoxicação por metanol. O estado de São Paulo concentra a maioria das notificações: foram 53 casos e oito óbitos suspeitos em investigação. Há também suspeitas em Pernambuco e no Distrito Federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como pode ocorrer a contaminação por metanol?</strong></h4>



<p>Dois cenários principais podem explicar a presença do metanol nas garrafas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Produções clandestinas sem controle técnico: em destilarias ilegais ou falsificações, a separação do líquido da etapa inicial costuma ser ignorada. O resultado é uma bebida contaminada, sem qualquer controle de qualidade.</li>



<li>Adulteração deliberada: além do erro técnico, criminosos adicionam metanol industrial diretamente às bebidas. O objetivo é aumentar o teor alcoólico ou diluir custos de produção, em uma prática ilegal.</li>
</ol>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O processo de destilação</strong></h4>



<p>No processo de destilação, a mistura fermentada é aquecida até que seus componentes evaporem em diferentes temperaturas. O metanol, mais volátil que o etanol (o álcool adequado para consumo), evapora primeiro. Essa fração inicial, conhecida como “cabeça”, é concentrada em metanol e precisa ser descartada para evitar contaminação.</p>



<p>Trata-se de uma etapa padrão e fundamental na produção lícita e segura de destilados. Se a “cabeça” não for eliminada, a substância permanece no produto final, levando a graves riscos de intoxicação, que podem incluir desde a perda de visão até a morte.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cerveja e vinho: pouco risco de intoxicação</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na produção da&nbsp;<strong>cerveja</strong>, não há formação natural de metanol no processo de fermentação, e a adulteração deliberada seria economicamente pouco vantajosa, já que o preço da bebida é bem mais baixo.&nbsp;</li>



<li>O&nbsp;<strong>vinho</strong>, por sua vez, pode conter pequenas quantidades de metanol devido à fermentação da casca da uva, mas em níveis seguros, regulados por normas internacionais. Além disso, a presença do etanol no vinho ajuda a neutralizar os efeitos do metanol em baixas concentrações.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Destilados são o principal risco</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>As investigações apontam que as vítimas de intoxicação por metanol consumiram majoritariamente&nbsp;<strong>gim, vodca e uísque</strong>&nbsp;de origem suspeita.&nbsp;</li>



<li>Em alguns casos, garrafas falsificadas imitavam marcas conhecidas, vendidas a preços muito abaixo do mercado.&nbsp;</li>



<li>Por isso, autoridades reforçam a recomendação: desconfie de ofertas baratas demais, verifique rótulos e lacres e compre sempre em estabelecimentos confiáveis.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas e alerta</strong></h4>



<p>A intoxicação por metanol pode demorar até 24 horas para se manifestar. Os principais sintomas são visão turva ou perda repentina da visão, dor de cabeça intensa, confusão mental, náuseas, vômitos e dor abdominal. O atendimento médico imediato é importante: se iniciado nas primeiras seis horas após os sintomas, o tratamento com etanol em ambiente hospitalar pode impedir complicações graves.</p>



<p>Com as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal em andamento para apurar o possível envolvimento de uma rede criminosa na adulteração das bebidas, as autoridades reforçam a orientação: ao suspeitar de irregularidades, denuncie o estabelecimento ao Procon (pelo Disque 151 ou no&nbsp;<a href="http://www.procon.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site</a>) ou à própria Polícia Civil (Disque Denúncia 181 ou no&nbsp;<a href="https://www.webdenuncia.sp.gov.br/cidadao/crime-acontecendo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site</a>). A Anvisa também pode ser contatada pelo Disque-Intoxicação 0800 722 6001.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Notificações por intoxicação com metanol sobem para 43</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/notificacoes-por-intoxicacao-com-metanol-sobem-para-43/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 16:13:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas com metanol]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Intoxicação por bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[metanol]]></category>
		<category><![CDATA[mortes por metanol]]></category>
		<category><![CDATA[notificações de metanol]]></category>
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					<description><![CDATA[Há 39 casos em São Paulo, sendo 10 confirmados e 29 em investigação Após&#160;determinação de notificação imediata&#160;pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chagou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez&#160;confirmados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-030980dacfb5c4495ac8a10902ff8f91">Há 39 casos em São Paulo, sendo 10 confirmados e 29 em investigação</h4>



<p></p>



<p>Após&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-09/padilha-determina-notificacao-imediata-de-suspeitas-de-intoxicacao-por-metanol" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>determinação de notificação imediata</strong></a>&nbsp;pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chagou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez&nbsp;confirmados e 29 em investigação,&nbsp;além de quatro&nbsp;casos em investigação em Pernambuco.</p>



<p>Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde&nbsp;no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.</p>



<p>“Estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.</p>



<p>De acordo com o órgão do governo federal, os números atuais extrapolam a média anual de 20 casos de intoxicação por metanol no Brasil. A Polícia Federal conduz a investigação por suspeita de envolvimento de organização criminosa, por meio da adulteração de bebida alcoólica.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sala de Situação</strong></h4>



<p>Para monitorar os casos de intoxicação, o Ministério da Saúde instalou, nessa quinta-feira (1º), em caráter extraordinário, uma Sala de Situação que reúne equipes técnicas dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária; dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.</p>



<p>Os profissionais atuarão na análise sistemática dos casos suspeitos, além do planejamento, da organização, coordenação e do controle das medidas a serem adotadas enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Intoxicação por metanol é diferente do abuso de álcool; veja os sinais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/intoxicacao-por-metanol-e-diferente-do-abuso-de-alcool-veja-os-sinais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 12:10:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas com metanol]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[metanol]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas do metanol]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas explicam como identificar essas diferenças Apesar de quimicamente muito parecido com o etanol &#8211;&#160;o álcool comum presente nas bebidas -,&#160;o metanol tem dinâmica de degradação no&#160;corpo humano muito diferente e perigosa, podendo causar danos permanentes ou levar à morte mesmo em doses baixas. Especialistas ouvidos pela&#160;Agência Brasil&#160;falam sobre&#160;os perigos mais comuns e a dinâmica [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-fd22b4d3a1169152f1a03926034473ac">Especialistas explicam como identificar essas diferenças</h4>



<p></p>



<p>Apesar de quimicamente muito parecido com o etanol &#8211;&nbsp;o álcool comum presente nas bebidas -,&nbsp;o metanol tem dinâmica de degradação no&nbsp;corpo humano muito diferente e perigosa, podendo causar danos permanentes ou levar à morte mesmo em doses baixas. Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;falam sobre&nbsp;os perigos mais comuns e a dinâmica da intoxicação por esse agente.</p>



<p>O metanol não é metabolizado da mesma maneira que o etanol, que compõe as bebidas alcoólicas, O etanol&nbsp;se transforma em molécula conhecida como acetaldeído, que é tóxico&nbsp;mas com a qual o nosso fígado consegue geralmente trabalhar, convertendo-o&nbsp;em ácido acético (o mesmo do vinagre). O ritmo e a capacidade de cada pessoa para lidar com o álcool varia de acordo com fatores como idade, peso e saúde do fígado. Ele&nbsp;pode causar dependência, intoxicação e mesmo a morte, se em quantidades acima da capacidade de metabolismo do organismo, além de ser fator de risco para doenças do fígado, do coração e dos rins.</p>



<p>Para o metanol, a dinâmica segue o mesmo caminho, mas produz formaldeído. Esse composto é transformado em ácido fórmico (encontrado na natureza em algumas formigas, abelhas e plantas). O passo seguinte é seu metabolismo com ácido fólico, gerando água e gás carbônico, o que pode ser muito lento e causar acúmulo em alguns órgãos. Ai começam os problemas: o acúmulo sobrecarrega inicialmente o sistema nervoso, principalmente o nervo óptico, e um dos sintomas mais característicos são as alterações na visão ou mesmo cegueira, que podem ser breves, duradouras ou até permanentes.</p>



<p>O pior dos cenários, porém, é de uma intoxicação severa, onde a concentração de ácido fórmico no sangue leva a uma sobrecarga no metabolismo intracelular, afetando as mitocôndrias. Elas são responsáveis pela geração de energia dentro das células e qualquer coisa que as afete terá impacto em todo o corpo.</p>



<p>Os sintomas iniciais aparecem, em média, de 12&nbsp;a 14 horas&nbsp;após a ingestão, informou Hanna Flávia Gomes, oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos&nbsp;do Distrito Federal, e variam entre dores de cabeça, náuseas e vômitos, dores abdominais, confusão mental, visão turva repentina ou cegueira. Quem tem esses sintomas não irá apresentar necessariamente todos eles, nem irão aparecer em ordem específica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;É importante procurar um médico logo, pois o tratamento adequado depende dos exames iniciais e da confirmação no laboratório. Doses a partir de 10 ml&nbsp;já podem causar cegueira&#8221;, alerta a especialista.</em></p>
</blockquote>



<p>Entre os tratamentos possíveis estão o uso de corretores de acidez, como bicarbonato, o tratamento com vitaminas, como ácido fólico e com antídotos, como etanol venoso, ou mesmo a hemodiálise em casos graves, mas não se deve tentar soluções caseiras, pois a situação tende a piorar com o acúmulo no organismo e se agravar em pouco tempo após os primeiros sintomas.</p>



<p>A diferença nos sintomas talvez seja a melhor forma de identificar se a bebida continha uma mistura de etanol e metanol. Enquanto o primeiro gera desconforto e impactos rapidamente, mesmo os mais graves, os sintomas do metanol vão aparecer aos poucos, pois o corpo metaboliza a substância&nbsp;lentamente, explicou o neurocirurgião André Meireles Borba. Os sintomas, segundo ele, tendem a aparecer algumas horas depois da ingestão e vão se agravando.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Mesmo que você tenha ingerido álcool, se horas depois da ingestão você começar a sentir sintomas que sejam diferentes dos habituais, especialmente se envolvem a alteração da parte visual, deve haver alguma preocupação. Especialmente se os sintomas, em vez&nbsp;de diminuírem, forem piorando ao longo das horas&#8221;.</em></p>
</blockquote>



<p>Entre os sintomas possíveis estão cegueira, névoa na visão, intolerância à luz e aparecimento de manchas.</p>



<p>Apesar dos sinais&nbsp;relacionados ao nervo óptico serem os mais comuns, Borba esclarece que o mais perigoso são os sintomas do que seria a &#8220;intoxicação das mitocôndrias&#8221;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Normalmente, elas fazem a respiração bioquímica, que é a produção de energia dentro das células, por meio&nbsp;do metabolismo do açúcar no sangue (que não é o açúcar que comemos, já é um produto dele, geralmente açúcares menores e gorduras). Esse processo é regulado por um mecanismo bioquímico que envolve sais&nbsp;e é desequilibrado pelo metabólito do metanol, o formaldeído.</em></p>



<p><em>&#8220;Na prática ele &#8216;gruda&#8217; no citocromo, o que faz com que pare de funcionar. Se a gente comparar esse funcionamento com o pistão do motor de um carro, é como você encher o pistão de água, e isso impede seu funcionamento&#8221;, ilustra o médico.</em></p>



<p><em>É como um processo de asfixia em&nbsp;nível celular, muito difícil de tratar e, a partir de um certo ponto, irreversível. &#8220;As células deixam de produzir energia, não tem como a gente trocar isso&#8221;, conclui.</em></p>
</blockquote>



<p>A orientação dos especialistas, assim como de todos os órgãos técnicos, é procurar o atendimento em serviços de urgência próximos imediatamente. As unidades trabalham com protocolos de triagem e podem diferenciar rapidamente tipos distintos de intoxicação. Mesmo serviços locais de saúde têm redes de referência que podem orientar os profissionais para o atendimento rápido e adequado.</p>
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