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	<title>Menor índice de fome 2026 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Insegurança alimentar no Brasil atinge menor índice da série histórica, em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 13:10:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Menor índice de fome 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Ex-presidente da FAO alerta que média nacional esconde fome ainda grande no Norte e Nordeste O Brasil registrou a menor taxa de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica da&#160;Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-241280e1840f2e9f3a0e7ba7852376ef">Ex-presidente da FAO alerta que média nacional esconde fome ainda grande no Norte e Nordeste</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil registrou a menor taxa de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica da&nbsp;<a href="https://www.fao.org/brasil/pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)</strong></a>. Segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI), divulgado nesta terça-feira (21), o índice caiu para 0,6% da população no triênio 2023-2025, consolidando a saída do país do Mapa da Fome e indicando que cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de privação alimentar grave no período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, o Brasil manteve abaixo de 2,5% a proporção da população sem acesso à quantidade mínima de calorias necessárias para uma vida saudável, patamar utilizado pela FAO para definir quais países integram o Mapa da Fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do&nbsp;diretor do Instituto Fome Zero e ex-diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, a melhora dos indicadores é resultado de uma combinação entre recuperação econômica e fortalecimento das políticas públicas de combate à fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Numa fase inicial, em que a fome ainda é um problema massivo, as variáveis fundamentais são as políticas macroeconômicas. A principal delas é o crescimento econômico inclusivo, quer dizer, gerar emprego de qualidade, bem remunerado, estável, o aumento do salário mínimo”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Graziano, a valorização do salário mínimo amplia a renda, inclusive entre trabalhadores informais. “Você não precisa ter carteira assinada para se beneficiar de um aumento do salário mínimo. Até o flanelinha, o guardador de carro, quando aumenta o salário mínimo, ele cobra mais”, exemplificou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="540" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia.webp" alt="" class="wp-image-69375" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia.webp 960w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia-300x169.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia-150x84.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia-768x432.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia-600x338.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fome-menor-indice-Andre-Borges-Agencia-Brasilia-20x11.webp 20w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Andre Borges/Agência Brasília</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, porém, quando a fome deixa de atingir grandes parcelas da população, as políticas focalizadas passam a ter papel decisivo na continuidade dos avanços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando a fome já se reduz, como aconteceu agora nesse último ano, entre 2024 e 2025, as políticas mais importantes são aquelas políticas de segurança alimentar e nutricional”, afirmou. Entre elas, Graziano cita o Bolsa Família, a alimentação escolar e as compras públicas da agricultura familiar. “O Bolsa Família atinge aquele segmento mais pobre da população, a política da merenda escolar atinge predominantemente as crianças mais pobres e a política de compras da agricultura familiar garante uma alimentação de melhor qualidade. Essas são fundamentalmente as políticas de maior impacto no caso brasileiro.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados divulgados pela FAO também mostram que a insegurança alimentar severa recuou de forma contínua nos últimos anos. O índice era de 6,6% no triênio 2021-2023, caiu para 3,4% em 2022-2024 e chegou a 0,6% no levantamento mais recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do avanço, Graziano alerta que o resultado nacional não significa que a fome tenha sido superada em todo o território brasileiro. Segundo ele, a metodologia utilizada para definir o Mapa da Fome leva em conta a Prevalência de Subnutrição (PoU), um indicador baseado em estimativas da disponibilidade de alimentos e da distribuição de renda, que pode ocultar profundas desigualdades regionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu considero muito ruim a estimativa do PoU para países da dimensão do Brasil, que têm uma grande diferença regional na população”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do ex-diretor da FAO, indicadores baseados na experiência direta das famílias revelam uma realidade mais complexa. “Na média, o Brasil está fora do Mapa da Fome porque tem um PoU muito baixo, menor que 2,5%. Mas, quando você pega os indicadores da insegurança alimentar, daqueles que não têm dinheiro para comprar o alimento que precisam, vai ver que tem uma grande porcentagem de gente ainda, principalmente na região Norte e na região Nordeste, que não consegue comer o mínimo necessário”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele acrescenta que, se essas regiões fossem analisadas isoladamente, a situação seria diferente. “Se essas regiões fossem países, elas ainda estariam dentro do Mapa da Fome. Não estão porque, na média, o PoU puxa os indicadores para baixo com base no desempenho melhor que têm as regiões Sul e Sudeste do país”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também mostra que o acesso à alimentação adequada continua sendo um desafio. Mesmo com a queda da fome extrema, 21,1% dos brasileiros ainda não conseguem pagar por uma alimentação saudável. Segundo a FAO, a melhora dos indicadores foi acompanhada pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), pela redução do desemprego, pelo aumento da renda média da população e pelo controle da inflação dos alimentos ao longo do triênio analisado.</p>
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