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	<title>informais explorados na caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>informais explorados na caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Caixa cobra juros mais altos para informais e desempregados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[cobrança de juros altos]]></category>
		<category><![CDATA[endividados e explorados]]></category>
		<category><![CDATA[informais explorados na caixa]]></category>
		<category><![CDATA[Juros altos na caixa]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo do Dieese mostra que taxa mensal de 3,99% para crédito à população carente é maior até do que juros do cheque especial A taxa de 3,99% ao mês cobrada pela Caixa na recém-lançada linha de microcrédito para trabalhadores informais e desempregados está muito acima de juros cobrados pelo mesmo banco para empréstimo pessoal e outros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Dieese mostra que taxa mensal de 3,99% para crédito à população carente é maior até do que juros do cheque especial</p>
<p></p>
<p>A taxa de 3,99% ao mês cobrada pela Caixa na recém-lançada linha de microcrédito para trabalhadores informais e desempregados está muito acima de juros cobrados pelo mesmo banco para empréstimo pessoal e outros tipos de financiamentos a pessoas físicas.</p>
<p> </p>
<p>A conclusão é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que fez um levantamento a pedido da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).</p>
<p> </p>
<p>O levantamento revela que em outras modalidades de crédito, o banco estatal cobra taxas que variam de 0,99% até 2,9% ao mês.</p>
<p> </p>
<p>É o caso, por exemplo, dos juros para crédito consignado (a partir de 0,99%), crédito pessoal não-consignado (1,8%), penhor (1,99%) e CDC (a partir de 2,77%).</p>
<p> </p>
<p>O levantamento do Dieese aponta também que, para clientes do banco, até os juros do cheque especial e para parcelamento de fatura do cartão de crédito (a partir de 2,9%) estão menores que a taxa de 3,99% cobrada de quem sequer tem renda formal.</p>
<p> </p>
<p> “São pessoas que estão tendo que fazer empréstimo para comer, para tentarem sobreviver, e, não, para investir. Ou seja: não se trata de microcrédito mas, sim, de endividamento”, dizem sindicalistas e a Fenae.</p>
<p> </p>
<p>Analista do Dieese, a economista Mariel Lopes pontua que o limite para a linha de financiamento com juros mensais de 3,99% é limitado a R$ 1 mil &#8211; menor que o salário-mínimo. Ela lembra, ainda, que o crédito é direcionado a usuários do Caixa TEM e que não tenham renda vinculada a outros benefícios sociais, como o extinto Bolsa Família.</p>
<p> </p>
<p><strong>Muito alarde, pouca vantagem</strong></p>
<p>Em outubro, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, classificou como “revolução” o lançamento desta linha de crédito. Segundo ele, a medida deve atrair 20 milhões de pessoas. “Esses brasileiros começaram a se inserir no setor financeiro e, se a gente for eficiente, podemos retê-los”, disse Guimarães, naquela ocasião.</p>
<p> </p>
<p>Mariel Lopes, contudo, alerta: “São pessoas que já tinham renda baixa e tiveram a condição financeira piorada com a pandemia”. Conforme observa a economista, a Caixa, que tem uma vantagem competitiva, está oferecendo juros mais elevados justamente para a parcela da população que menos tem condições de assumir dívidas.</p>
<p> </p>
<p>“Democratizar o crédito seria oferecer financiamento a juros mais baixos e, não, o contrário; inclusive, por se tratar de um banco público executor de políticas públicas”, afirma Lopes. “No fim das contas, a Caixa está reproduzindo uma distorção de mercado: cobrando taxas mais elevadas justamente da população que tem maior dificuldade em pagar a dívida contraída”, completa a analista do Dieese.</p>
<p> </p>
<p><strong>Endividados</strong></p>
<p>A parcela de famílias endividadas atingiu um novo recorde em outubro. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) &#8211; realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) &#8211; o número de brasileiros endividados cresceu pelo 11º mês seguido, chegando a 74,6% das famílias.</p>
<p> </p>
<p>O crédito pessoal aparece entre as modalidades que avançaram no endividamento.</p>
<p> </p>
<p>De acordo com dados recentes divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), só no ano passado houve 15,3 milhões de demissões no país. O cadastro também aponta que o saldo de empregos formais criados em 2020 ficou em 75,9 mil, o que representa quase metade das 142,7 mil vagas anunciadas pelo Ministério da Economia para o referido ano.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Ao invés de criar empregos a partir de políticas públicas estruturantes e sustentáveis, o que este governo faz é endividar ainda mais uma população já massacrada por esta crise econômica sem precedentes em nosso país&#8221;, ressalta o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto.</p>
<p>Fonte: Fenae com edição do SEEB de Santos e Região</p>
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