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	<title>Lucro dos bancos 2022 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Lucro dos bancos 2022 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Lucros bilionários dos bancos em 2022 expõem abismo socioeconômico do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2023 14:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro bilionário pela Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro dos bancos 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Mais de 100 bilhões]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto bancos lucraram R$ 106,7 bilhões no ano passado, cresceu o endividamento da população. Alta taxa de juros imposta pelo autônomo Banco Central é fator determinante para este cenário Privilegiados pelo sistema econômico brasileiro, mesmo em um cenário de crescimento restrito, os cinco maiores bancos do país obtiveram um lucro líquido em 2022, de cerca [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Enquanto bancos lucraram R$ 106,7 bilhões no ano passado, cresceu o endividamento da população. Alta taxa de juros imposta pelo autônomo Banco Central é fator determinante para este cenário</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Privilegiados pelo sistema econômico brasileiro, mesmo em um cenário de crescimento restrito, os cinco maiores bancos do país obtiveram um lucro líquido em 2022, de cerca de R$ 106,7 bilhões. É o que mostra o estudo “Desempenho dos bancos 2022”, elaborado pelo&nbsp;<a href="https://www.dieese.org.br/desempenhodosbancos/2023/desempenhoDosBancos2023.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese),</a>&nbsp;publicado esta semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, conduzido pela economista Vivian Machado, da subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), aponta que o montante acumulado pelos bancos se deu em cenário de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central, em 13,75%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de juros em patamar elevado – o Brasil tem a maior taxa do mundo – dificulta o crescimento da economia, a geração de emprego o provoca um aumento do endividamento das famílias brasileiras. Com juros mais altos, contas a pagar ficam mais altas, o que impacta diretamente no orçamento do brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De um lado os bancos acumulam altos lucros, um aumento de 9,25% em relação a 2021, e de outro um crescimento do endividamento das famílias, por conta dos altos juros”, afirma a economista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do Banco Central, no ano de 2022 foi registrado um crescimento de 20,7% na utilização do crédito Pessoal Física. Grande parte desse resultado, 85%, vem da utilização do cartão de crédito, cujas taxas de juros do rotativo estão acima dos 410% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No ano passado observamos que as pessoas usaram muito o cartão de crédito para pagar as despesas domésticas e comprar comida para casa. E o endividamento das famílias acontece também porque elas acabam recorrendo ao parcelamento da fatura ou mesmo ao rotativo do cartão”, explica Vivian Machado.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Números do endividamento</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A parcela de famílias brasileiras com dívidas (em atraso ou não) chegou a 78,3% em abril deste ano. A taxa é a mesma observada no mês anterior, mas está acima dos 77,7% de abril de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da inadimplência atingiu também a classe média, estrato social em que as contas ou dívidas em atraso aumentaram. As famílias inadimplentes de todas as classes socais chegam ao índice de 29,1% , abaixo dos 29,4% de março, mas acima dos 28,6% de abril de 2022. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada no início de maio pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).</p>



<h4 class="wp-block-heading">A pesquisa mostra ainda que:</h4>



<p class="wp-block-paragraph">– Aqueles que não terão condição de pagar suas dívidas somaram 11,6%, percentual superior aos 11,5% de março e aos 10,9% de abril do ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">– A cada 100 consumidores inadimplentes em abril, 45 estavam com atrasos por mais de três meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Do total de consumidores endividados, 86,8% têm dívidas no cartão de crédito e 9% com crédito pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este quadro de endividamento tende a aumentar nos próximos meses. A previsão é que o percentual de 78,3% se mantenha nos próximos dois meses e suba para 78,4% em julho, segundo a CNC.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A roda da economia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O lucro dos bancos, afirma a economista, é resultado direto da manutenção da taxa de juros (Selic), ainda que os bancos tenham elevado seu provisionamento por causa da alta inadimplência e pelo escândalo das Americanas, que entrou na Justiça com pedido de recuperação judicial com uma dívida de cerca de R$ 40 bilhões. Os bancos são os principais credores das Americanas, e por isso, o risco de ‘calote’ foi elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um dinheiro que sai do bolso dos clientes e vai parar no sistema financeiro. Com juros altos, os bancos elevam todas as taxas. E sai do governo também já que os bancos tem 30% dos títulos da dívida pública”, diz Vivian Machado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explica que os bancos ganham em diversas frentes como as operações de crédito, títulos de valores mobiliários e com os recursos que têm parados no Banco Central e rendendo juros. Com a Selic alta, todas as operações ficam mais caras aos devedores. Portanto, quem mais ganha são os bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivian Machado diz ainda que enquanto isso acontece, a economia perece. “É um dinheiro que poderia estar circulando na economia, no bolso do trabalhador, comprando mais, com indústria produzindo mais, gerando mais empregos, mais arrecadação, mais investimentos públicos”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Empregos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto bancos aumentam seus lucros, o emprego no sistema financeiro sofre uma transformação prejudicial aos trabalhadores. Em 2022, segundo os dados, 617 agências bancárias foram fechadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que temos visto é uma substituição de agência por unidades de negócios e agências digitais, que têm menos pessoas trabalhando no atendimento. Além da tecnologia que permite que as operações bancárias sejam virtuais, como os aplicativos de celular”, diz Vivian.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, ainda que o saldo de contratações tenha sido positivo no ano passado, são empregos em atividades não configuradas como ‘categoria bancária’. “Os bancos apostam há tempos na contração das fintechs [empresas especializadas em tecnologia voltada ao sistema financeiro] do que nos bancários em si”, diz Vivian.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A categoria bancária tem direitos garantidos e protegidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) negociada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Vivian Machado ressalta que, por este aspecto, a atuação dos bancos caracteriza um ‘esvaziamento’ da categoria com o propósito de reduzir encargos com direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é prejudicial também à população que precisa de atendimento. Exemplo os aposentados e idosos que têm dificuldade em lidar com a tecnologia. “São pessoas que dependem do atendimento bancário humano”, pontua a economista</p>
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		<title>Bancos eliminam empregos pelo quarto mês consecutivo</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-eliminam-empregos-pelo-quarto-mes-consecutivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 13:07:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Caged bancário]]></category>
		<category><![CDATA[demissão nos bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro dos bancos 2022]]></category>
		<category><![CDATA[semprego]]></category>
		<category><![CDATA[Terceirização]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor mais lucrativo da economia vem aumentando a crise econômica e social com demissões. Utiliza a terceirização como receita para sua ganância por lucros e precariza o trabalho. A falta de investimentos na produção de riquezas à nação aliada a cobrança das maiores taxas de juros do mundo vem paralisando outros setores produtivos, como [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">O setor mais lucrativo da economia vem aumentando a crise econômica e social com demissões. Utiliza a terceirização como receita para sua ganância por lucros e precariza o trabalho. A falta de investimentos na produção de riquezas à nação aliada a cobrança das maiores taxas de juros do mundo vem paralisando outros setores produtivos, como a indústria, acarretando mais miséria e desemprego</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), com base na PNAD Contínua, o setor bancário eliminou postos de trabalho pelo quarto mês consecutivo. Em janeiro, os bancos tiveram saldo negativo de 319 vagas, resultado de 3.145 admissões e 3.464 desligamentos no mês. Entre outubro de 2022 e janeiro deste ano, o setor já acumula o fechamento de 889 postos de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O saldo negativo de empregos no setor bancário vai na contramão do ramo financeiro como um todo que, excluindo os bancos, teve saldo positivo de 1.604 postos de trabalho em janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do saldo negativo de contratações nos bancos entre outubro de 2022 e janeiro deste ano, no acumulado dos últimos 12 meses (Jan/22 a Jan/23) o saldo de empregos no setor bancário ainda se mantém positivo, com a criação de 1.399 vagas, resultado de contratações pela Caixa no ano passado, unicamente decorrentes da luta sindical na justiça pela convocação dos aprovados em concurso de 2014, para diminuir a pressão por falta de funcionários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8221; Os principais bancos do Brasil (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander Brasil) lucraram R$ 96,2 bilhões em 2022. O valor corresponde a uma alta nominal de 6,3% em relação ao ano anterior, quando somou R$ 90,5 bilhões. O setor mais lucrativo da economia vem aumentando a crise econômica e social com demissões e precariza o trabalho com a terceirização. A ganância por lucros, a falta de investimentos na produção de riquezas à nação aliadas à cobrança das maiores taxas de juros do mundo vem paralisando outros setores produtivos como a indústria acarretando mais miséria e desemprego”, argumenta Eneida Koury, secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancária do BB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os bancos não têm nenhuma justificativa para não contratar e sobrecarregar os funcionários com metas impossíveis&#8221;, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 27 unidades da federação, apenas cinco registraram saldo positivo de postos de trabalho: São Paulo (+77 postos), Sergipe (+12 postos), Pará (+5 postos), Amapá (+ 1 posto) e Tocantins (+ 1 posto).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Rotatividade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O salário mensal médio de um bancário admitido em janeiro alcançou o valor de R$ 6.395,43, enquanto o do desligado foi de R$ 7.214,62. Ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 88,6% do desligado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Terceirização</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A terceirização também é um fator que impacta negativamente o emprego no setor bancário, uma vez que os bancos utilizam esta modalidade de trabalho precarizada para cortar custos, retirar funcionários da categoria bancária e desmobilizar a organização dos trabalhadores.&nbsp;O Santander terceirizou áreas inteiras, por exemplo. “Isso é virar de costas para o país em que mais dá lucro ao conglomerado mundial financeiro do banco espanhol”, ressalta Fabiano Couto, secretário de Comunicação do Sindicato do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Faixa etária e sexo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere ao recorte de gênero, o saldo negativo de postos de trabalho nos bancos se deu, predominantemente, entre mulheres. Nas admissões, as mulheres representaram 46% das contratações, enquanto nos desligamentos correspondem a 51%. O resultado é um saldo negativo de 5 postos de trabalho entre homens, número que salta para 314 entre as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao recorte por faixa etária, observa-se salda positivo de postos de trabalho entre as faixas de 18 até 29 anos, com ampliação de 811 vagas. Já para as faixas etárias superiores é constatado movimento contrário, com o fechamento de 1.111 vagas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Emprego no Brasil</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro, o Brasil registrou saldo positivo de empregos celetistas, com a criação de 83.297 postos de trabalho. Os dados registraram saldo positivo no nível de emprego em quatro dos cinco Grandes Grupamentos de Atividades Econômicas: Serviços (+40.686 postos); Construção (+38.965 postos); Indústria geral (+34.023 postos), principalmente na Indústria de Transformação (+33.738 postos); Agropecuária (+23.147 postos); e Comércio (-53.524 postos).</p>
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