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	<title>medidas de bolsonaro inflação &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Inflação revela que medidas artificiais do governo não surtiram efeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
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					<description><![CDATA[Bolsonaro reduziu imposto sobre combustíveis, que volta a subir, e não segura inflação e elevação nos preços dos alimentos, que tem a maior alta desde 1994   Especialistas alertaram: as medidas artificiais para tentar frear a alta dos combustíveis, energia e de alimentos, e por consequência, da inflação, feitas pelo governo Bolsonaro, de olho na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bolsonaro reduziu imposto sobre combustíveis, que volta a subir, e não segura inflação e elevação nos preços dos alimentos, que tem a maior alta desde 1994</p>
<p></p>
<p> </p>
<p>Especialistas alertaram: as medidas artificiais para tentar frear a alta dos combustíveis, energia e de alimentos, e por consequência, da inflação, feitas pelo governo Bolsonaro, de olho na reeleição, a fim de conter a elevação dos preços não teriam efeito. Não deu outra. O governo zerou impostos sobre combustíveis e energia e reduziu o ICMS dos estados. O atual governo conseguiu, após seguidas mudanças na direção da Petrobras, diminuir os preços da gasolina e etanol e baixou a inflação. No entanto, Guedes e Bolsonaro, para não contrariar grandes acionistas e especuladores, mantiveram na estatal, a política de Preços por Paridade Internacional (PPI), criada no governo Michel Temer.</p>
<p> </p>
<p>Resultado: o preço da gasolina teve duas novas altas seguidas, com aumento de 1,8%. Entre os dias 16 e 22 de outubro, o litro do combustível subiu de R$4,84 para R$4,88. De acordo com analistas, uma das razões para os reajustes foram o aumento feito pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, privatizada pelo atual governo, o que derruba definitivamente o argumento de Paulo Guedes de que é preciso privatizar a estatal para reduzir os preços dos combustíveis.</p>
<p> </p>
<p><strong>Nova alta</strong></p>
<p>Bolsonaro havia comemorado a redução nos postos e dois meses de deflação. Mas o que economistas alertavam aconteceu. A Petrobras anunciou novos aumentos. Preocupado com a possibilidade de perder a eleição para Lula, o presidente da República pressiona para que novos reajustes só aconteçam após a eleição do próximo domingo, 30 de outubro. Não adiantou. A prévia de outubro apresenta alta da inflação de 0,16% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O acumulado do ano de 2022 é de 4,80%. A estatal já avisou que os preços dos combustíveis estão defasados com o mercado internacional e novos reajustes virão. Bolsonaro insiste para que o aumento só aconteça na semana que vem, depois do pleito de domingo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Alimentos ainda mais caros</strong></p>
<p>A inflação dos alimentos é ainda maior e está há sete meses acima do IPCA: tiveram uma alta acumulada de 11,71% contra 7,17% do índice geral. A inflação dos alimentos é a maior dos últimos 28 anos, desde que o Plano Real foi criado no Brasil, em 1994.</p>
<p> </p>
<p>Todos os trabalhadores são prejudicados com os preços elevados da alimentação, mas são os pobres que sofrem mais.</p>
<p> </p>
<p>“Está tudo absurdamente caro. A gente vai ao supermercado e cada dia é um preço. O salário não está valendo nada. Imagine os milhões de brasileiros que ganham um salário mínimo e quem está desempregado. Este governo é um desastre”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, Sérgio Menezes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Juros nas alturas</strong></p>
<p>Especialistas dizem ainda que a prova de que as medidas do governo para conter a alta inflacionária não surtiram o efeito esperado, são os juros.</p>
<p> </p>
<p>O Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 3,75% na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) antes das eleições de domingo (30). A atual taxa é a mais alta desde 2016.</p>
<p> </p>
<p>Trabalhadores estão utilizando cartão de crédito para comprar comida. O Brasil tem a segunda maior taxa de juros do mundo, perdendo apenas para a Argentina.</p>
<p>Fonte: SEEB do RJ<br />Escrito por: Carlos Vasconcellos</p>
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