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	<title>LUCROS DOS BANCOS &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>LUCROS DOS BANCOS &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Imune a crises, setor financeiro aumenta lucros, eleva tarifas e fecha agências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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		<category><![CDATA[COBRANÇA DE TARIFAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Os quatro maiores bancos tiveram, somados, lucro líquido de R$ 20,85 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de quase 20% em relação a 2018. Cobrança de serviços e tarifas somou R$ 27 bilhões Nos três primeiros meses de 2019, o lucro dos bancos, considerando apenas os quatro maiores do país somaram lucros de R$ 20,85 bilhões, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os quatro maiores bancos tiveram, somados, lucro líquido de R$ 20,85 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de quase 20% em relação a 2018. Cobrança de serviços e tarifas somou R$ 27 bilhões<br />
</p>
<p>Nos três primeiros meses de 2019, o lucro dos bancos, considerando apenas os quatro maiores do país somaram lucros de R$ 20,85 bilhões, crescimento de 19,8% em relação a igual período do ano passado. Uma das fontes de receita segue sendo a combinação entre prestação de serviços e cobrança de tarifas: apenas no primeiro trimestre, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander garantiram arrecadação de R$ 27,2 bilhões.</p>
<p> </p>
<p>Apenas essa receita já supera amplamente despesas com mão de obra, observa a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (<a href="https://contrafcut.com.br/" target="_blank">Contraf</a>), Juvandia Moreira. “Cobre folha de pagamento, todas as despesas de pessoal, e ainda sobra”, afirma a dirigente. Ela destaca que essa cobertura das despesas com receitas de serviços e tarifas variou de 118% (BB) a 195% (Santander).</p>
<p> </p>
<p>“O mercado financeiro não perde nunca”, resume Juvandia.</p>
<p> </p>
<p>Das quatro instituições, apenas o Santander teve aumento do número de agências: 28. O Itaú fechou 60 agências físicas e abriu 35 digitais, que agora somam 195. O Bradesco fechou 114 unidades e o BB, 31.</p>
<p> </p>
<p>“As apostas e os investimentos dos bancos seguem no sentido da priorização pelo atendimento digital”, comenta a subseção do <a href="https://www.dieese.org.br/" target="_blank">Dieese</a> na Contraf. “Agências digitais, agências-café (com outros espaços e serviços no mesmo ambiente do atendimento bancário – o que nos traz grandes preocupações quanto a segurança desses ambientes; além da condição de trabalho/saúde desses bancários), aplicativos para smartphones, inteligência artificial, entre outros.”</p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.facebook.com/santosbancarios/" target="_blank">&gt;&gt;&gt; Curta o Sindicato no Facebook</a></p>
<p> </p>
<p>Em relação ao emprego, o comportamento não foi uniforme: o Itaú, por exemplo, tem saldo de 361 vagas em 12 meses, mas fechou 597 postos de trabalho no trimestre. O Santander perdeu 623 vagas. O Bradesco abriu 1.563 – segundo a subseção, devido a contratações na área de negócios – e o BB cortou 1.414.</p>
<p> </p>
<p>“O que deveria haver era redução de tarifas, da taxa de juros, porque o cliente está fazendo todo o serviço sozinho”, diz Juvandia. “Com o atendimento digital, ele incorporou grande parte dos custos dos bancos”, acrescenta. Além de encarecer o serviço para o consumidor, a prática “está revertendo em ganhos para os acionistas”.</p>
<p> </p>
<p>No setor público, o cenário é ainda mais preocupante. “O governo tem uma política de desmonte. Não tem compromisso de manter uma instituição pública forte. Está fazendo um desmonte para favorecer o setor privado”, afirma a presidenta da Contraf. Ela cita manifestação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que durante evento recente nos Estados Unidos falou em “fusão” entre BB e o Bank of America. E lembra que a previsão é de abertura generalizada de programas de demissões voluntárias (PDVs).</p>
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<p>Juvandia também aponta consequências negativas para a economia, com restrições, por exemplo, ao crédito rural e à agricultura familiar. “É abrir mão de gerar emprego. Quando você enfraquece um banco público, está falando em alimento mais caro na mesa.”</p>
<p> </p>
<p>A carteira de crédito dos quatro bancos somou R$ 2,3 trilhões, alta de 6,9%. Na área de pessoas físicas, os destaques foram empréstimo consignado/crédito pessoal, financiamento imobiliário e cartão de crédito.</p>
<p> </p>
<p>Categoria com acordo coletivo nacional, os bancários não terão campanha salarial neste ano, já que em 2018 aprovaram proposta que incluiu reajuste de 5% (inflação mais aumento real) e novo aumento na próxima data-base, também garantindo reposição da inflação e ganho real (1%) para salários e verbas. Periodicamente, mantêm mesas específicas de negociação, em temas como igualdade de oportunidades, saúde e segurança.</p>
<p> </p>
<p>Uma das preocupações é com o adoecimento crescente de trabalhadores. “Grande parte vem da cobrança de metas. É um dos grandes fatores de adoecimento”, observa Juvandia.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e seu nome</strong></em></p>
<p>Fonte: Rede Brasil Atual</p>
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