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	<title>Liberdade Sindical &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Liberdade Sindical &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Liberdade Sindical e atos antissindicais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/liberdade-sindical-e-atos-antissindicais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 11:24:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atos antissindicais]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Sindical]]></category>
		<category><![CDATA[OIT 87]]></category>
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					<description><![CDATA[A OIT e a Constituição Federal Brasileira respaldam o MPT a combater atos antissindicais para preservar a Liberdade Sindical. Entre as práticas antissindicais está obstaculizar campanhas de filiação sindical nos locais de trabalho O Ministério Público do Trabalho (MPT) elaborou um manual para identificar os atos antissindicais. Esse projeto, segundo a Introdução do Manual do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">A OIT e a Constituição Federal Brasileira respaldam o MPT a combater atos antissindicais para preservar a Liberdade Sindical. Entre as práticas antissindicais está obstaculizar campanhas de filiação sindical nos locais de trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público do Trabalho (MPT) elaborou um manual para identificar os atos antissindicais. Esse projeto, segundo a Introdução do Manual do MPT, é de vital importância para a defesa da liberdade sindical, direito reconhecido e assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela ordem jurídica internacional em tratados, declarações e convenções. A OIT &#8211; Organização Internacional do Trabalho &#8211; em 1998 elegeu a liberdade sindical como um dos direitos fundamentais do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate aos atos antissindicais ganha relevância em um contexto de crise econômica; crescente desemprego conjuntural e estrutural; incremento das políticas de austeridade; ataque da relevância do papel do Estado na formulação e implementação de políticas públicas e a consequente transferências destas para a iniciativa privada; na supressão dos direitos sociais; na precarização do trabalho; no fortalecimento de ideias que valorizam o individual em detrimento do coletivo; e no enfraquecimento do Estado Social e Democrático de Direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso em favor de uma visão da economia, da sociedade e do mundo que produz concentração de riqueza às custas do sacrifício de grande parte da sociedade, em especial dos trabalhadores, prejudicados pelo enfraquecimento da atuação sindical e das entidades sindicais, as quais historicamente contribuíram para a conquista dos direitos trabalhistas e dos direitos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liberdade sindical é imprescindível para a democracia e vice-versa. Uma não se constrói sem a outra e, portanto, ambas devem ser sempre reafirmadas e defendidas. Tanto que existe uma correlação entre a liberdade sindical e a liberdade política, quanto maior a liberdade política maior a liberdade sindical e, nos momentos de restrição à liberdade política, diminui a liberdade sindical. A defesa da liberdade sindical também se efetiva com a compreensão e o combate às condutas antissindicais. É necessário melhor conhecê-las para melhor enfrentá-las e coibi-las.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O MPT E O COMBATE AOS ATOS ANTISSINDICAIS – SINDICATOS LIVRES</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A criminalização do movimento sindical, mediante tratamento meramente policial, com prisões ou ameaças de processos ou inquéritos penais pelo exercício da atividade sindical, visando a atemorizar, impedir ou desestimular o uso das faculdades, direitos e garantias inerentes ao sindicalismo, é prática incompatível com o regime de liberdades consagrado pela Constituição brasileira e pelas normas da Organização Internacional do Trabalho.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Alguns atos antissindicais praticados contra as entidades sindicais e sua organização</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Além de trabalhadoras, trabalhadores e dirigentes sindicais, a liberdade sindical também requer a tutela das próprias entidades sindicais para que possam efetivamente tutelar os interesses da categoria. Dentre outras condutas, classifica-se como ato antissindical em prejuízo das entidades sindicais e sua organização:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Interferir ou praticar qualquer ato de ingerência nas organizações sindicais de trabalhadoras e trabalhadores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Impedir a participação de trabalhadoras e trabalhadores em assembleias convocadas pela entidade sindical profissional;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Obstaculizar campanhas de filiação sindical nos locais de trabalho;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Financiar, facilitar ou promover a criação de sindicato com o único intuito de atender os interesses do empregador ou do sindicato patronal;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Subordinar a admissão ou a preservação do emprego a não filiação a entidade sindical;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Conceder tratamento discriminatório em virtude de filiação ou atividade sindical;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Sabotar ou proibir campanha de filiação sindical dentro dos locais de trabalho e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Manual-MPT-Antissindical.pdf"><strong>Leia aqui a íntegra do manual do MPT</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ilo.org/brasilia/convencoes/WCMS_239608/lang--pt/index.htm"><strong>Convenção 87 da OIT sobre Liberdade Sindical</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/movimento-sindical-denuncia-a-comissao-europeia-desrespeitos-do-santander-aos-trabalhadores-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Due Diligence]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Sindical]]></category>
		<category><![CDATA[UNI Finanças Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[UNI Global Union]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva</p>
<p></p>
<p>A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), enviou carta à Comissão Europeia (instituição que aplica as decisões do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia) denunciando desrespeitos cometidos pelo banco espanhol <a href="https://santosbancarios.com.br/artigos/santander" target="_blank">Santander</a> contra os trabalhadores brasileiros e contra a negociação coletiva. O documento foi a contribuição da entidade a uma consulta sobre governança corporativa sustentável de empresas europeias. Com esta consulta, a Comissão Europeia pretende tornar obrigatória, em qualquer transação de compra ou venda de ativos de uma empresa, a chamada due diligence: uma auditoria meticulosa da gestão financeira, contábil e fiscal, trabalhista, previdenciária, ambiental, jurídica, imobiliária, de propriedade intelectual e da tecnologia dessa empresa, inclusive no âmbito dos direitos humanos.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/nota-de-repudio-ao-banco-santander-brasil" target="_blank">&gt;&gt; Nota de Repúdio ao Banco Santander Brasil</a></p>
<p> </p>
<p>“<em>Nós, como sindicalistas, temos muito a contribuir com essa tentativa da Comissão Europeia de tornar o respeito aos direitos humanos e trabalhistas um aspecto essencial a ser levado em consideração em qualquer transação de compra e venda de uma empresa. E assim fizemos ao participar da consulta aberta por eles, enviando informações acerca das práticas desrespeitosas do Santander Brasil contra os trabalhadores e sua organização sindical</em>”, destaca a secretária-geral do SEEB SP, Neiva Ribeiro, que assina o documento.</p>
<p> </p>
<p>Na carta ao comissário Reynders (responsável pela iniciativa na Comissão Europeia), o Sindicato dos Bancários de São Paulo se apresenta como uma entidade que representa 142 mil trabalhadores de bancos públicos e privados, e destaca três pontos que considera fundamentais: a importância da liberdade sindical e da negociação coletiva; a importância do envolvimento sindical em todo o processo da due diligence; e a importância da gestão do conselho de administração e de uma aplicação rigorosa dos preceitos da due diligence em relação ao respeito aos direitos humanos pela empresa.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Desrespeito aos trabalhadores e ao movimento sindical</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sobre o primeiro ponto, o SEEB SP denunciou práticas antissindicais e desumanas do Santander Brasil. “<em>No país onde o grupo espanhol tem sua maior fatia de lucro, o banco explora os trabalhadores, demite e desrespeita a negociação coletiva. E deixamos isso claro na carta à Comissão Europeia</em>”, ressalta a diretora do Sindicato e bancária do Santander, Rita Berlofa, que preside a UNI Finanças Mundial, braço da UNI Global Union para os trabalhadores do setor financeiro.</p>
<p> </p>
<p>No documento, o Sindicato aponta que no ano passado, com a pandemia já em patamares alarmantes no Brasil e mesmo após ter assumido o compromisso público de não demitir enquanto durasse a crise sanitária, o Santander extinguiu mais de 3 mil postos de trabalho no país. Informa também que o banco tem feito acordos de teletrabalho (home office) e de compensação de horas diretamente com os funcionários, sem a participação dos sindicatos, desrespeitando o vasto histórico de negociação coletiva da categoria bancária brasileira. Acordos esses que resultaram em perdas de direitos para os trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p>Denuncia ainda que o Santander Brasil tem promovido ataques que retiram direitos nos fundos de pensão/previdência e nos convênios médicos dos trabalhadores oriundos do Banespa (banco estatal comprado pelo Santander no final de 2000). E que tem promovido ataques aos direitos de dirigentes sindicais: “<em>Em outubro de 2020, o Santander notificou a retirada da gratificação de função de 38 dirigentes sindicais e também de trabalhadores com estabilidade previdenciária e ou com cargos eletivos de representação. Iniciamos um processo de negociação, onde o banco se comprometeu que retomaria o pagamento, porém em dezembro, as vésperas do Natal, ele efetuou o corte de 55% do salário (o que afeta radicalmente a subsistência desses trabalhadores), sem qualquer conversa ou notificação ao sindicato. Encerrou o processo de negociação, e estendeu a retirada da gratificação para mais dirigentes em todo o país, não restando alternativa senão a jurídica. Além disto, há meses o banco tem aplicado suspensão, advertências e até demissões de dirigentes em todo o país alegando motivos que não justificam as penalidades</em>”, diz a carta.</p>
<p> </p>
<p>O Sindicato pede à Comissão Europeia maior transparência nos processos da due diligence das empresas sobre os direitos à liberdade sindical e à negociação coletiva. E sugere que a exigência de relatórios sobre a porcentagem de trabalhadores cobertos por acordos coletivos em cada país onde a empresa atua seria fundamental como indicador da eficácia da diligência nesta área e para a adoção de medidas necessárias.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Participação dos sindicatos no processo de <em>due diligence</em></strong></span></p>
<p> </p>
<p>O Sindicato defende ainda um envolvimento efetivo dos representantes sindicais em todo o processo da due diligence. “<em>Os trabalhadores e seus representantes sindicais têm papel primordial, além de outras partes interessadas, dentro das empresas. Eles têm grande interesse no sucesso de um negócio a longo prazo, pois o emprego depende disso. (…) Eles estão familiarizados com o funcionamento interno da empresa, bem como com os riscos e oportunidades que ela possa representar, além de terem um conhecimento profundo dos direitos dos trabalhadores, em particular, dos direitos de liberdade sindical e negociação coletiva.</em>”</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Gestão e aplicação rigorosa</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sugere ainda que as atividades da due diligence não sejam relegadas a um único departamento da empresa, mas sim integradas às principais estratégias de negócios. “<em>Por esse motivo, entendemos que um membro específico do conselho de administração deve ser responsável pela supervisão permanente do conceito e pela aplicação da due diligence no que diz respeito aos direitos humanos da empresa. (…) As empresas devem garantir as designações orçamentais suficientes e a supervisão, garantindo, assim, a implementação do plano, o respeito e cumprimento das suas obrigações</em>&#8220;.</p>
<p> </p>
<p>“<em>Deixamos claro com este documento que apoiamos a iniciativa da Comissão Europeia e da Coalizão Europeia para Justiça Corporativa &#8211; ECCJ [European Coalition for Business Justice] no sentido de exigir das empresas uma maior responsabilidade em relação aos direitos humanos, e nos colocamos à disposição para ajudar nesse processo, inclusive denunciando empresas como o Santander, que aqui tem desrespeitado repetidamente os trabalhadores brasileiros</em>”, reforça a presidenta da UNI Finanças Mundial.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-pressiona-pela-prioridade-dos-bancarios-da-regiao-na-vacinacao" target="_blank">&gt;&gt; Sindicato dos Bancários de Santos e Região pressiona pela prioridade dos bancários da baixada santista na vacinação</a></p>
<p><img decoding="async" title="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2021/02/10908-1613638679.jpeg" alt="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" /></p>
<p>Crédito: Maurício Morais<br />Fonte: SEEB SP &#8211; 17/02/2021</p>
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