<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Lei 9249/95 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/lei-9249-95/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Nov -001 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Lei 9249/95 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/pagamos-tantos-impostos-para-que-a-elite-pague-menos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Henrique Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[IPC-IG]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 9249/95]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Pikketty]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=7643</guid>

					<description><![CDATA[Estudo do Ipea afirma que mudanças nas leis promovidas nos anos 1980 e 1990 livraram os mais ricos de tributos, fazendo a conta aumentar para a classe média e os mais pobres; condição ameaça serviços públicos como Segurança, Saúde, Educação e Previdência Social. Com certeza você já se perguntou por que paga tanto imposto e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Ipea afirma que mudanças nas leis promovidas nos anos 1980 e 1990 livraram os mais ricos de tributos, fazendo a conta aumentar para a classe média e os mais pobres; condição ameaça serviços públicos como Segurança, Saúde, Educação e Previdência Social.<br />
</p>
<p>Com certeza você já se perguntou por que paga tanto imposto e mesmo assim sempre falta verba para Saúde, Educação, Segurança Pública e Previdência Social. Será que a corrupção e a ineficácia dos governos são as únicas explicações? Uma das principais causas – que também revela porque o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo – é o próprio sistema tributário.</p>
<p> </p>
<p>É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG, na sigla em inglês), órgão vinculado à ONU.</p>
<p> </p>
<p>O estudo mostra que o 1% mais rico concentra algo próximo a um quarto (23,2%) de toda a renda nacional. Renda nacional é a soma de todos os rendimentos de um país durante o ano: salários, lucros, juros, honorários, aluguéis etc.</p>
<p> </p>
<p>O trabalho defende que medidas adotadas por governos brasileiros nas décadas de 1980 e 1990 – repetindo um movimento verificado em países como Estados Unidos e Reino Unido – limitaram a função redistributiva do imposto de renda. Isso resultou em um elevado grau de concentração de renda entre os mais ricos.</p>
<p> </p>
<p>Segundo o estudo, a redução das alíquotas do IR, ocorridas entre os anos 1980 e 1990, explica essa imensa concentração de renda. O Brasil já chegou a cobrar alíquotas de até 60% para rendas mais elevadas. A partir de 1988, as taxas sofreram um movimento de redução até chegar ao teto atual de 27,5%. Isso significa que essa alíquota é cobrada tanto para quem ganha R$ 5 mil quanto para quem ganha R$ 500 mil por mês.</p>
<p> </p>
<p>A diminuição do número de alíquotas se deu justamente quando o país avançava na construção de sua rede de proteção social, como determina a Constituição Federal vigente. A redução de impostos para as camadas mais ricas da sociedade contribui para a falta de verba no financiamento da Saúde, Educação e Previdência Social.</p>
<p> </p>
<p>Após o golpe, em 2016, o governo Temer, aliado ao Congresso Nacional dominado por empresários e ruralistas, promulgou Emenda Constitucional 95, que congela investimentos em Saúde e Educação por 20 anos. E não à toa, atualmente paira a enorme pressão para o corte de gastos com aposentadorias e pensões por meio de uma reforma que pode acabar com a Previdência Pública.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>R$ 269 bilhões para 1% dos brasileiros</strong></span></p>
<p>Aliado à redução das alíquotas, continua o estudo, está a isenção de impostos sobre os dividendos pagos a acionistas e sobre os juros de capital próprio. Essa isenção se deu graças à lei 9.249, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995.</p>
<p> </p>
<p>Para dar uma ideia do tamanho da injustiça, em 2016, cerca de 2,5 milhões de indivíduos (pouco mais de 1% da população brasileira) ganharam R$ 269 bilhões referentes a lucros e dividendos, segundo a Receita Federal. Uma cifra totalmente isenta de impostos.</p>
<p> </p>
<p>Se fosse aplicada a alíquota de 27,5% sobre esse montante – a mais alta que incide atualmente sobre o imposto de renda –, o país teria arrecadado R$ 73 bilhões em apenas um ano. Para efeito de comparação, no mesmo ano de 2016, o orçamento do Ministério da Educação foi de R$ 99 bilhões, e do Ministério da Saúde, R$ 118 bilhões.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Quem ganha menos paga mais</strong></span></p>
<p>Diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, os impostos cobrados no Brasil concentram-se principalmente sobre serviços e consumo (56% do total da carga tributária), como alimentos, eletrodomésticos, combustíveis e conta de luz, por exemplo. Isso compromete mais a renda de quem ganha menos, porque as alíquotas sobre esses itens são iguais para todos, ricos ou pobres.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, fontes tributáveis sobre o patrimônio – como heranças e propriedades, relacionadas às parcelas mais ricas – são responsáveis por apenas 4,2% do total pago pelos brasileiros.</p>
<p> </p>
<p><img decoding="async" title="Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2018/04/7643-1523095273.jpg" alt="Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos" /></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fundamental no desenvolvimento social</strong></span></p>
<p>Citando o economista francês Thomas Pikkety, autor de O Capital no Século XXI, o estudo ressalta que a implantação de impostos progressivos (que cobram mais de quem tem mais) desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do Estado social e na transformação da desigualdade no século XX.</p>
<p> </p>
<p>Ainda de acordo com o estudo, em razão da resistência das elites econômicas, até o início do século XX a alíquota máxima não passava de 10% nos países desenvolvidos. “Foi preciso o caos político e econômico provocado pela Primeira Guerra Mundial e em seguida pela Revolução Russa para que, rapidamente, essas elites concordassem em elevar de súbito as alíquotas do imposto superiores a 50%”, escrevem os autores do estudo, os economistas Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Alternativas contra desigualdade</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O estudo defende quatro alternativas para a redução da desigualdade:</strong></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1.</strong></span> Tributar lucros e dividendos nos moldes vigentes até 1995, com alíquota de 15%, o que aumentaria a receita em R$ 43 bilhões (valores de 2013) e reduziria a desigualdade em 3,67%;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2.</strong></span> Tributar lucros e dividendos com faixa de isenção e alíquotas variando entre 7,5% e 27,5%, conforme a renda do recebedor, o que geraria uma receita de R$ 59 bilhões, atingindo 1,2 milhão de pessoas e reduzindo a desigualdade em 4,03%;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>3.</strong></span> Mudar profundamente a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) criando três novas alíquotas (35%, 40% e 45%), para níveis de renda de R$ 60 mil, R$ 70 mil e R$ 80 mil, atingindo número bem maior de contribuintes (3,8 milhões);</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>4.</strong> </span>Criação de uma alíquota adicional de 35% do IRPF apenas para rendas muito elevadas (acima de R$ 325 mil) e, simultaneamente, submeter os lucros e dividendos à tabela progressiva, como na segunda alternativa, o que geraria receita adicional de R$ 72 bilhões e reduziria a desigualdade em 4,31%. </p>
<p> </p>
<p><a href="http://spbancarios.com.br/sites/default/files/anexos/estudo_ipea_tributacao_e_distribuicao_da_renda_no_brasil.pdf" target="_blank"># Conheça o estudo do IPEA</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/cabe-ao-povo-escolher-seus-presidentes" target="_blank"># Cabe ao povo escolher seus presidentes</a></p>
<p>Fonte: SEEB SP</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
