<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Memorias del Calabozo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/memorias-del-calabozo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Nov -001 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.2</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Memorias del Calabozo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Uma noite de 12 anos: A humanidade pode vencer</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/uma-noite-de-12-anos-a-humanidade-pode-vencer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Veneza]]></category>
		<category><![CDATA[Memorias del Calabozo]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Mujica]]></category>
		<category><![CDATA[Tortura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=8736</guid>

					<description><![CDATA[Um filme imperdível para qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade humana Uma co-produção uruguaia, argentina, espanhola e francesa, dirigida pelo hispano-uruguaio Álvaro Brechner, o filme foi indicado pelo Uruguai ao Oscar. No festival de Veneza, depois de exibido, recebeu uma ovação de quase meia hora.   Ele é baseado no livro “Memorias del [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme imperdível para qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade humana<br />
</p>
<p>Uma co-produção uruguaia, argentina, espanhola e francesa, dirigida pelo hispano-uruguaio Álvaro Brechner, o filme foi indicado pelo Uruguai ao Oscar. No festival de Veneza, depois de exibido, recebeu uma ovação de quase meia hora.</p>
<p> </p>
<p>Ele é baseado no livro “Memorias del calabozo”, não editado em português, mas que pode ser <a href="http://www.psicosocial.net/grupo-accion-comunitaria/centro-de-documentacion-gac/aprender-de-la-voz-de-los-supervivientes/651-memorias-del-calabozo/file" target="_blank">baixado aqui</a> e encontrado em sebos e no Estante Virtual. Conta a saga de três dirigentes tupamaros, dentre os nove classificados como “reféns” pela ditadura militar uruguaia e que, no mundo moderno, receberam um tratamento só comparável ao existente nos campos de concentração nazistas.</p>
<p> </p>
<p>Dois dos três dos dirigentes cuja história é retratada no livro – Maurício Rosencoff, hoje escritor; e Eleutério Fernandez Huidobro, falecido em 2016; depois de ter sido ministro da Defesa do governo Pepe Mujica – são seus autores. O terceiro preso retratado é o próprio Mujica, ex-presidente do Uruguai, que não teve condições de se dedicar à redação do livro.</p>
<p> </p>
<p>Aos presos considerados reféns os gorilas dedicaram um tratamento especialmente cruel. Não se tratava apenas de tentar extrair deles informações para o combate aos Tupamaros, mas de tentar destruí-los física e moralmente. De fazer deles trapos humanos.</p>
<p> </p>
<p>Espancados e torturados, foram mantidos durante 12 anos em calabouços em que não havia sequer vasos sanitários ou acesso a água, tendo que dormir no chão. Ficaram todo esse tempo sem banho e isolados de todo contato, seja com outros presos e seja com qualquer ser humano (inclusive os militares carcereiros).</p>
<p> </p>
<p>Alguns dos locais em que foram mantidos eram poços secos, nos quais alimentos eram baixados por cordas, para serem comidos com as mãos. Os dejetos (fezes e urina) também eram içados por cordas. É algo só visto na Idade Média.</p>
<p> </p>
<p>O que torna o filme mais impactante é que ele não é só, nem principalmente, uma impactante denúncia. Claro que não poderia deixar de ser isso também, mas a impressão que tive é que esta não é a principal preocupação de seus autores. Ele é centrado na luta dos três presos para não enlouquecer e manter sua humanidade, apesar de tudo.</p>
<p> </p>
<p>Assim, separados por paredes e sem se ver, dois deles inventam um código que permite comunicar-se com pancadas nas paredes e, até, disputar partidas de xadrez imaginando tabuleiros.</p>
<p> </p>
<p>“Nós nos agarramos à vida como uma planta trepadeira se agarra à parede. Se era necessário comer moscas, que para nós eram como passas com asas, comíamos moscas” – disse Rosencoff na apresentação do filme em Buenos Aires.</p>
<p> </p>
<p>Um dos momentos mais impactantes do filme é quando saem do isolamento absoluto e um deles é deixado sozinho por alguns instantes no pátio interno de um presídio, podendo ser visto por centenas de presos políticos que se amontoam nas grades de janelas das celas e o ovacionam. O preso, “Ñato” (Fernandez Huidobro), entra em transe, se imagina num campo de futebol e, sob aplausos gerais, dança, corre, gesticula e comemora, como se estivesse driblando adversários e fazendo gols imaginários.</p>
<p> </p>
<p>É impossível não se emocionar.</p>
<p> </p>
<p>A belíssima figura humana que é Mujica, hoje o mais conhecido dos três, depois de ter passado por isso tudo, mostra a força da espécie humana. Se ela é capaz dos comportamentos mais abjetos, é também capaz dos comportamentos mais nobres.</p>
<p> </p>
<p>A capacidade de expressar de forma radical a luta pela vida em seu sentido mais pleno (a mesma que, em proporções menores, é a de um torturado quando, para manter a Humanidade, se recusa a dar informações aos carrascos) é o mais impactante no filme. Mais, até – penso – do que as cenas de violência explícita.</p>
<p> </p>
<p>Por isso tudo, “Uma noite de 12 anos” é, antes de mais nada, uma ode à vida.</p>
<p> </p>
<p>Não à toa quem o assiste chora.</p>
<p> </p>
<p>O filme mostra que a Humanidade pode vencer.</p>
<p> </p>
<p>E que, naquele episódio, apesar de tudo, venceu.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/9tMcnZrIvqs" width="560" height="314" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p>Fonte: EOnline<br />Escrito por: Cid Benjamin</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
