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	<title>informal &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Emprego informal dobra e ioiô na renda empobrece brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[informal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os informais representam hoje 4 em cada 10 ocupados, segundo o IBGE. Sem nenhuma proteção trabalhista. Trabalhador sem renda e poder aquisitivo. A economia está em ruínas! O ritmo na criação de empregos informais dobrou no Brasil nos últimos seis anos e tem sido a principal marca da recuperação econômica desde 2017. De um total de 89 milhões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os informais representam hoje 4 em cada 10 ocupados, segundo o IBGE. Sem nenhuma proteção trabalhista. Trabalhador sem renda e poder aquisitivo. A economia está em ruínas!</p>
<p></p>
<p>O ritmo na criação de empregos informais dobrou no Brasil nos últimos seis anos e tem sido a principal marca da recuperação econômica desde 2017. De um total de 89 milhões de ocupados, 36,3 milhões são informais.</p>
<p> </p>
<p>Eles representam hoje 4 em cada 10 ocupados, segundo o IBGE. Sem nenhuma proteção trabalhista, são informações sobre a carteira (no setor privado e doméstico) e os sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria).</p>
<p> </p>
<p>Nos últimos anos, milhões de brasileiros que estudaram mais ou concluem faculdade avançada a renda acabaram na informalidade, subutilizados ou desempregados numa economia que cresce pouco.</p>
<p> </p>
<p>Apesar do aumento de 27% nos anos de estudo na metade mais pobre do país, sua renda caiu 26,2% em dez anos, segundo a FGV Social.</p>
<p> </p>
<p>Quase 32 milhões de brasileiros trabalham menos que gostariam ou estão desocupados. Os desempregados equivalem à população combinada de São Paulo e Curitiba (14,1 milhões). Entre eles, há quase 4 milhões que não oportunidades há mais de dois anos —o dobro em relação ao início de 2016.</p>
<p> </p>
<p>Nesse caso, o prognóstico é muito negativo para o aumento da produtividade da economia via capital humano, pois esses trabalhadores tendem a se desatualizar e ter dificuldades de readaptação à frente.</p>
<p> </p>
<p>Embora a economia deva recuperar neste ano o terreno perdido em 2020, o emprego informal deve seguir predominando , pois não haverá crescimento adicional significativo.</p>
<p> </p>
<p>Desde 2014, o Brasil tem registrado recorrentes déficits primários, com as despesas do governo federal ultrapassando as receitas (sem contar juros) todos os anos.</p>
<p> </p>
<p>Isso levou a um aumento do abrupto da dívida pública (hoje 82,7% do PIB) e uma forte retração empresarial. Desde 2015, o PIB brasileiro cresce muito ou pouco encolhe.</p>
<p> </p>
<p>Nesse contexto, a ocupação avança mais em setores especializados informais e pior remunerados —como construção, agricultura e serviços domésticos, além dos conta própria sem CNPJ. E quanto mais pobre o trabalhador, maior sua prevalência na informalidade.</p>
<p> </p>
<p>Dificultando a aceleração da economia por serem menos produtivas, como vagas informais explicando cada vez mais trabalhadores a um entra e sai do mercado, com altos e baixos na renda entre períodos de atividade e desocupação —num tipo de “ioiô” que alterna trabalhos mal remunerados e pobreza.</p>
<p> </p>
<p>Segundo especial, o aumento da informalidade &#8211; que pode vir a se tornar estrutural com transformações no mercado, a &#8220;economia dos aplicativos&#8221; e o baixo crescimento &#8211; exige políticas de proteção a essa parcela da força de trabalho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Sem auxílios</strong></p>
<p>Os programas de auxílio a desempregados cobrem apenas trabalhadores formais, que têm direito ao seguro desemprego e ao FGTS . Mesmo os piores remunerados (até dois salários mínimos), obtém um abono equivalente salarial a até um salário mínimo por ano; e podem se aposentar pelo INSS.</p>
<p> </p>
<p>Entre os informais, com a exceção dos meses de pandemia em 2020 e 2021, quando foram contemplados com parcelas decrescentes (em valor e total de beneficiários) do auxílio emergencial, inexiste rede de proteção para os que participam e perdem renda abruptamente.</p>
<p> </p>
<p>Em 2020, quando o PIB encolheu 4,1% e a renda dos informais despencou 16,5%, eles puderam contar com o auxílio emergencial. Na recessão de 2015-2016, não houve proteção, apesar de o PIB ter encolhido 7,2% no período.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pobreza e miséria total</strong></p>
<p>Após aquele biênio recessivo, a taxa de pobreza extrema no país (renda domiciliar per capita inferior a R $ 261 / mês, segundo critério da FGV Social) ultrapassou os dois dígitos e é hoje a maior em uma década (13%, ou 27, 4 milhões de pessoas; equivalente a quase uma Venezuela).</p>
<p> </p>
<p>“Nos últimos episódios de volatilidade, que têm sido a característica da economia brasileira, muitos dos informais de baixa renda acabaram escorregando para a miséria. São crises temporárias que têm escape cicatrizes permanentes”, diz Fernando Veloso, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).</p>
<p> </p>
<p>O economista afirma que esse cenário de volatilidade recorrente e aumento das ocupações sem carteira provoca “vulnerabilidade estrutural” entre os informais —e requer medidas para protegê-los.</p>
<p> </p>
<p><strong>Domicílios sem renda</strong></p>
<p>No segundo trimestre de 2021, a proporção de domicílios sem renda do trabalho foi estimada em 28,5% —quase três em cada dez. Isso significa que 46 milhões de pessoas viviam em residências sem dinheiro por meio de atividades profissionais, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).</p>
<p> </p>
<p>No final de 2019, antes da pandemia, a proporção era menor, de 23,5%, o equivalente a 36,5 milhões.</p>
<p>Fonte: Folha de São Paulo com edição da Comunicação do SEEB de SAntos e Região<br />Escrito por: Fernando Canzian</p>
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